Apenas um Menino Diferente
Se cada um pensar apenas em si mesmo, a humanidade será inviável para o desenvolvimento moral e espiritual do ser
Que o Ano Novo não seja apenas a troca silenciosa de um calendário, mas o sopro profundo de um recomeço consciente, onde o tempo deixa de ser pressa, as feridas se tornam aprendizado, os sonhos recuperam coragem, e cada amanhecer nos encontre mais inteiros, mais humanos e mais fiéis àquilo que, em silêncio, sempre soubemos que nascemos para ser.
Que 2026 não seja apenas um número adicionado ao tempo, mas um limiar de consciência, onde aprendamos que amadurecer é escolher com mais verdade, amar com mais responsabilidade, silenciar o que fere a alma e permitir que cada dia seja um gesto deliberado de sentido, lucidez e humanidade.
Como um frágil samurai, munido apenas de palavras.
Curvo-me, estupefato, diante da sombra gentil de uma bela montanha.
Que sem saber da grandeza da sua existência, teme a mais simples brisa.
Um amigo verdadeiro não é quem está com você apenas nos dias bons, mas quem ajuda você a construir dias bons nos momentos difíceis.
Com o passar dos anos, foi ficando claro um papel que nunca foi escolhido, apenas assumido. Existir para servir quem passa. Ser riso quando falta leveza, ser escudo quando aparece o perigo, ser distração nos dias vazios. Ser o apoio, o ombro, o abrigo. Estar ali para tudo e para todos, sempre que precisarem.
O tempo vai passando , horas, minutos, segundos, dias, anos , e a ficha cai de um jeito que machuca. Parece que o propósito é ajudar os outros a crescerem, enquanto o próprio crescimento fica em pausa. A felicidade até aparece, mas nunca fica. É sempre temporária, como se não fosse feita para durar.
E dói perceber que o final quase sempre é o mesmo. Correr, se doar, insistir… e acabar voltando para o mesmo lugar. A estação zero. Aquele ponto onde tudo recomeça, mesmo quando nada mudou de verdade.
Ali, o silêncio pesa mais que o cansaço. Não tem reconhecimento, não tem despedida. Só fica a sensação de ter sido útil e, ao mesmo tempo, esquecido. As marcas do esforço ficam pelo caminho, invisíveis para quem seguiu em frente.
O ciclo se repete. Ajudar, proteger, sustentar quedas, emprestar luz quando o outro escurece. Depois, ver de longe essas pessoas seguindo mais fortes, mais inteiras, enquanto quem ficou continua no mesmo lugar.
Mesmo assim, a espera continua. Não por esperança, mas por costume. A estação zero já não assusta tanto — vira algo conhecido, quase confortável na dor que se repete. Aprende-se a sorrir sem motivo, a oferecer sem receber, a seguir mesmo quando não existe um novo caminho.
Os dias passam como trens que não param. Levam sonhos que não eram seus, histórias que não ficaram. Sobram apenas lembranças soltas e a certeza de ter cumprido um papel que nunca foi pedido.
No fim, parece que algumas pessoas existem para ser ponte, nunca destino. Para sustentar o mundo em silêncio. Não para serem vistas ou lembradas, mas para garantir que outros cheguem mais longe. E enquanto todos seguem viagem, permanece quem sempre esteve ali — invisível, cansado, recomeçando outra vez do mesmo ponto.
"Seu coração precisa de muitos amores.
O meu coração precisa de apenas um amor...
O Seu!"
Haredita Angel
26.07.2011
"Eu tô pensando quê eu menina usava apenas
o dedo do meio pra mandar um recado.
Hoje tá melhor, usa-se os dez e faz-se um coração."
Haredita Angel
13.08.17
"O desejo sem o passo é apenas um rastro na areia; quem realmente busca, pavimenta a própria estrada."
A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.
Eu acho que gosto de escrever, porque não será possível, apenas eu enxergar, o quanto a ideia de um deus benevolente, é perigosa em um mundo visivelmente injusto.
Perseverar num contexto de dor, pode ser apenas acordar e suportar mais um dia. E isso, exige muita força.
Deixei de viver para apenas existir.
Fui atrás de um sonho — e disso não me arrependo.
Foram minhas escolhas que ganharam forma no caminho.
Quando me encarei no espelho, entendi:
para chegar onde almejo, não preciso me pressionar,
preciso, de verdade, viver cada momento.
E quantos momentos eu deixei passar
por achar que não merecia,
por acreditar que era preciso sofrer
para me tornar referência.
A dor, sim, me moldou —
mas não me endureceu.
Ela me fez grande, me fez verdadeira,
me arrancou de um pensamento banal
e me ensinou a viver uma vida intensa.
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
Antigamente, quando me olhava no espelho, via apenas um reflexo distorcido. Era como se um monstro estivesse me olhando e idealizando uma versão branda e pacificadora, sabendo que eu tinha capacidade de ser e agir como tal, mesmo movido por raiva, amargor, vingança e ódio. Eu estava aprisionado em mim mesmo. A mudança psicossocial e psicológica foi fundamental na minha transformação como ser, mesmo quando pensei que era o meu fim e que não haveria mais saída. Hoje, o monstro está preso e não pode mais me ferir, nem ferir os meus. Sinto minha libertação; o aprisionamento dele me traz paz, confiança, honestidade e amor-próprio. Essa libertação trouxe um alívio imenso, um crescimento pessoal e profissional. Que esta mensagem seja um símbolo de esperança
Kamorra não é apenas um nome — é uma identidade forjada no sentido da luta e da singularidade.
Do espanhol, vem Camorra, que significa resistência, enfrentamento e rebeldia contra o que corrompe. Representa a força de quem não se dobra, de quem encara o sistema, as mentiras e as fraquezas do mundo com coragem e firmeza.
Do hebraico, vem Kamocha, que significa “semelhante a ti”. Um termo que remete à ideia de espelho, de essência compartilhada — o reflexo entre o homem e o divino, entre o criador e sua criatura.
Da fusão desses dois mundos nasce Kamorra: o homem que resiste, mas que reconhece em Deus o reflexo de sua força.
Kamorra é resistência com propósito, rebeldia com fé, luta com sentido.
Marcos Kamorra (Filosofia Kamorrista)
“Sou resistência, mas não sem direção."
❝ ...Eu não buscava um porto, nem a tempestade; Apenas o toque leve que desvendasse quem eu sou. E em você, a simplicidade revela a verdade, O suspiro sutil do amor que, sem alarde, nos encontrou.
Você é a calma da manhã, o sussurro da brisa que passa, O verso que faltava para a minha canção incompleta...❞
-------- Eliana Angel Wolf
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