Arrancar do meu Peito
Não sei o que fazer, você chega me tira tudo, tira o meu fôlego, minha razão e principalmente o meu Juízo, e sabe o porquê, você com seus olhos me fazes amor, você se tornou um turbulênto vício de meus desejos, apenas esquece do meu destino que já está perto de ser concretizar e em minhas loucuras de amor tudo te revalar, escrito por Armando, escrito por Armando Nascimento
Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo
Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.
Com os pés de menino
tentei correr a distância do vento
o chão brasileiro é meu amigo
terra que nasce verso feito grão.
Deus que divida é essa que tu me cobrar tanto?
Eu não sei mas em ti confio só peço que console meu pranto!
Seria um erro gravíssimo meu e um erro irreparável te comparar com outra mulher na face da Terra. Não tem como comparar esse sorriso, esse cabelo, esses olhos, esse jeito meigo que só você tem.
Eu estou naquela fase da vida. Se pede o meu conselho e pede minha ajuda, estou lado a lado com você, mas se continua cometendo os mesmos erros, eu não perco mais meu tempo.
Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.
Em cada suspiro, em cada pensamento,
Anseio pela alma do meu amado, meu alento.
Quero mergulhar em seus segredos mais profundos,
E desvendar os mistérios que seus olhos escondem.
Desejo tocar sua essência, sua verdadeira luz,
E fundir nossas almas em um abraço de paz e virtude.
Quero conhecer cada sonho, cada medo, cada anseio,
E ser a confidente que acalenta seu coração em devaneio.
Quero desvendar os segredos que sua alma guarda,
E ser a musa que inspira suas poesias mais tardes.
Desejo ser as mãos que acaricia sua pele cansada,
E a força que o impulsiona em cada jornada.
Quero ser a razão do seu sorriso mais sincero,
E o refúgio seguro em cada momento de desespero.
Desejo ser a cúmplice dos seus crimes mais imperdoáveis,
E a companheira leal em todas as suas fases.
Quero conhecer a essência que o torna único,
E desvendar os segredos que o fazem magnífico.
Desejo ser a testemunha de sua evolução,
E a guardiã fiel do seu coração em expansão.
Quero amar sua alma em sua totalidade,
Sem restrições, sem limites, com sinceridade.
Desejo ser a morada onde seu amor encontra abrigo,
E juntos, construir um amor eterno e antigo.
Que nossas almas se entrelacem em perfeita harmonia,
E que o desejo de tê-lo seja minha maior poesia.
Pois querer a alma do amado é um presente divino,
Uma conexão profunda que transcende o destino.
Ai ai Meu DEUS...
Como essa menina maltrata meu coração com essa graça toda...
Por que tanta beleza pra tanta, tanta, distancia...
Pra que, este monte de açucar nessa moça café com leite, se só um pouquinho ja basta pra agracia-la.
Ai ai Meu DEUS...
Como pode alguêm tal flor, perdida num jadim de Amor.
De que adianta um selva destas, pra uma rosa unica e rara...
Pra que tanto desejo, tiro proveito desse "ensejo",
e pra vc eu deixo um beijo.
Ai ai meu DEUS.
Em um passado não tão distante, seu brilho era o meu norte, e em cada batida do meu coração, eu jurava que éramos um só. Vivi na melodia que compusemos juntos, acreditando que a partitura da nossa história jamais terminaria. Mas a vida, em sua dança implacável, revelou que nem todas as canções têm um final feliz. Houve um dia, sim, em que seu olhar se distanciou, e a percepção gelada de que eu não era mais parte de você se instalou em minha alma. Você se virou, e com esse gesto ingrato, levou consigo uma parte de mim que eu jamais imaginei superar, acordei para vencer.
feliz Natal para você meu amor mesmo que a distância nos separe gostaria desejar -te um bom natal para ti e para a tua família beijinhos
Oh, solidão gótica, meu fantasma familiar,
Noites de veludo, onde a lua é um crânio pálido,
E as sombras dançam, um balé de agonia,
Em catedrais escuras, onde o silêncio é um grito.
Solidão, minha amante espectral,
Com teu véu de névoa e olhos de âmbar,
Tu me guias pelas ruas de paralelepípedos,
Onde os ecos sussurram segredos antigos.
Exatidão, meu bisturi afiado,
Dissecando a alma, revelando a carne nua,
Onde a verdade sangra, um rubi escarlate,
E a beleza é um cadáver em decomposição.
Oh, solidão gótica, meu doce veneno,
Em teus braços frios, encontro meu lar,
Onde a escuridão é a luz, e a morte, a vida,
E a solidão, minha eterna companheira.
Sob o brilho das luzes neon e a escuridão do céu noturno, o mundo se revelava,
mas a imagem que meus olhos captavam era distinta daquela vista pelas outras pessoas;
jamais me encaixei, desde o primeiro choro na infância difícil
— e ali, no quarto escuro do começo, meu futuro já estava traçado: o diferente, o sonhador com uma visão única.
Me distanciei da fonte comum, onde todos saciavam a sede com as mesmas paixões banais,
os mesmos desejos de um jardim perfeito e uma vida confortável com as contas em dia;
não conseguia beber daquela fonte contaminada pela tradição, daquela água estagnada da mesmice.
Meu coração, essa engrenagem solitária e incansável, despertava ao som de um chamado indomável,
uma gaita de foles à margem do caminho, um blues rouco e melancólico da noite,
uma revelação intensa que a escola jamais apresentou e que meus pais nunca sequer mencionaram.
Que lancem as críticas, os diagnósticos, os conselhos cheios de boas intenções:
Eu amei, sim, eu amei profundamente o mundo e a beleza de sua desordem,
mas cada pulsação, cada alegria, cada desilusão, cada traço de afeto
— eu amei em solidão, dentro da caixa de ressonância do meu crânio, na imensidão deserta do meu quarto,
completamente e de forma extraordinária sozinho, sem ninguém além do teto empoeirado e do eco do meu corpo ardente.
O meu silêncio
O meu silêncio é tudo que tenho para te oferecer
Não consigo sentir nem recordar
Os teus beijos, as tuas carícias, os teus abraços
No meu silencio não consigo encontrar-te
Porque?
Por causa do teu egoísmo puro e simples
Mas, no meu silêncio,
Nas entranhas dos mais profundos
Escombros de mim desapareceram
Nunca pensei
Nem acredito!
“Meu corpo reconhece o teu antes do toque, treme de fome, se oferece inteiro, implorando para ser tomado no ritmo lento da tua vontade.”
