Aprender a Crescer
Se alguém desejar aprender acerca do calvinismo, há centenas de livros em que poderá fazê-lo, exceto em um: a Bíblia.
Assumir a vida é reconhecer o livre-arbítrio possível.
Amadurecer é aprender a exercê-lo conscientemente.
Hábito
O que o músico, o desenhista, o escritor, o artista, precisam aprender é assumir uma atitude. É se colocar numa postura de nada decorar memórias, de não acumular procedimentos. É começar, neste instante, o que os mestres descobrem no final das suas vidas. A segurança, a certeza que vem justamente do que estão fazendo. Fazer graciosamente é o suporte, e não o amontoar de vivências. A Vida pulsa agora, agarremos a sua cauda! A Arte é o que surge neste instante. O que devemos aprender é aprender como livrarmo-nos daquilo que aprendemos.
A vida ensina de formas que nem sempre gostaríamos de aprender. Algumas pessoas nos deixam com o coração partido, mas também nos deixam uma lição: nunca devemos perder nossa paz tentando conquistar um lugar que alguém não está disposto a nos oferecer.
Ler é aprender ou confirmar. O leitor busca esclarecimento para suas dúvidas ou validação para suas certezas.
Errar é humano, porém devemos aprender com esses erros e não repeti-los e não devemos nos dar ao luxo de errar com esses mesmos erros.
Errar é humano, mas devemos aprender com nossos erros e evitar repeti-los. Não podemos nos dar ao luxo de cometer os mesmos erros repetidamente.
" Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo. "
"A verdade não é um farol que ilumina o caminho, mas o próprio caminho que nos faz aprender a enxergar."
O bom dessas semanas recheadas de sexta-feira, é o Maravilhoso risco que corremos em Aprender e Gostar de ser Feliz todo dia.
Ontem precisávamos e queríamos aprender a falar, hoje, precisamos e devemos aprender a escutar, senão amanhã seremos somente ruídos.
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Para as Almas Abençoadas que se despertam dispostas a aprender todos os dias, até o Encardido tem ensinamentos.
Inicialmente parece um baita despropósito, e antes fosse…
Mas definitivamente não é.
O Encardido sabe que não tem salvação nem morte que o espere, e mesmo assim faz as suas tentações todo santo dia, como se fosse o último.
Quantos de nós, cheios de Vida Eterna para vivermos, medimos esforços todo santo dia?
É curioso — e até muito desconcertante — perceber que aquele que já perdeu tudo, ainda assim, não perde o ímpeto.
Ele insiste.
Persiste.
Não por esperança, mas por natureza.
Nem por fé, mas por constância.
Há nisso uma disciplina ligeiramente sombria que, se olhada sem o véu do orgulho, sem a santidade fabricada, revela-nos um espelho absurdamente incômodo.
Porque nós, que ainda temos escolha, que ainda temos tempo, que ainda temos propósito, tantas vezes nos damos ao luxo da inércia.
Adiamos o bem que sabemos fazer, protelamos a transformação que sentimos necessária, e negociamos com a própria consciência como se o amanhã fosse uma garantia — e não apenas uma possibilidade.
O Encardido não espera o momento ideal.
Ele age.
Não escolhe o dia perfeito.
Ele insiste.
E talvez seja aí que reside a provocação mais profunda: não naquilo que ele é, mas naquilo que nós deixamos de ser.
Se até quem está perdido mantém sua constância no erro, o que dizer de nós, que ainda podemos escolher o acerto?
Se até ele se levanta todos os dias para cumprir o que acredita ser sua missão, por que nós hesitamos tanto em cumprir a nossa?
A verdade é que não nos falta luz — falta-nos Decisão.
Não nos falta Caminho — falta-nos passos.
Nem nos falta Propósito — falta-nos Entrega.
Aprender com o que é torto não é se contaminar, é reconhecer que até na escuridão há lições sobre movimento, sobre foco e sobre continuidade.
E, sobretudo, é lembrar que, ao contrário dele, nós ainda podemos escolher a Direção.
Que a nossa constância não seja menor que a dele — mas que seja infinitamente mais Luminosa.
Despertemos — Despertai-vos!
Buscai as Coisas do Alto!
Às vezes é preciso aprender a abraçar a Solitude bem apertado para fugir do abraço apertado da Solidão.
Existe uma diferença muito silenciosa entre estar Só e sentir-se Sozinho.
A Solidão, muitas vezes, chega metendo o pé na porta, sem ao menos pedir licença.
Ela pesa, esvazia, faz companhia aos medos e ainda alimenta a sensação de abandono.
Já a Solitude é uma escolha consciente: é o encontro consigo mesmo, o espaço onde o silêncio deixa de ser inimigo e se torna um mestre.
Aprender a abraçar a Solitude é entender que nem toda ausência representa perda.
Há momentos em que precisamos nos afastar do barulho do mundo para ouvir a voz da nossa própria essência.
É nesse recolhimento que redescobrimos quem somos, quais são nossos valores e o que realmente merece permanecer em nossa vida.
Quem teme estar sozinho acaba, muitas vezes, aceitando companhias que ferem, ambientes que sufocam e relações que ofuscam ou apagam sua luz.
Mas quem aprende a apreciar a própria presença não busca pessoas para preencher vazios; busca para compartilhar a plenitude que construiu dentro de si.
A Solitude não elimina a necessidade de amar ou de ser amado.
Muito pelo contrário, ela ensina que o amor mais importante é aquele que nos permite permanecer inteiros, mesmo quando ninguém está por perto.
É desse amor-próprio que nascem relações mais saudáveis, livres da dependência e do medo.
Talvez o maior desafio da vida não seja encontrar alguém que nos complete, mas tornar-nos completos o suficiente para que a presença do outro seja uma escolha, e não uma necessidade.
Porque, no fim das contas, é preciso aprender a abraçar a Solitude para fugir do abraço da Solidão — e descobrir que a melhor companhia que podemos cultivar é a nossa.
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