Aprendiz
A vida é cair e levantar. A gente cai, mas a gente levanta mais forte. Cada tombo é um novo aprendizado. Quanto maior o tombo, maior a lição aprendida.
Deixa os loucos com suas alucinações e os sábios com suas grandezas.
Seja sempre um eterno aprendiz do tempo e da vida.
APENAS UM CARA
Poeta aprendiz,
Fotógrafo aprendiz,
Mecânico aprendiz,
Um amante aprendiz!
Me culpam por tudo,
Por ser deste jeito,
Frio e quente ao mesmo tempo,
O importante é o que eu conquisto!
Da minha vida eu cuido,
Me desculpem os incomodados,
Mas aqui estou novamente,
Em breve estarei amando!
Difícil esse meu mundo,
Hoje estou bem,
Amanha talvez,
Porém pensando no futuro!
Enquanto o APRENDIZ falava sobre seu MESTRE, as lágrimas escorriam, respeito misturado com saudades.
Aprendiz do tempo, e da vida...
Me dou a oportunidade de gostar e desgostar.
Ir e vir...
Transitar em minhas vontades.
E decidir!
Posso ser louca, atrevida,
sensata, até mesmo comedida,
talvez difícil de entender ...
e daí?
É a minha condição...a minha vida...
Minhas escolhas...minhas consequências!
Serei o que eu quero, no dia que eu quiser.
Muda quanto aos meus direitos ?
_ jamais!
Quieta ao que me incomoda ?
_" Ah, não mesmo ".
Subo no telhado, risco, rabisco, digo o que não me caiu bem logo de cara.
Se me faz bem abraço, se for pra doer... de imediato despeço, desfaço o laço.
----Lanna Borges.
23de setembro 2019
Com o tempo se aprende...
Com o tempo se ensina...
Só o tempo é capaz de transformar aprendiz em professor.
Quero ser um eterno aprendiz que muitos nem notam, confuso com as perguntas, mergulhado nas respostas.
Aprendiz de Poeta
Se amar se ensinasse, de poeta eu seria aprendiz.
Viveria só de versos, deles tiraria o sustento,
e assim seria ainda mais feliz.
Mas nasci em um país onde não se vive de cultura
mas justamente por ser tão rica,
abandoná-la para cultuar a dos outros para mim seria tortura.
Se todo poeta é um pouco louco,
Então que seja essa a minha loucura;
O mundo, tenho ganas de conhecer e viajar,
Mas triste demais seria partir, sem saber quando voltar.
No seio dessa pátria cresci e é aqui que vou ficar.
Se espaço para meus versos me faltar,
trabalhando como operária seguirei
esse é um preço que estou disposta a pagar:
talvez nunca colher o que plantei.
Mas onde o solo é fértil, a riqueza brota
história boa, passa de pai para filho
e se nunca publicada isso pouco importa.
Se não puder contar, podem ler
E essa é a maior razão:
Dizer que minha raiz é de uma gente forte,
de muita cultura, porém pouca instrução.
Quase nada estudaram,
cedo tiveram que arar a terra e semear o grão,
Tudo o que me foi contado, guardo com estimação.
Mas só vai fazer sentido, se tudo o que for lido for com o coração.
Por isso tudo digo que não sou poeta
Sou só uma pessoa que para ganhar a vida, trabalha com os números
e para não perder a alma, me divirto com as palavras.
Descobri que sou um aprendiz da vida querendo ser um artesão de sonhos pois incessante não desisto daquilo que acredito. Sonhando bem acordado, trabalho em transformar o abstrato em concreto o impossível em provável e o incerto em certeza. Não acredito no “não dá”, mas em contornar a razão de quem achar que tem sem querer discuti-la, mas sem insistir que desista destas encravadas convicções, apenas acrescente à ela, outras e, perceba que não vai me ouvir dizer, vai me ver fazer! Mesmo que pareça irreal o mais difícil de alcançar não é o sonho, mas a capacidade de acordar e ver que a realidade acontece por que você a idealizou e, acreditou ou, por vezes com a ajuda do acaso, sem esforço, por motivação do aventureiro destino.
Lua crescente, pareces comigo.
Eterna aprendiz. Crescente nos aspectos mais fundamentais do ser.
Guie-me em minha trajetória!
Lua bela. Bela lua jovem que por tudo passa e passará.
Sabes do passado como uma bela virgem;
Sentes o presente como uma linda mãe apaixonada;
E presentes o futuro como uma anciã que tudo sabe.
Honrosa, generosa, amigável e mãe.
JESUS
Comecei como aprendiz
Recebendo um suspiro desde do dia que eu nasci
A vida aqui na terra é difícil
Primeiro indício foi o choro do início
Não desista
Transforme esse vazio no templo do espírito
Resposta está na Cruz de Cristo
Mais perfeito dos homens morreu como um maldito
Apanhou, foi xingado e duvidaram do seu reinado
Somos nada perto dele e mesmo assim somos agraciados
Foi um ser humano por inteiro
Sem defeito
Feito para ser um espelho
Nosso egoísmo trata ele como um milagreiro
Isso sim é motivo de choro o dia inteiro
Ansiedade, depressão, em busca de solução?
Segue os 2 bilhões
Buscam diariamente os passos de 1 líder criado para toda nação
Será que todos esses são sem noção?
Ou você que está cheio de orgulho no coração
Com medo da sua transformação
De todas as pedras que te jogarão
Não siga meu exemplo
Duvidei no princípio
Fui através da dor
Como eu queria ter ido pelo amor
Cansei de rodar em círculos
O tempo não conspirou a meu favor
Hoje tenho direito
Amor concreto
Fé que faz os céus abertos
Paz que eu não entendo
Respostas que vem com o vento
Um dos erros mais graves que um aprendiz de linguagem corporal pode cometer é interpretar um gesto isolando-o de outros e das circunstâncias.
O poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante.
Anos tinha dez
E asinhas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc.
O olhar verde-gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina.
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
E caía exato
Como cai um gato.
No diabolô
Que bom jogador
Bilboquê então
Era plim e plão.
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho.
No fundo do mar
Sabia encontrar
Estrelas, ouriços
E até deixa-dissos.
Às vezes nadava
Um mundo de água
E não era menino
Por nada mofino
Sendo que uma vez
Embolou com três.
Sua coleção
De achados do chão
Abundava em conchas
Botões, coisas tronchas
Seixos, caramujos
Marulhantes, cujos
Colocava ao ouvido
Com ar entendido
Rolhas, espoletas
E malacachetas
Cacos coloridos
E bolas de vidro
E dez pelo menos
Camisas-de-vênus.
Em gude de bilha
Era maravilha
E em bola de meia
Jogando de meia –
Direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.
Amava era amar.
Amava sua ama
Nos jogos de cama
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Levadas e opimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder.
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita.
Por isso sofria.
Da melancolia
De sonhar o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser.
Montevidéu, 02.11.1958
in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
