Apesar da Magoa Sinto sua falta

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ELEGIA 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guardas-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

- Carlos Drummond de Andrade

"Muitas pessoas nesta vida gostariam de ser um celular."
— Anderson Silva

*Minha Casinha*

🎶✍🏼 Pezão da Timba

Nóis juntemo uns amigo
Pra arrumar umas madeira
Pra subir o meu barraco
Vai ser uma casinha simples
Um quintal, uma cozinha
Um banheiro e um quarto
Comecemos levantar
As madeiras no lugar
Quando alguém alto falou
É melhor parar seu moço
Pois a lei aqui é osso
Nesse triste mundo cão
Terra onde ninguém é dono
Mas se não se tiver dinheiro
Vem os homi e põe no chão
Tudo o que é de
Deus
É o homem que destrói
Com tanto desamor
O peito dói
E quem assim lutou
Por uma casa
Triste se iludiu
Sonho criou asa

"A alma floresce quando deixamos de escolher lados, e, de passo em passo, aprendemos e começamos a dançar com a vida... MAS QUERO DANÇAR COM VOCÊ!"
— Me.Malaquias da Viola

"A arte da cultura, nos versos que o tempo não apaga,
vivem Mestres e Mestras raízes,
mãos que moldam a arte da palavra, da dança e dos saberes,
guardiões da cultura popular, tradição espelho de um povo feliz,
donos desses países.
Entre os ritos e os cânticos, tece saberes que os livros não trazem,
é oralidade pura desse chão."
— (Mestre Malaquias da Viola)

EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGEM


Autor: Pezão da Timba


Naquela época de roda de terreiro
Quando o samba era só coração
Boemia andando de braço dado
Com a última condução
Malandro engomado na beca
Chapéu jogado de lado
Flor na lapela
Sorriso aberto
Respeito na cara
Passado pesado


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem
Que driblou tanta repressão
Transformando cada dor em coragem
Cada lágrima em canção


[Verso 2]
Vinham dizendo que era vadiagem
Querendo calar o salão
Mas na calçada
Na porta do bar
Nascia outro refrão
Mesmo cercado pela intolerância
O povo afinava a voz
E o pandeiro marcando a distância
Entre o que era deles e o que era de nós


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem

"Os inimigos de Deus sempre agem da mesma forma: riem no início, mas depois choram."
-Anderson Silva

"Há políticos e partidos que são verdadeiros representantes de Satanás aqui na terra."
-Anderson Silva

"Viver o próprio destino é um ato de coragem e honestidade de quem se recusa a pesar na vida alheia enquanto luta por um ideal mais elevado."

"Tentar medir uma vida humana é um ato de violência contra o sagrado."

A verdade, simplicidade, franqueza e ética são virtudes inerentes a pessoas autênticas e distraídas, pois a falsidade precisa de muita concentração.

*EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGGEM


Autir: Pezão da Timba



*Naquela época de roda de terreiro/*
*Quando o samba era só coração/*
*Boemia andando de braço dado/*
*Com a última condução/*
*Malandro engomado na beca/*
*Chapéu jogado de lado/*
*Flor na lapela, sorriso aberto/*
*Respeito na cara, passado pesado/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Vinham dizendo que era vadiagem/*
*Querendo calar o salão/*
*Mas na calçada/*
*Na porta do bar, nascia outro refrão/*
*Mesmo cercado pela intolerância/*
*O povo afinava a voz/*
*E o pandeiro marcando a distância/*
*Entre o que era deles e o que era de nós/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu...*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Hoje eu balanço nesse mesmo passo/*
*Carrego o legado na palma da mão/*
*Cada virada é um velho abraço/*
*De quem lutou pra existir esse chão/*
*Se hoje o samba desfila na avenida/*
*É porque muita gente ficou pra trás/*
*Deixando escrita na própria vida/*
*Essa nobre malandragem que a história refaz/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem_*
*Cada lágrima em canção/*

“A vibração da
natureza cura o que
ninguém vê.”

É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.


É Carnaval!


Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...


Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...


Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...


Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...


O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...


É invisível aos olhos encantados
pela superfície...


Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...


É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...


Que essa mesma liberdade
não seja descuido...


Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.


Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...


O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.


Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta

Se hipocrisia matasse, os seres humanos seriam instintos.

“Depois da salvação em Cristo, o bem mais precioso que temos é a saúde, pois sem ela a vida se torna um fardo, e somente Deus pode nos ajudar a carregá-lo.”
— Anderson Silva

REFLEXÃO
“O amor não termina no grito, mas na ausência, no tratamento raso, no descaso e na falta de cuidado. Não se desfaz na discussão, e sim na falta de compreensão, empatia e respeito, mas na indiferença. Quando dois corações já não se procuram no silêncio, não sentem mais saudades e não se declaram em palavras sentimentos de AMOR, é porque a desconexão chegou antes da despedida.
O triste é que, em alguns casos, não existiu tempo de dizer ADEUS.”
(Mestre Malaquias da Viola)

“A maior façanha dos políticos corruptos não é ganhar as eleições, mas deixar seus eleitores com a consciência cauterizada.”
— Anderson Silva

"Tem gente que só vai acreditar no mundo espiritual ou levá-lo a sério depois que morrer."


- Anderson Silva

“Você se lembra
de quando pedia
por tudo o que tem hoje?
Reconheça.
Agradeça.
Gratidão sempre.”