As Pessoas Sao como Ondas
Citações bíblicas são para acender luzes — não para apagá-las, muito menos para monopolizar a Graça.
Insulto maior não há, que ver tantos se valendo das Sagradas Escrituras para se esconder, aparecer... ou se promover.
Porque Deus jamais teria contribuído com uma única vírgula do livro mais vendido, mais lido — e menos vivido do mundo — para legitimar descuidos, maldade ou caprichos de apaixonados.
A Palavra, quando nasce da Fonte, não busca plateia, busca consciência.
Não pede eco, pede postura.
Nem deseja aplauso, deseja transformação.
Mas há os que a tomam como escudo, sem jamais permitir que ela os atravessasse.
Há os que a declare com fervor, mas não a deixe iluminar a própria sombra.
É há os que a cite de cor — e, ainda assim, não a conheça.
Talvez o maior desafio da fé não seja crer, repetir ou pregar… mas permitir que a Graça nos alcancem onde mais resistimos a ser alcançados.
Porque Escritura não foi dada para amarrar ninguém — foi dada para libertar.
E somente quem se deixa iluminar por ela descobre que a verdadeira luz nunca humilha; revela.
Nunca esmaga; desperta. Jamais separa; reconcilia.
E é justamente aí que a Filosofia reencontra a Fé no ponto mais delicado: o ponto em que ambas exigem do sujeito não a obediência cega, mas a coragem de se encarar.
A Filosofia nos pergunta por que acreditamos; a Fé nos pergunta como vivemos o que dizemos acreditar.
E, quando caminhamos sem medo, percebemos que essas perguntas são irmãs — não rivais.
A Escritura nos mostra caminhos, mas jamais os percorre por nós.
A consciência é quem decide se cada passo será um gesto de luz ou de vaidade.
Porque não há texto sagrado, capaz de elevar quem insiste em rastejar pelas conveniências.
E não há versículo que enobreça mãos que o brandem como arma enquanto o coração permanece fechado como punho.
Fé sem reflexão vira fanatismo.
Reflexão sem fé vira desespero.
Mas a união das duas — essa, sim, — é o que faz da Palavra uma ponte em vez de trincheira.
Talvez Deus nunca tenha pedido que interpretássemos a Escritura com perfeição… mas que a vivêssemos com honestidade.
Porque a Verdade, quando realmente é luz, não precisa ser defendida — precisa apenas ser deixada brilhar.
Porque a Oração sem Ação não ascende — retorna.
Não toca o Alto — ressoa no vazio de quem a profere.
E, talvez por isso, seu destino seja apenas os ouvidos dos tolos que imaginam que o Céu se move por frases que nem eles próprios se movem para viver.
De repente os Direitos Humanos são necessários, a Saúde Mental importa e a Ciência deixa de ser negada…
Há uma irrisória esperança nisso…
Quando a palavra de Deus deixar de ser usada para se Esconder, Aparecer e se Promover e voltar ao propósito original — acender luzes, não ofuscar e confundir mentes e espíritos descuidados ou mal intencionados — talvez o mundo se reencontre.
Tão medonho quanto a desumanização global do outro, são as rajadas de palavras inconsequentes que movimentam os algoritmos.
O que torna o mundo tão medonho não são feridos gemendo, mas a invalidação pelos que ainda não precisam gemer.
Para alugar as cabeças dos seus asseclas, os políticos-influencers são capazes de qualquer coisa, inclusive deixá-los acreditar que ainda pensam.
Para alugar as cabeças dos seus asseclas, os políticos-influencers são capazes de qualquer coisa, inclusive deixá-los acreditar que ainda pensam.
E talvez seja justamente aí que reside a perversidade mais sutil: não no comando explícito, mas na ilusão da autonomia.
É quando a manipulação se disfarça de opinião própria, quando o eco é confundido com voz, quando a convicção já vem pronta — só esperando alguém para repeti-la com entusiasmo.
A tragédia não está apenas nos que manipulam, mas nos que se orgulham da coleira — acreditando que ela é um colar de autenticidade.
E enquanto celebram essa liberdade fictícia, vão cedendo, pouco a pouco, a única posse que realmente lhes pertencia: a capacidade de “Pensar Por Conta Própria”.
No fim, talvez o maior ato de rebeldia seja recuperar o próprio silêncio interior… só para descobrir, enfim, qual pensamento ainda é verdadeiramente seu, entremeio à enxurrada deles — pensados noutras cabeças.
Sempre que
oTempo Trabalhado estende o tapete paraa Arrogância desfilar, erros são Ignorados —Minimizados ou Romantizados.
Quando o “tempo de serviço” passa a ser usado como 'Currículo Moral', algo se perde à beira do caminho.
A experiência, que deveria ensinar humildade, acaba estendendo um tapete vermelho para a Arrogância desfilar a fantasia de mérito.
E, nesse espetáculo, os erros deixam de ser mestres severos para se tornarem figurantes das conveniências.
O que antes exigia revisão, agora se justifica pela “bagagem”.
O que cobrava correção é minimizado pelo “histórico”.
E o que deveria causar constrangimento acaba sendo romantizado como traço de personalidade ou preço do sucesso.
Assim sendo, o tempo deixa de lapidar e passa a blindar.
Mas tempo não absolve falhas, só as revela com mais nitidez.
Quanto mais longa a caminhada, maior deveria ser a capacidade de reconhecer tropeços e aprender com eles.
Quando isso não acontece, o problema já não é o erro em si, mas a vaidade que lhe empresta as sandálias medonhas para desfilar.
Porque Experiência sem Autocrítica não é Sabedoria — é apenas a repetição confortável dos mesmos equívocos, agora amparados pelo tic-tac do relógio.
Não é sobre ter 10, 20 ou 30…
É sobre ter plena consciência de que errar é um risco inerente aos que se entregam, aos que fazem, aos que vivem.
E corrigir erros é permitir-se muito mais humano!
O que carregamos é o que somos, nossas verdades são o que iluminam nossos caminhos, nossas vivências são o que transformam e engrandecem nosso ser.
Flávia Abib
Você sabe abanar o leque e dar piscadelas. Muitas vezes, basta fazer isso. Os homens são seres bem simples.
... unanimidades
não são necessariamente
'burras', porém inconsistentes;
em razão, de tão diversos gostos,
tamanhos; de um tanto ou nem
tantos conteúdos e profundidades,
que cada um no devido tempo
e talento, enfim possa
alcançar!
... sábios,
na realidade, não são seres especiais, inflexíveis - sequer, insólitos visionários disseminando suas robustas impressões e conteúdos capazes de subjugar
os labores do tempo...
Verdadeiros sábios, a meu ver, são seres
comuns, moderados - externando uma invulgar
e já calejada mestria em oportunizar soluções,
em que, a maioria de nós só enxerga
problemas!
... igualdades sumárias
são o pelourinho da incoerência -
sendo o autoconhecimento a carta de
alforriaque nos liberta desse mundo
de ilusórias analogias e sofríveis
originalidades!
... e quantos,
entre os homens,
são capazes de observar?
E, entre os que sabem, quantos
são capazes de envergar a simesmos,
se cada homem representa para si
o mais distante dos
seres?
... tão logo
reconheçam os homens que
não são meros coadjuvantes, mas
legítimos protagonistas da sua
própria história - as temerárias
complexidades do viver, não mais
acomodarão tanto
peso!
... grandes ideias
são as capazes de - vencendo
todos os limites e contradições
de mentes emundos - redobrarem-se
em tantas eoutras grandes ideias...
Do contrário, resultarão em
dogmas inexpressivos
comprazos de
validade!
... que
ninguém se engane:
simplicidade e coerência são
demandas exaustivas, contínuas,
impermutáveis!
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