Apenas
Vivemos apenas no presente, no agora. O futuro é uma ilusão, e o presente é a transformação contínua. Os dias se transformam dentro do agora. O amanhã não existe, porque o amanhã é, na verdade, o agora. Criamos datas para nos organizar, mas isso não reflete a realidade, porque o tempo, como o entendemos, não existe. O que existe é a transformação constante – do recém nascido ao idoso, passamos por mudanças contínuas. Nascemos depois da morte, e nascemos para morrer. A vida está sempre no presente, no agora. Por isso, só podemos viver o presente, pois o antes e o depois são apenas interpretações do que está acontecendo agora.
A maior prova de que o ontem e o amanhã não existem é o simples fato de que estamos aqui hoje.
Não espero acontecer, pois tudo já está acontecendo o tempo todo; apenas participo dos acontecimentos que eu escolher acontecer.
Quando me sinto triste, estou apenas me iludindo com meu egoísmo em achar que sou o único que inventa tristezas na minha mente no planeta.
Quem vive apenas com facilidades na vida acaba se tornando fraco e frágil. Quando uma dificuldade surge, a pessoa entra em desespero, pois não tem experiência em lidar com problemas.
Por outro lado, quem está acostumado a lidar com dificuldades frequentemente se torna mais forte. Para essa pessoa, cada dificuldade que aparece é apenas mais uma a ser superada, algo a ser enfrentado.
Apenas uma sugestão:
O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."
Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."
No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.
Não precisa da dor, do sofrimento, do caos para acontecer mudanças; basta apenas ter disposição em mudar.
Vai entender um dia que ninguém te prejudica psicologicamente; apenas sua falta de conhecimento do seu próprio psicológico.
Eu não me torno "bonzinho" apenas porque tenho medo das punições dos meus atos; mas me torno verdadeiramente bom se, mesmo sem punição, eu não faço.
Você se depara com uma situação e, em vez de apenas observar, sua mente começa a interpretá-la como um problema. Ao fazer isso, você passa a sentir esse "problema" emocionalmente, e, no final, ele se torna real para você – mesmo que seja algo que você mesmo criou na sua mente. Assim, um simples acontecimento se transforma em um problema apenas pela forma como você o vê e reage a ele.
A angústia é apenas um alerta de que você precisa mudar.
Mudar a forma em que vive, mudar os pensamentos, atitudes, comportamentos, ideias, visão de mundo, ambientes, pessoas, crenças. Mudar tudo o que não tem mais sentido na sua vida. Mudar aquilo que você já percebe, mesmo que não queira admitir, que não funciona mais.
Caso não mude, a angústia vai continuar lá, tentando te alertar para mudar de vida. Às vezes ela vem em forma de hiperventilação, falta de ar, sufocamento, ansiedade, síndrome do pânico, depressão. Às vezes você acha que tem algum problema no coração, no estômago, ou que está ficando cego, ou que tem um tumor ou câncer, acha que vai morrer. Às vezes você se sente esgotado, cansado ao extremo, ou acha que está ficando doido. Ela vem em forma de insônia, vazio, tristeza, estresse emocional.
A angústia vem de várias formas. Quantas vezes você já não ouviu relatos de pessoas achando que têm algum problema de saúde e, ao chegar no hospital, não acham nada? É angústia acumulada. É o seu sentimento tentando te alertar que a vida que você está vivendo não está fazendo bem. É um sinal óbvio de que algo precisa mudar.
Mas, mesmo assim, você resiste ao que precisa mudar. Você se auto sabota, tenta se distrair, finge que está tudo bem, usa todos os recursos possíveis para continuar igual. E nisso cria conflitos internos constantes, que se repetem todos os dias. Você sente, sabe, mas não muda. E quanto mais resiste, mais a angústia cresce, porque o alerta continua ativo.
E a maior dificuldade que as pessoas têm de mudar é o medo do que vão pensar ou achar. Medo da família, dos amigos, das pessoas próximas. Medo de julgamento, de rejeição, de não ser aceito. Esse medo prende, trava e mantém tudo como está, mesmo quando está ruim.
O problema de todo esse medo da mudança é exatamente isso: o medo do que vão achar, do que vão pensar ou do que podem fazer contra você caso mude. E por causa disso, a pessoa continua vivendo uma vida que não quer, apenas para manter a aprovação dos outros.
Mas é melhor lidar com as consequências de viver livre, sendo quem você realmente é, do que continuar preso, vivendo algo que você não é. Porque viver preso também tem consequências, e elas aparecem na forma de angústia.
No fim, a angústia não está contra você. Ela está te alertando. Enquanto você não muda o que precisa ser mudado, o alerta continua. Quando você entende o alerta e muda sua vida, a angústia deixa de ser necessária.
