Arrancar do meu Peito
Ando cercado por mim mesmo.
Me vejo espreitando meu próprio Eu.
Tento me tirar do abismo, mas só faço me esquivar de mim.
Suspiro de amor, depois meneio a cabeça em rejeição.
Sou dono de muita coisa, menos da coisa-Eu.
Vá em paz, meu amigo!
Leve consigo toda aquela inocência que lhe foi característica, acreditando que o mundo seria melhor empregando sua autenticidade.
Sua missão, embora não cumprida, sempre foi muito nobre.
Vá descansar da sua labuta!
Percorra o caminho preparado a todos os iluminados!
Se não tem com que enxugar
não censure meu pranto
e deixe assim derramar
as lágrimas em forma de canto.
Não o canto de alegria
mas o canto que exalta a dor
assim louco me faria
tendo um delírio de amor
Me vi um tanto louco,
mas aprendi a sonhar
tive desgosto há pouco
mas consegui me curar
Na estrada da cura
tem choro, mágoa e desilusão
mas nunca negue a fatura
da cobrança do coração.
Quer discutir sobre política e não pratica a mais simples: a da boa vizinhança.
Aí não dá, né meu caro?!
Pessoas nem sempre vão gostar de meu modo introspectivo e muitas vezes distante, porém, se lembrarão que eu as deixei com tudo de mais intenso e sincero. Nunca deixe uma pessoa que gosta sem saber tudo que acha sobre ela já que essa oportunidade pode um dia ser perdida para sempre. A vida de máscaras e superficialidade não me pertence. Você terá de mim o que você estiver disposto a dar e vice-versa.
As pessoas ainda acham que irei viver meu mundo a partir de suas aparências sobre ele. O pior que elas ainda continuam certas.
Não é Faculdade que te tornará mais inteligente ou sábio, meu caro. Na Universidade você adquire apenas conhecimento. Sabedoria é outra coisa!
E assim, vou vivendo dia a dia em meu silêncio solitário quando chego à minha casa, a solidão grita para me fazer companhia.
No meu tempo, cristão não usava bermuda, nem short, nem brincos, nem tatuagem, nem roupas modernas e nem cortes de cabelos da moda, a Bíblia embaixo do braço, não andava com ímpios, não jogava futebol e nem Loteria, não falava gíria, a igreja clara com luz acesa e nada de chapéu.
Amor em névoa
Sofro de amor contido,
De melodias irregulares,
A bruma do meu coração,se entristece,
A cada dia,uma prece é solicitada,
Perdi os retratos afetivos
Esqueci o que é ser entusiasmada.
Desarmonia.
Eu já conheci muitas pessoas
Mas eu destoava com todas elas,
O meu prazer é descordar de pensamentos e ideias,
Pois no meu mundo, elas se encaixam em pilhas podres de flanela.
Nó em 8.
As águas bravias de minha memória
Destoa do meu presente,delirando em solilóquio.
Aos poemas vazios e melodias persuasivas,
Minha alma desatina,me fazendo focar no desfoco.
Seus olhos lacônicos são celestes ao se encantar
Eles vivem em mim como um doce e mal cantar,
Refletindo sua autonomia moral e forma de vida
Ainda me lembro do desejo descontente da "despedida".
