As Pessoas Sao como Ondas

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O ser humano é como um iceberg: podemos avaliar apenas a parte visível; a submersa é uma incógnita.

Deus me deu minha maior bênção, que foi você como namorada. Sou tão feliz por estar ao seu lado que o tempo parece voar. Hoje completamos dois meses juntos e espero que venham muitos meses repletos de felicidade que só você me faz sentir. Obrigado pela amizade, pelo carinho, pelo amor e por todos os momentos bons que você me proporciona. Te amo, vida!

Confesso que não sei como me sentir em relação à isso, nunca o tive mas agora realmente não o tenho.

Bote amor e sua vida será como uma casa construída na rocha.

A arte é a única forma de atividade por meio da qual o homem se manifesta como verdadeiro indivíduo.

A Frustração como Silêncio Gritante

É estranho sentir tanto e, ao mesmo tempo, não ter onde pousar esse sentir. O corpo fala, pede, grita em silêncio. Mas eu não sei entregar para qualquer um. Não sei sufocar o que quero com algo que não me completa. Então, eu espero. Mesmo que a espera doa. Mesmo que o desejo me devore por dentro.

⁠O Corpo Como um Instrumento que Só Toca na Sintonia Certa

Meu corpo não é uma melodia qualquer, não toca para qualquer ouvido. Ele precisa da sintonia certa, do toque que sabe a nota exata para fazê-lo vibrar. Há desejo em mim, mas ele não dança ao som de qualquer presença. E eu espero. Porque sei que, quando a música certa tocar, eu não terei dúvidas – será entrega, será arrepio, será um acorde perfeito.

⁠O Desejo Como Chuva em Terra Seca

Dentro de mim há um solo sedento, esperando pela chuva certa. Mas não aceito qualquer tempestade, qualquer gotejar. Meu desejo não floresce com qualquer toque, não desperta sob mãos que não saibam sentir. Precisa ser um alívio, não um dilúvio. Um toque que nutre, não que devasta. E então eu espero, mesmo que a espera resseque, mesmo que a sede arda. Porque quando a chuva certa vier, será raiz, será renascimento.

⁠O Corpo Como um Livro que Nem Todos Sabem Ler

Meu corpo não é um livro de páginas fáceis. Ele não se abre para qualquer olhar, não se entrega a mãos que não sabem segurar sua história. O desejo existe, pulsa, grita em silêncio. Mas não pode ser saciado por qualquer toque sem alma, sem intenção. Eu espero por quem leia cada linha com paciência, que entenda a profundidade antes de querer folhear apressado. Porque para mim, desejo não é pressa. É construção.

O Desejo Como Fome que Não se Mata com Qualquer Alimento

Há uma fome em mim, mas não é qualquer coisa que me sacia. Não é um encontro rápido, um toque sem alma, um beijo sem história. Meu desejo precisa de algo mais. De um cheiro que fique na pele, de um olhar que me atravessa, de uma presença que se faça necessária. Não como um capricho, mas como quem encontra exatamente o que precisa.

Meu corpo chama, mas não para qualquer resposta. Não é urgência vazia, não é sede que se engana com qualquer gole. É fome de verdade, daquelas que só um banquete de alma e pele pode acalmar. Por isso, eu espero. Mesmo que doa, mesmo que arda. Porque quando vier, será entrega, será plenitude, será tudo.

Desejo de Ser Só de Alguém

Às vezes, me sinto como um pedaço de carne exposto, como se o meu corpo fosse só um detalhe a ser desejado por qualquer um. O toque de quem não me conhece, o olhar de quem não vê além da superfície… Isso me irrita, me desagrada. Eu não sou isso. Não sou só um desejo momentâneo, não sou algo que se pode possuir e depois deixar para trás, como uma peça descartável.

O que eu busco é algo mais. Quero ser desejada, sim, mas por alguém que me veja, que me compreenda em toda a minha complexidade. Quero ser a única, o centro do desejo de alguém que se entrega da mesma forma, sem querer dividir ou repartir o que é só meu. Meu corpo, minha alma, tudo que sou… Eu quero ser isso para uma única pessoa. Quero ser amada por quem sabe o valor de cada pedaço meu, quem não tem pressa de arrancar, mas que sabe, com paciência, como tocar cada parte do meu ser.

Eu não sou carne, eu sou vida. E quem me deseja, deve me desejar por inteira.⁠

Ser Muito

Dizem que sou muito. Que sou demais. Que transbordo sentimento. Como se houvesse um limite para sentir, como se fosse possível medir o que pulsa dentro de mim. Não sei ser pouco, não sei ser metade. Minha essência é excesso, intensidade, entrega.

Eu sinto fundo, amo inteiro, desejo com a alma. Não me contento com rascunhos de sentimentos, com migalhas de presença, com o morno das emoções rasas. E sei que isso assusta. Sei que, para alguns, sou tempestade quando esperavam brisa. Mas não sei ser menos.

Quem quiser ficar, que fique por inteiro. Quem quiser amar, que ame sem medo. Porque dentro de mim, o sentir nunca será um fio de água. Será sempre mar.

⁠O Gosto do Tempo Sem Pressa

Te vejo me devorar primeiro com os olhos, como se cada detalhe meu fosse uma fome antiga. E quando tua boca me encontra, não há espaço para pressa—só o ritmo certo de quem sabe exatamente o gosto que procura. É como se o tempo fosse outro, mais lento, mais profundo. Cada toque é uma descoberta, cada beijo uma lembrança de algo que nunca se esqueceu. No abraço, sinto o mundo sumir e restar só nós, sem pressa de acabar, sem pressa de fugir do que é real. Só o agora, só o momento, só o desejo que se faz carne.

⁠Um Trabalho de Valorização e Incentivo Cultural

Capturar imagens como as vejo e revelar ao mundo a essência das coisas.
É um trabalho delicado, mas essencial.

Quando um olhar atento destaca a importância da permanência e do legado representativo, ele convida as pessoas a se enxergarem sob novas perspectivas, diferentes ângulos e projeções de sua própria grandiosidade.

Pode-se dizer que é também um ato de empoderamento.
Vamos nos orgulhar do que nos pertence, nos apropriar de nossas riquezas e raízes.
Mostrar ao mundo que somos um povo rico de ser e de saber.

Essa é uma forma de permanência e consciência cultural!

@lambe_sujos.sambanegro, o som do Samba de Coco que atravessa gerações.
Um grupo popular forte e valente, que transborda alegria com seu jeito único de brincar com a vida!

E eu?
Uma outra história… Acompanha meus passos. 😉🤗

Estranhos valorizam


⁠É curioso como o maior incentivo vem, muitas vezes, de onde menos esperamos. Os olhos atentos, os elogios sinceros, os compartilhamentos espontâneos... quase sempre partem de estranhos. São eles que valorizam, acompanham, torcem pelo nosso sucesso sem pedir nada em troca.

Enquanto isso, aqueles que dividem a mesa conosco, que nos chamam de família, de amigos, passam pelas nossas conquistas sem sequer deixar um sinal de presença. Não curtem, não comentam, não compartilham. Não vibram quando anunciamos uma boa notícia, não celebram quando damos um passo à frente.

Mas estão lá. Acompanhando. Vendo. Silenciosos.

Seguem ativamente nas redes sociais, engajando com desconhecidos, enaltecendo gente que nunca viram e talvez jamais verão. Curtem, comentam, compartilham—mas não o nosso trabalho, não o nosso esforço, não as nossas vitórias.

Que estranheza é essa? Que proximidade vazia é essa que não se transforma em apoio? Que tipo de laço se mantém à distância, sem o calor da presença, sem o gesto simples de um incentivo?

Talvez seja mais confortável admirar à distância do que aplaudir de perto. Talvez, para alguns, seja difícil ver alguém próximo crescer. Talvez, para muitos, o sucesso só seja bonito quando pertence a um estranho.

Mas seguimos. Porque, no fim das contas, são os estranhos que muitas vezes nos impulsionam. E essa, talvez, seja a maior ironia de todas.

⁠Onde a Memória Mora

Ecoo na história como quem sussurra ao tempo,
deixando rastros onde a memória insiste em ficar.
Sou voz que atravessa o esquecimento,
fragmento de instantes que se recusam a passar.

Na fotografia, nas palavras, no que toca e transforma,
sou presença que resiste, sou marca que não se apaga.
Porque existir não é apenas estar,
é permanecer, é reverberar, é deixar-se encontrar.

⁠Relacionamento também precisa de manutenção.

O homem precisa entender que, assim como o carro dele não anda sem combustível, uma mulher também não segue sem ser cuidada.
Amor exige investimento diário — atenção, presença, afeto.
É preciso regar, alimentar, olhar nos olhos e perceber os detalhes.
Não é sobre grandes gestos, é sobre os “bobbos” que fazem toda a diferença.

Ele quer retorno? Então precisa investir.
Quer intensidade? Então alimente o desejo com admiração, com toque, com cuidado.
Porque uma mulher feliz, segura, vista... entrega tudo.
Entrega corpo, entrega alma.

Mas quando o combustível acaba, o motor para.
E ele não vai poder dizer que não foi avisado.
A mulher, assim como um carro, vai dar sinais.
Vai mostrar que está esgotada.

E se ele não cuidar...
Ela vai parar.
De repente.
Silenciosamente.

E quando quiser reacender o fogo, talvez já nem haja mais faísca.

Pascásio Custódio da Costa e a Empada de Aratu: Um Patrimônio Vivo


Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe em 2021, a empada de aratu do povoado Terra Caída, em Indiaroba, transcende o sabor para tornar-se um símbolo de identidade e memória coletiva. Seu guardião é Pascásio Custódio da Costa, conhecido como "Mestre Pascásio", que há mais de meio século dedica sua vida a essa iguaria que hoje atrai turistas e fortalece a economia local.


O que muitos não veem, porém, é que essa tradição vai além da cozinha: envolve o trabalho silencioso das catadoras de aratu, mulheres que mantêm viva a técnica artesanal de coleta e preparo do crustáceo, transmitida entre gerações. É delas que nasce o catado minucioso, base não só da famosa empada, mas também de pratos como a moqueca defumada na palha de bananeira, outra joia da culinária local.


Essa rede de saberes — Pascásio, as catadoras e a comunidade de Terra Caída — compõe um ciclo cultural raro, onde gastronomia, memória e pertencimento se entrelaçam. Mais do que um prato, a empada de aratu é um eco do passado que insiste em permanecer no presente, como testemunho vivo da força e do orgulho de um povo.

Nem todo mundo quer que as coisas venham fácil.
Há quem lute.
Há quem enfrente cada dia como se fosse um campo de batalha, com cicatrizes invisíveis e dores que ninguém vê.
O que buscamos não é atalho, é merecimento.
O que queremos não é presente, é resultado.


De todas as quedas, levantamos.
De todas as feridas, seguimos.
E quando vencemos, não é sorte — é história.
História fortalecida e direcionada pela fé em Cristo Jesus.

Dentro do Corpo


Há dias em que morar em mim é como habitar um corpo alheio.
O peito pulsa em golpes bruscos, como martelos sem compasso,
e cada batida ecoa por dentro como se o coração buscasse um rumo que perdeu.


O ar pesa.
Não é que falte oxigênio — é que cada tentativa de inspirar
parece empurrar contra um muro invisível.
O pulmão enche, mas a dor o esvazia antes do suspiro terminar.


Os músculos se tornam fios trêmulos,
sustentando um corpo que ameaça despencar a cada passo.
O cansaço não é sono; é um colapso silencioso
que pede desligar tudo, como quem reinicia uma máquina cansada demais para funcionar.


Por dentro, tudo treme.
Não é frio, não é medo — é um estremecimento que começa no centro e se espalha,
como se o corpo tentasse se desligar para proteger o que resta.


E, no entanto, permaneço.
Não por escolha heróica,
mas porque, mesmo perdido, o coração insiste em bater.
E eu sigo, acompanhando-o,
como quem atravessa a noite sem saber se haverá amanhecer.