Arrancar do meu Peito
O meu modernismo é confuso e os meus versos são caretas
O meu entendimento é concreto sem um passado que atormenta;
Meu coração não é de papel que se amassa ou é deixado para trás
As minhas regras não confundem gentileza com liberdade
Então por que me abandonaste como se eu
Não tivesse mais importância?
Dê-me uma explicação, pois o meu coração...
Arde com um fogo maléfico da frustração
E as minhas lágrimas se perderam
Entre um passado esquecido
Do meu sorriso amarelo;
Não tenho mais a mesma direção
Meu barco ficou a deriva
Ou se perdeu do que eu tinha;
Falaste de amor com certa facilidade... Mas prefiro ficar em meu silêncio
Pois na virtude do amor quem muito fala nada faz sem atitudes
E quem se acha importante na verdade é fútil e nada tem a acrescentar;
Porém me calo e deixo as circunstâncias tomarem uma direção única
Para amenizar as dores como a cana azeda que todo gosto engana;
As palavras declina em situações improvisadas ao coração;
Sonho em acordar com beijos de um amor meu... Acordar depois de uma noite doce, singela e muito carinhosa e cuidar do que é meu;
Preso pela inquietação do meu coração e pelos sentimentos exagerados que o transborda por entre o meu desejo;
Pois o melhor da minha intimidade eu demonstro se encontra na ponta da minha língua em um tanto que satisfaça;
Quando não vejo os teus sorrisos a minha coragem se perde e o meu coração fica carente de ternuras verdadeiras;
Mas eu ainda não sei o que fazer para poupá-lo das imensas frustrações que podem me atingir e até mesmo me afligir;
Gostaria de ser amado sem saber em noite insinuante que me traga surpresas incandescente e que me prove que o amor ainda exista;
Sinto o arrepiar ao toque de suas mãos a meu corpo!
A minha pele tem desejos próprios, quanto aos teus pensamentos...
E meu corpo... Ah! O meu corpo é o puro pecado no qual te satisfaça;
Saudade da sua pele
O meu corpo lhe pede
Com um beijo molhado
Um desejo rasgado em te ter pelo infinito;
A saudade que aperta
Meus desejos desperta
E tudo vira ao avesso;
Tua boca cansada... Suspira indecências
Arrepia a minha carne saudando com a tua magia
Me encanta... Me deseja... Me ame... Me sinta e me veja;
Nunca confunda a minha vontade com o meu querer
Pois da vontade não atinge nada nas minhas atitudes
Que programa o que acontece no convir do meu coração;
Ainda que o meu coração estivesse com marcas de algum passado
Quero um futuro ao teu lado para então refazer a minha vida;
Não tente mudar o meu caminho
Não faça o seu querer prevalecer
Seja humilde... Seja você
Pois assim vai me ter;
O amor ficou em extinção para o meu coração;
E a carência se aproveitou para guardar o que não me convém;
E ainda sim a minha frustração grita pelo que não aconteceu;
Por um desejo não atendido ou a esperança perdida
A minha história é subscrita pelo meu coração, nem sempre sorrindo nem sempre em frustração;
Mas acima de tudo nunca pensando em desistir;
