As Pessoas Sao como Ondas

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O ser humano me lê como uma pessoa quase normal, mas nem tanto forte.
Uma leitura didática, porém analógica.
No entanto, se mergulharem em mim, descobrirão o quanto de poder tento esconder, o quanto de filtros utilizo para não me reconhecer por completo.

Faço isso para me proteger, até porque a exposição trinca e dizima o ser humano.
É um vírus letal — mortal e imoral.

Seu nome
Ouvir o seu nome é como um feitiço suave:
meu coração acelera,
o ar suspende o tempo,
meu peito se enche de você,
e tudo em mim se transforma em felicidade.

O invisível que vive em nós

Assim como Deus, o Criador, é invisível,
a alma também o é.
Assim como Deus está em todos os lugares, a alma de cada um também está,
pois o Criador é o Deus que habita em cada um de nós.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

O login da felicidade

Quando os braços abraçam o corpo do ser amado, apertado, é como se quisessem se conectar ao seu coração, alcançar sua alma.

Às vezes, penso que a alma, em sua própria língua, adverte o coração; e ele, então, dispara em um ritmo descontrolado. O corpo reage, e a boca, quase automaticamente, pede beijos, como se fossem o login da felicidade.

Lágrimas de felicidade

Às vezes, a felicidade é tão grande que o choro chega arrasando, como uma enxurrada em tempo de tempestade. E, nessas horas, é uma dádiva quando o choro é acolhido e a felicidade, compartilhada.
A felicidade é a melhor terapia para a tristeza.

O jardim das memórias
Eu alimento minhas memórias assim como alimento as flores do meu jardim.
No jardim, o adubo e a água são essenciais; nas minhas memórias, as lembranças são indispensáveis. Isso porque o tempo é cruel: às vezes, ele manda o esquecimento nos visitar e bagunça tudo.

Entre o Sim e o Não

Quando o “não” chega ás nossas vidas, como anunciá-lo ao coração e fazê-lo compreender? Como explicar a quem sempre teve o “sim”, nas mãos que, às vezes, o não é a única opção.

Fragmentos de um Amor

O amor tem vários cenários, como em um filme de cinema: alguns terminam com “felizes para sempre”; outros perguntam “onde você está neste momento?”; há ainda aqueles que decretam “sua vida termina aqui”. E existem muitos, muitos outros cenários, nos quais somos todos atores do filme chamado Vida.

O amor nos faz gente, mais humanos. Faz-nos felizes, capazes de sorrir no silêncio e encontrar graça em tudo. Esse é o lado bom — o cenário de que mais gosto.

O amor me faz sorrir com os olhos marejados, a voz embargada e o corpo trêmulo.

Mas há o outro lado: quando tudo dá errado, tudo perde a cor. Hoje estamos aqui, alegres, rindo e gargalhando; amanhã, somos apenas um borrão.

Negociação Silenciosa

Vejo aqueles que tiram a própria vida como quem, consumido pela dor, entrega a própria existência em uma negociação silenciosa com o fim.

Que a luta pela vida continue, e que essa troca de destinos deixe de existir.
Esse é o desejo de todos nós.

Quando a Química Grita

Como controlar um homem e uma mulher quando a química grita e a pele, em lágrimas, clama por um abraço apertado, repleto de trocas intensas e quase explícitas?

Mesmo que o céu se pinte e a brisa testemunhe, nada poderá mudar, pois o descontrole já estará instalado.

Porque há encontros que não pedem permissão, apenas acontecem.

Vida paralela existe, com certeza.

Vejo o celular como a porta de entrada para um mundo universal — um mundo digital onde todos se encontram, se mostram, se escondem… e, de certa forma, se reinventam. Para mim, esse universo virtual é o verdadeiro mundo paralelo que tantos procuram, e o celular é o portal silencioso que nos conduz até ele.

Veja bem: eu existo nesses dois mundos. Transito entre eles. Sinto em ambos. Mas há um limite invisível que não posso atravessar — não posso tocar o meu “eu” do outro lado, não posso dar as mãos a essa versão que também sou.

E então me deparo com uma verdade simples e implacável: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.

Talvez seja apenas uma teoria… uma reflexão de uma leiga no assunto.
Mas, ainda assim, carrega um certo peso de realidade.

E aqui estou eu…
Rindo — ou talvez pensando demais — dentro do meu próprio mundo.

Nosso espírito subirá para o Céu se aceitarmos Jesus como Salvador e Senhor nosso, ao contrário de que enchermos nossa casa apenas de riqueza.

Seja como um ipê,
silencioso em meio ao caos,
firme onde o vento insiste
em testar o que é raiz.

Não seja multidão passageira,
nem eco vazio de vozes tantas;
seja presença inteira,
um amigo que basta
na vastidão da gente.

Não dependa de mãos que podam,
nem de olhares que aprovam —
cresça por dentro,
no tempo que é só seu.

E então, floresça…
mesmo quando o mundo parece seco,
mostrando, sem pedir licença,
a beleza de simplesmente ser.

⁠Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander

⁠ DESABAFO
Ela, uma pessoa pouco meiga, delicada, não como uma flor, mas como uma bomba, à comparo até com o mais letal veneno, ela és linda, casta e pura, as vezes fases algo que nos aborrece e o mais chato é que nas maioria das vezes ela nem se toca que errou, a amo como nunca amei ninguém, e é exatamente por esse motivo que dói muito, as vezes penso se fiz a escolha certa, mas quando tenho dúvida, lembro-me de quando a conheci e lembro também daquele lindo sorriso. Sou bem passivo com ela, tento da melhor forma compreendê-la, mas não sei por quanto tempo irá durar minha compreensão e minha passividade. TODOS TEMOS LIMITES!

A vida me ensinou a ser simples
a ver meus sonhos como pétalas
de rosas, que por mais pequenas
e frágeis espalham o perfume no ar.
Por menor que seja nossos sonhos,
são lindos como estas pétalas que
mesmo pequenas deixam suas marcas
eternas.

° ೋ ✿ Linda Tarde ° ೋ ✿

❝...Que sua tarde seja
tão linda como seu
coração, que a ternura
abrace sua alma e que
Deus te abençoe mais
e mais!..❞

-------------------------Eliana Angel Wolf

❝ ...Você me lê sem pressa, como se lê uma carta antiga, Descobrindo a história em cada linha, cada dobra. E eu sou em você a poesia que não se fatiga, A semente da paz que a cada novo dia se desdobra.
⁠Somos o encaixe perfeito da imperfeição que acalma, Do riso que quebra o gelo e a dor do que passou. Você é a melodia que embala a minha alma, Onde o simples de amar é o nosso maior louvor...❞


------------ Eliana Angel Wolf

Pois essa voz não grita, ela simplesmente ilumina,
Como o sol que desfaz o orvalho frio da calçada.
Você é o anjo que a cada tristeza termina,
E a loba que guia a alma em sua nova jornada.⁠




----- Eliana Angel Wolf