Aquietai-vos e Sabei que eu sou Deus
De Ré
Canto esta melodia
que ecoa com maestria
por corredores sanguíneos.
É muda, é cinza;
é vazia, é oca.
As notas Sol ficam ranzinzas
com a sonoridade louca.
Que som tenho eu?
O som que queres ouvir ou o som da minha essência?
Sinto que não me pertenço,
sem lealdade a mim mesma.
Que som tenho eu?
Soar avulso, vermelha tercina,
púrpuro Si, acorde que ilumina?
Sinto-me mas não reconheço.
Sem dignidade, saio ilesa.
Carrego o fardo de uma vida
que não é minha,
o fardo da falsa personalidade.
Carrego prédios com corredores fora de linha,
prédios dum eu sem legitimidade.
"E ela vivia seus dias assim: com um amor mais ou menos, um carinho mais ou menos, tudo mais ou menos."
Latitude, longitude
Longe andei
Tentando insistir
Teimosamente
Utilizei dedicação
Perseverança nos atos
Liderança nos passos
Sai do abismo criado em minha mente
Sem o meu consentimento.
Quando um simples brilho de um olhar, fizer você se lembrar de mim, você enfim saberá, o que é a dor de uma saudade.
Tudo passa, menos essa saudade que dominou meu coração, e me faz refém desse passado que não volta mais.
Carreguei por alguns meses apenas, mas foram suficiente para ficar eternamente guardados no meu coração. Mesmo que meu coração esteja arranhado, dilacerado, dolorido, machucado. Não vou tirar nunca vocês daqui de dentro. Meus bebês, meus eternos amores!
Não quero viver de passado, mas quero que parte dele se faça presente na minha vida, para que possamos viver o futuro juntos.
A vida é cheia de perdas e ganhos e vamos acostumando e nos adaptando porque tudo isso faz parte da história que vamos construindo no decorrer de nossas vidas. Nethe Diaz( Ivonete Dias Tagma.
