Apesar da Magoa Sinto sua falta
PALHAÇO
(Luís Felipe)
Quem vai acreditar em você, quando suas forças se acabarem e você não puder mais lutar?
Quando você aceitar que os sorrisos te faltam, e você é forte mesmo com lágrimas nos olhos.
Quem vai acreditar que sem precisar demonstrar, você quer continuar seguindo?
Quem vai querer estar ao teu lado, quando atingir seu auge na loucura, e gritar, se irar, se pintar e se mascarar de um sorriso, quando o caos te invade o peito?
Aquele que for forte o suficiente, vai estar ao teu lado. Mas, você deve aceitar, quando eles se forem, ainda que por um breve momento, para te deixar ser, fluir, sentir.
A vida de fazer os outros rirem, mas
dentro do teu peito vive um coração que chora.
O teu EU, ali no picadeiro, vendo aquele homem com lágrimas nos olhos, escondidas pela tinta, cobrindo uma amargura tal...
talvez precise de um sincero abraço, ao invés de aplausos.
Quem vai querer suportar os desvários, os devaneios temporários de nossa mente?
Penso que não há um sequer, que se coloque ao meu lado. Que esteja comigo, calado, apenas ali. Insistindo em acreditar que a qualquer momento irei voltar à sobriedade. Ainda que eu esteja, na verdade. Porque, eu sou assim. E talvez sempre serei. E, talvez, ninguém vai querer estar sempre aqui...
E devo me acostumar com as superficialidades das pessoas. Em pleno século 21. Temporada dos desamores, onde a tecnologia, atravessando as fronteiras, quebra o vínculo, a intimidade, o valor de um abraço...
Tempo onde as pessoas, cheias de si, estão, na verdade, vazias...
E, não olha para a intensidade que sou, que somos.
Tanto faz, acho.
Continuo acreditando que devo maquear-me, com um sorriso. Com os olhos felizes, mesmo com lágrimas. Para que o alheio viva!
Reflexões - Psifilosia
R. Souza & L. Felipe
PERFUME
(Luís Felipe)
São tantos textos escritos por mim.
Como não me perco?
Nenhum contradiz o que fui, o que sou.
Talvez, minha maturidade sempre esteve aqui.
Apenas surgindo e surgindo a cada dia.
Cada vez que vou colocando as letras em ordem,
Formando as palavras, os escritos...
Nasce uma nova ideia. Um novo pensar.
Sempre agregando aos manuscritos passados.
Enriquecendo meu livro.
Acrescentando.
O meu legado já está sendo lançado.
Como folhas que caem duma árvore,
e se vão, com o vento.
Ou, como aroma das flores,
que perfumam e perduram.
Eternizadas pela extração,
colocadas num vidrinho...
Assim, são meus dizeres, deixados gratuitamente.
Meus pensares e pesares.
Como não me perco?
São tantos textos escritos por mim.
"Transborde de alegria, demonstre felicidade, sorria... Mesmo nas adversidades da vida, a fé firme em DEUS é que te dá a certeza da vitória."
A autoanálise perturba os perturbadores, desenvolvendo um padrão sólido de agonia em tirar a paz alheia, denotada por um semblante inquieto e desumano que só se apressa a destruir e devorar para não amar.
Rhaelhora
O Respeito no Pleito
Na política partidária
Precisa haver respeito,
Entre todos os envolvidos
Cada um no seu direito!
Muita gente alardeia
Diz que é coisa do capeta,
Aí vai depender da forma
Que a disputa é feita,
Se for com brigas e insultos,
A conclusão é perfeita!
Sempre tem mau elemento
Desesperado e mentiroso,
Manipulando o jogo sujo
Covarde e inescrupuloso,
Espalhando notícias falsas
Praticando ato maldoso!
Mas se durante a peleja
Houver paz e consideração,
Então oramos a Deus
Agradecendo de coração,
Pedindo que Ele abençoe
A toda população!
Eu quero usar coisas grandes, com detalhes pequenos, falar baixinho com palavras graves, voar bem alto, mais alto, e depois cair. Tudo isso em médio grande pensamento meu.
O professor de Educação Infantil desempenha um papel extremamente relevante na formação de uma criança. É nesta fase que o professor estimula o protagonismo da criança e alicerça os futuros projetos de vida.”
Pessoas Das que conheço, das que vivi , e das que presto a atenção, todas entraram pra mais uma página em meu livro , Porque um bom livro se faz com histórias e emoções .
Guerra, o sangue derrama,a fome espanta e lágrimas escorrem.
Guerra como ainda pode existir guerra?uma coisa que só trais dor,destruição e lágrimas.
Eu sempre falo porque chora se você pode sorri,mas como sorri numa guerra?como tira felicidade de uma coisa tão triste?Eu não sei.
Neve
Nada existe
Nada se cria
Tudo se perde
Tornando branco
Onde outrora havia esperança
Agora só há de existir você
A gélida brancura
Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco
Buscando a luz que nunca vem
O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece
Entocado estou
Ó abrigo de madeira
Agasalha mim do frio
Agasalha mim da própria perversão
Afasta mim de lembranças de outrora vida
Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim
Num acesso de incoerência as ações brotaram
Fiz uso da cor proibida
A essencial cor da vida
A sua vida feita
Perante meus moldes
Dando a ti novo significado
Escondida e imaculada
Abaixo das copas das árvores
Almejando partir em voo
Porém não consegues
E permanece aqui comigo
Nesse mundo coberto por neve
Quando avisto em busca de alimento
Um cervo que se via preso
Pela própria Natureza
Cruel Natureza
Apronto meu instrumento de pintura
E num repentino soslaio
Personificada a belíssima Liese
Bem a minha frente
Sorrindo
Me esvaziando no olhar
Me matando no olhar
Me acusando no ato
Tento me aproximar
E ela começa a fugir de mim
Em tentativas horrendas em neve espessa
Eu chego enfim
No abismo
No limite do meu mundo
Para encontrar
Apenas restantes pedaços de vestido
Vestido esse cor sangue
Cor desvairada
Cor quebrante
Cor que clamava meu nome
Para usufruir dela
E assim o fiz
E nesse abismo feito de gelo e sangue
Eu hei de perecer
Igualmente como fiz a ela
Em culpa
Cheio da lúrida
Cheio da adoração
Mas ainda assim
Redenção não existe
Para meu glacial coração em danação
Se perdeu em teu vermelho.
Alma
O que seria de mim
Sem alma?
Se é duvida que cresce dentro de ti
Sobre seu valor
Saiba que nenhum ser está realmente fora dos olhos
Vivendo em terra ou mar
Dos Olhos Dele
Jeová
O Único
Seja em pecado
Seja em fartura
Ninguém escaparas
Dos teus flagelos
A moça cercada estava
Onde seus olhos alcançavam
Ela se via
Em imensos planos de vidro
Descontente
Contente
Séria
Perversa
Inocente
Inúmeras expressões faziam ali parte
E tudo era parte dela
Compunha toda sua frágil
Pequena vida túrbida
Porém ela nada sentia
Não sentia medo
Nem mesmo a menor confusão
E foi ao aconchegar-se próximo a um dos espelhos
Que começou a visualizar
Sua imagem da jubilosa infância
Aquecida sob os braços do pai que a erguia
Rumo ao céu
Rumo ao seu Lugar Prometido
Em toda sua pura inocência
Ela se via
“Em qual momento eu me perdi?”
Lagrimas repentinas surgiram
Não suficiente para faze-la cair aos prantos
Ela segue em busca da resposta
A resposta da sua saída do plano astral
No próximo espelho ela chega
E logo se assombra
Sua expressão dessa vez era triste
Aterradora
Perdida
Odiosa
Desesperada por solução
Uma solução imediata por toda sua infelicidade
Seu único filho
Agora a jazer num amontoado de corpos congelantes
Terrível aura saia
Descontrolado ódio controlava
Amaldiçoando aos filhos dos filhos
Amaldiçoando a si mesma
Cavando a própria cova
No Inferno
Quem amaldiçoa é amaldiçoado
Ela sabia
Sempre soube
Ainda em assombro
Ela decide continuar
Para enfim se deparar com o que ela sentiu
Pela primeira vez
Um teor de resposta
Estrondava a cada silaba
Mas nada compreendia do que era dito
Então por fim escolhe aproximar-se do enorme portão
Com intuito de entender
“Não há espaço aos desertores de Deus”
Somente ao ouvir tais palavras
Finalmente cede
Aos prantos
Sabendo que seu filho salvo estará
Em eterna benção
Enquanto ela também sabia
Do preço do ódio
Da raiva
Da irá
De joelhos ela permanece até a presença
Do Juízo Final.
Anjo Cruel
Iniciava a purificação
Em puro vermelho
Em sonífero vermelho
Sol nenhum pairava no céu
Morto jazia
Assim como a Lua
Substituído ambos por uma esfera negra
Refletidas em filtro negro
A vegetação decadente mais e mais
Matando animais dos pequenos aos reis
Varrendo o ar de suas aves
Limpando até a Terra atingir coloração pútrida
Construindo a desejada atmosfera sorumbática
Morto jazia
Ó aroma de morte
Digna de pesadelos
A voz de Azmuth
Em conturbadas formações indecifráveis no céu
Chovia sangue
De seu corpo as gotículas
A fluir de cada poros
De seu imensurável corpo podre
Suas asas eternamente profundas
Sombrias na essência
A orquestrar o fim
Cobria toda a Terra
Protegia o universo inteiro
Nada escapava da misericórdia
O mar não mais existia
Em seu lugar
O carmesim gosto de seu desejo
Disfarçado num toque gentilmente vermelho
Rodopiava e assim continuava
Até o centro
A procura da válvula de escape
Para toda a sujeira
E todo animal marinho
Morto jazia
Ó aroma de morte
Enquanto mais e mais se aproximava
Suas asas começavam a abraçar
E toda imperfeição
Estava sendo corrigida
No toque
Viste assustadora face
Indescritível face ruborizada
Expressava nada
Além de satisfação pura
O desejo estava se concluindo
Face a face
Consternado fiquei
O ciclo perfeito ia ser concluído
O abraço inumano ia ser completado
Ele se viu em semelhança
No seu próprio mar de sangue
Subitamente desmembrou-se
Perdendo-se em sua insana raiva
Primeiro as asas caíram por terra
Depois vários membros
Enfim sua cabeça
Que caia naquele mar vermelho
Mais da metade por fora
Jus a sua magnitude
Tudo retornou ao nada
O nada afinal existe
E o ardor começou a percorrer meu corpo
Pela primeira vez sentia algo
Além de fascínio pela criatura
E será nesse mundo solitário
Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem
Desenhada por um deus maléfico
Cuja face refletia somente e apenas
Ódio
Intento apocalíptico pela criação
Surgindo assim a visão
Do que viria a ser tornar
O tão aguardado despertar
Do Novo Mundo.
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