Aquelas Pessoas que me Odeia
Na linha do tempo dos lugares por onde piso, não me apego à nenhuma paisagem.
Me apego às pessoas.
Essa talvez seja a melhor parte.
Todas as boas pessoas estão partindo muito rápido e já não tenho mais lágrimas pra chorar. Eu já não consigo sentir o luto pelas boas pessoas porque derramei todas pelas últimas, até que entendi realmente, e já não consigo diante disso mais me surpreender. A verdade, é que os bons são eternos! E a partida já é um descanso, um alívio entre um eterno dormir!
Perder o que há de melhor
(ah.. música boa)
(ah.. a emoção da arte)
(ah.. as melhores pessoas)
Perder o que existe de melhor, é o pior tipo de perda.
Se as pessoas soubessem o tão maravilhoso e especial elas são em sua essência, elas deixariam de sofrer por coisas materiais e passariam a cuidar mais do que realmente importa em suas vidas que é ela mesma com ela mesma (divino)
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
A intolerância chegará a tal ponto que as pessoas inteligentes serão impedidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.
Vejo no rosto das pessoas o desejo de julgar-me sem conhecer minhas lutas, qualquer pergunta sensata sobre meu estado gera desconforto, pois confronta uma realidade que preferem ignorar. Nesse cenário, minha busca por entendimento e diálogo se tornam silenciadas, o medo de “ofender” alimenta intolerância ainda maior.
Pessoas mal resolvidas andam destruindo outros seres humanos, vejo o reflexo dessa destruição em cada comentário disfarçado de “conselho” que recebo, como se eu precisasse de “dica de vida.” Reconhecer a dor alheia como um projeto de poder me faz repelir qualquer ajuda guiada por interesse, mas também me isola, pois me torna cético até diante de intenções genuínas.
As pessoas são cruéis, elas têm medo de tudo que é diferente, porque a gente revela como elas são absurdamente iguais e entediantes, meu corpo marcado pelas sequelas e meu discurso melancólico mostram a quem me observa que a vida é dura, e isso assusta quem prefere ignorar qualquer desconforto.
Ao me ver diferenciado, projetam insegurança, ofendem-me até que eu me cale, e só depois percebem o quanto a uniformidade que tanto prezam aprisiona todos numa ilusão de normalidade.
Algumas pessoas se vão e, quando voltam, não cabem mais; não é rancor, é tempo. Tempo que moldou novos contornos em suas almas, que escavou distâncias silenciosas entre nós, e fez do reencontro um espelho onde já não nos reconhecemos. Porque certas ausências não se medem em dias, mas em metamorfoses.
Aprendi da forma mais dura: deixar o coração de lado e usar o cérebro como escudo. As pessoas são guerras silenciosas, pensam em si antes de estender a mão. Minha compaixão virou alvo, minha fragilidade, exploração. Hoje, sou um general cauteloso, planejando cada passo
em terreno hostil, pois a confiança cega só trouxe dor.
Incentive as pessoas cujos propósitos são bons. Faça a diferença. Às vezes, elas estão necessitando de uma palavra que lhes dê a força para seguir na caminhada.
Meu legado não são empresas salvas.
Meu legado é a esperança que renasce nas pessoas que voltam a acreditar em si. Que sigam. Que floresçam. Que deixem as suas pegadas também
Tem amores que se reciclam, não para ser usado novamente. Mas para outras pessoas quando usarem, ser o melhor amor para elas. Esse amor não era pra você.
