As Pessoas Sao como Ondas

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Às vezes o coração é como uma casa com portas emperradas. Não entra sol, mas entra renúncia. Eu empurro cada porta com o punho das minhas pequenas certezas. Algumas cedem, outras permanecem guardiãs do escuro. E morar nesse lugar é aprender a plantar janelas.

O vento traz nomes que o mundo esqueceu. Eles pousam na janela e demoram a sair. Eu os recolho como se fossem folhas importantes. Coloco-os no bolso e sigo caminho mais leve. Carregar nomes é forma de resistir ao esquecimento.

Há cartas que nunca enviei porque não queria ferir. Elas ficaram como pétalas secas no balcão. De vez em quando revisito o antigo tecido das palavras. Algumas nunca deviam ter nascido, outras curam. E escrever sem enviar é um jeito de entender o próprio nó.

A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.

Há um lugar onde guardo meus silêncios mais puros. É como um armário de madeira que não range. Quando tenho medo, entro ali e fecho a porta. O barulho do mundo fica distante como um inverno. E eu, reclinado, ouço uma paz que não pede provas.

Amar é, por vezes, aceitar o outro como inverno. Sabemos que virá friagem, talvez geada, talvez neve. Mas também há a claridade cortante dos dias limpos. Aceitar é vestir-se de fibra para enfrentar o frio. E ainda assim, entregar-se ao calor raro é risco necessário.

⁠A sua posição não defini quem você é. Cuidado com a altura que você estar e como você enxerga as coisas de lá.

Países como o Brasil, que não têm poderio militar para defender a integridade do seu território, existem por assentimento internacional.


(Juremir Machado da Silva)

Ela não mudou nada, e eu? Eu voltei.
Mas tal como um espelho estilhaçado, continua sendo um espelho, mas não o mesmo que já foi, e nunca vai voltar a ser.
E isso me frusta de uma forma imensurável. Eu odeio o jeito no qual eu me tornei depois dela.

⁠A TUA DOR

Ninguém sente a tua dor,
Ninguém jamais sentiu,
Ninguém sabe como doeu,
Em quais sentidos a dor mexeu.

Ninguém tem a mesma cicatriz,
A exata noção do que viveste,
A cicatrização do teu ferimento,
Ninguém tem a medida, ninguém é você.

Então, eles - quem quer que sejam -
Não entendem, não merecem,
Ser levados em conta,
Nas suas opiniões superficiais.

Desconectadas do contexto único,
Das tuas experiências,
Ninguém é você,
Ninguém jamais será.

William Contraponto

William Contraponto: poesia como pensamento sem anestesia


Há autores que escrevem versos. Outros escrevem ideias. William Contraponto escreve pensamento em estado de verso e é justamente aí que sua obra se afirma como a de um poeta-filósofo, figura cada vez mais rara num cenário literário que prefere o efeito ao enfrentamento.


Desde Com Todas as Letras, e-book que, embora menos seco e denso por flertar com a musicalidade, funciona quase como um manifesto poético, Contraponto deixa claro seu projeto: não há palavra neutra, não há verso inocente.


Essa postura se aprofunda na Trilogia Existencial, composta por três volumes que orbitam a mesma pergunta fundamental: o que significa existir quando já não se aceita nenhuma tutela transcendental? Aqui, o sujeito poético aparece lançado no mundo sem garantias, sem redenção metafísica e sem atalhos morais. A existência é concreta, histórica, social e, sobretudo, intransferível. Não há salvação fora da consciência.


Em Lucidez Sem Atalho, o título já antecipa a ética da obra. Pensar exige atravessar o desconforto. Não há iluminação súbita, nem revelação suave. A lucidez, em Contraponto, é um processo árduo, quase um desgaste. A linguagem acompanha essa exigência: seca, contida, essencial. Cada verso parece perguntar ao leitor se ele está disposto a seguir adiante sem muletas simbólicas.


Já em Regimes do Real, o poeta desloca o foco para os mecanismos que moldam a percepção do mundo. O real não é apresentado como algo dado, mas como algo administrado — por discursos, sistemas, ideologias e consensos artificiais. A poesia, então, atua como gesto de desmontagem: não explica o mundo, mas revela suas engrenagens.


Existir Sobre o Solo aprofunda o vínculo entre existência e materialidade. Não se trata de um existencialismo abstrato, mas situado: corpo, chão, limite, história. O humano aparece como ser finito, socialmente atravessado e eticamente responsável. Não há transcendência que absolva, nem narrativa que suavize a condição de estar aqui.


Nos e-books Breves Considerações Reflexivas (de breves ensaios) e Consciência do Desamparo, a escrita se aproxima ainda mais do ensaio filosófico, sem abandonar o pulso poético. São textos que lidam diretamente com o vazio, a ausência de garantias e a necessidade de construir sentido mesmo quando ele não se oferece espontaneamente. O desamparo não é tratado como fraqueza, mas como ponto de partida para uma consciência mais honesta.


Em toda a obra, a descrença não surge como bandeira, mas como estrutura silenciosa. Não há ataque panfletário ao sagrado. Há, sim, sua dissolução crítica. O centro é sempre a responsabilidade humana, a consciência e o enfrentamento do real tal como ele se apresenta, sem promessas de além.


William Contraponto escreve para leitores que aceitam o risco de pensar. Sua literatura não consola, não orienta e não absolve. Ela expõe. E talvez seja justamente por isso que sua obra importa: num tempo que transforma a palavra em mercadoria emocional, Contraponto insiste na poesia como ato de lucidez.


Ler seus textos, na forma de poema, ensaio ou onde ambos parecem se fundir, não é buscar abrigo.
É aceitar o espelho e sustentar o olhar.




Neno Machado Marques
nenommarques@gmail.com

Antigamente, quando me olhava no espelho, via apenas um reflexo distorcido. Era como se um monstro estivesse me olhando e idealizando uma versão branda e pacificadora, sabendo que eu tinha capacidade de ser e agir como tal, mesmo movido por raiva, amargor, vingança e ódio. Eu estava aprisionado em mim mesmo. A mudança psicossocial e psicológica foi fundamental na minha transformação como ser, mesmo quando pensei que era o meu fim e que não haveria mais saída. Hoje, o monstro está preso e não pode mais me ferir, nem ferir os meus. Sinto minha libertação; o aprisionamento dele me traz paz, confiança, honestidade e amor-próprio. Essa libertação trouxe um alívio imenso, um crescimento pessoal e profissional. Que esta mensagem seja um símbolo de esperança⁠

Pensar positivamente
Assim como um Medico planeja positivamente uma cirurgia ,antes de começar, nós também podemos planejar o projeto de nossas vidas positivamente afastando de nossa mente desilusões !!!!!
Quando vc pensa positivamente vc está trazendo uma áurea de sucesso em tudo que vc faz !!!!!
Pense sempre em viver
Pense que seu dia , em todos os dias serão azuis
Pense sempre que tudo dará certo
Pense e traga para o seu coração a luz e nunca a escuridão pois só assim vc irradiará felicidade......

Meu amigo feliz, hoje é seu dia, meus parabéns!
Como gostaria que você fosse feliz, muito feliz!
Mas a felicidade não tem receitas...
Concordo, amigo!
Não é receita de bolo: 3 xícaras disso, 4 xícaras daquilo, que sempre dá certo quando matematicamente cumprimos as etapas! Não!
Felicidade, a meu ver, nasce de um coração solidário, eficiente e trabalhador.
Fale sempre com o seu coração antes de agir, faça de suas decisões o voto de Minerva.
Aí você será e descobrirá o que é ser feliz!
Um ótimo dia para você, amigo.

Como é bom

Estar com você
Ficar com você
Amar você
Sentir seu cheiro
Olhar você por inteira
Ver que minha vida sem você
Não tem o porque

Como médico digo a vcs ,amigos ,
não há remedio para as rugas de nosso rosto....
Mas vc é o remédio para as rugas de seu coração

A Constituição como Estrutura de Poder

Há países em que a Constituição não opera como fundamento, mas como instrumento. Não nasce de um projeto político coerente, e sim de compromissos acumulados, remendos históricos e concessões feitas para resolver crises imediatas. O resultado é um texto extenso, ambíguo e contraditório uma Constituição que tudo promete e pouco define. Essa ambiguidade não é defeito acidental: ela se converte em método de governo.
Em contextos assim, o Legislativo tende a perder centralidade. Não por ausência formal de poder, mas por comprometimento estrutural. Legisladores produzem normas já prevendo sua própria neutralização futura. Criam leis defensivas, cheias de exceções, conceitos indeterminados e cláusulas abertas, permitindo que o texto constitucional seja continuamente reinterpretado conforme a conveniência do momento político. A lei deixa de ser limite e passa a ser álibi.
Nesse vazio funcional, o Judiciário avança. Inicialmente como árbitro, depois como intérprete máximo e, por fim, como agente político de fato. A Justiça, tradicionalmente concebida como poder contramajoritário, passa a exercer protagonismo contínuo, ocupando espaços deixados por um Legislativo frágil e por um Executivo condicionado. A supremacia jurídica transforma-se em supremacia política.
A Constituição, então, já não é parâmetro estável, mas território em disputa. Seu texto permite múltiplas leituras porque foi concebido assim: aberto o suficiente para acomodar qualquer decisão que se queira justificar. A hermenêutica constitucional substitui o debate político. Decisões fundamentais deixam de ser deliberadas publicamente e passam a ser resolvidas por interpretação técnica, blindada por linguagem jurídica e legitimada pela autoridade institucional da corte.
É nesse cenário que processos eleitorais se tornam contingentes. O calendário democrático deixa de ser um dado objetivo e passa a depender da leitura constitucional vigente. O que deveria ser exceção transforma-se em precedente; o precedente vira jurisprudência; a jurisprudência se naturaliza como normalidade institucional. Não há ruptura explícita há continuidade reinterpretada.
O resultado não é uma ditadura clássica, nem uma democracia plena, mas um regime híbrido, no qual o centro decisório desloca-se do voto para a interpretação. O país passa a ser governado não por programas políticos, mas por entendimentos jurídicos. A soberania popular permanece no texto, mas se enfraquece na prática.
Nesse modelo, o futuro político não é decidido nas urnas, mas nos limites elásticos de uma Constituição que tudo comporta. Se ela é uma concha de retalhos, quem detém o poder real é quem define como os retalhos se encaixam. E, quando a exceção se torna método, a Constituição deixa de proteger a democracia — passa a administrá-la.
2026, nesse sentido, não é um evento imprevisível. É uma consequência lógica.
Não do acaso, mas de uma arquitetura institucional que trocou clareza por conveniência, representação por interpretação, e política por técnica.

Você é como um sol que nasce
Sem você, mulher,
Não existem o calor e o brilho
Que iluminam o nosso dia
Quando você nos brinda com sua presença
Seus olhos são duas contas preciosas
Que me dão vontade de viver
E transmitem amor desde o alvorecer.
Seu sorriso traz felicidade contagiante
A quem desfruta de sua presença cativante
Com ele, você alegra nosso coração e ilumina a nossa alma.
A suavidade da sua voz é como música para nossos ouvidos,
Sussurrando palavras de amor e carinho
E quantas são as vezes em que nos orienta para a vida.
Ela é uma obra de arte
Criada com amor e dedicação.
Cada detalhe, cada curva, cada linha
Representam a expressão da sua beleza exterior e interior
Sim, ela é incrível!
Quantas vezes, muitas vezes, somos apenas o complemento
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Nos Caminhos da Poesia com Raimundo Grossi
Várias vezes, sentimos que o sucesso depende dela
Fortalecida pela vida e iluminada pelo amor.
Sim, o sol em um dia nublado,
Um refúgio seguro em um mundo incerto.
Sou grato por ter uma mulher como a minha em minha vida, em nossa
família.
Obrigado, Cassinha, por compartilhar comigo seus sonhos e os meus
desejos.
Eu amo você mais do que as palavras podem expressar.
Você é a minha razão de ser, a minha alma gêmea.
São 51 anos de vida harmoniosa.
Ainda chegaremos aos 100 anos ou aqui ou onde estivermo

Sol no Azul

Onde você estiver,
nas manhãs de todo dia
nascerá o sol com você

Como você estiver,
o azul que você fizer
fará o sol com você

Quando você estiver o tempo todo de céu
todo tempo de sol estarei eu com você.

Talvez, o Luar


Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.


Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.


Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.


Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.


Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.