Arriscar
Pagamos um preço muito alto por arriscarmos algumas vezes, mas o que será da nossa vida se não arriscarmos? Nunca saberemos ao certo o que nos aguarda futuramente, mas se ficarmos presos ao nossos medos, chegaremos lá com a mesma certeza, a de que nada mudamos!
Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.
Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.
É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.
Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.
Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.
No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.
O cérebro é ponderado,
o coração arrisca— e é nesse desequilíbrio perfeito
que de forma lunática surge a paixão.
Se você nunca fica assustado ou confuso, isso significa que você nunca se arrisca. Aquele que procura a felicidade, corre o risco de a encontrar. Viver é correr risco.
Você arrisca tudo em uma só pessoa, arrisca todo o seu sentimento, arrisca perder pessoas por ela, e ela simplesmente vai embora.
É arriscado falou a insegurança, é errado falou a consciência, faça e se não der tente de novo falou o coração.
Dizem que é errado, que é arriscado, que não pode, que é feio… Quanto mais defeitos colocam nas minhas vontades loucas, mais desejo eu tenho de arriscar, mais vontade eu tenho de fazer.
