Apenas
E se você entendesse que a diversidade na pele e no cabelo é apenas beleza em diferentes formas, mas que na profundidade todos somos iguais — não acharia que combater o racismo é o único caminho justo, pois o destino final é o mesmo para todos?
Com o passar dos anos, foi ficando claro um papel que nunca foi escolhido, apenas assumido. Existir para servir quem passa. Ser riso quando falta leveza, ser escudo quando aparece o perigo, ser distração nos dias vazios. Ser o apoio, o ombro, o abrigo. Estar ali para tudo e para todos, sempre que precisarem.
O tempo vai passando , horas, minutos, segundos, dias, anos , e a ficha cai de um jeito que machuca. Parece que o propósito é ajudar os outros a crescerem, enquanto o próprio crescimento fica em pausa. A felicidade até aparece, mas nunca fica. É sempre temporária, como se não fosse feita para durar.
E dói perceber que o final quase sempre é o mesmo. Correr, se doar, insistir… e acabar voltando para o mesmo lugar. A estação zero. Aquele ponto onde tudo recomeça, mesmo quando nada mudou de verdade.
Ali, o silêncio pesa mais que o cansaço. Não tem reconhecimento, não tem despedida. Só fica a sensação de ter sido útil e, ao mesmo tempo, esquecido. As marcas do esforço ficam pelo caminho, invisíveis para quem seguiu em frente.
O ciclo se repete. Ajudar, proteger, sustentar quedas, emprestar luz quando o outro escurece. Depois, ver de longe essas pessoas seguindo mais fortes, mais inteiras, enquanto quem ficou continua no mesmo lugar.
Mesmo assim, a espera continua. Não por esperança, mas por costume. A estação zero já não assusta tanto — vira algo conhecido, quase confortável na dor que se repete. Aprende-se a sorrir sem motivo, a oferecer sem receber, a seguir mesmo quando não existe um novo caminho.
Os dias passam como trens que não param. Levam sonhos que não eram seus, histórias que não ficaram. Sobram apenas lembranças soltas e a certeza de ter cumprido um papel que nunca foi pedido.
No fim, parece que algumas pessoas existem para ser ponte, nunca destino. Para sustentar o mundo em silêncio. Não para serem vistas ou lembradas, mas para garantir que outros cheguem mais longe. E enquanto todos seguem viagem, permanece quem sempre esteve ali — invisível, cansado, recomeçando outra vez do mesmo ponto.
O mundo é tecido por personagens e papéis que não se mudam; apenas se alternam os atores e se refaz o cenário.
"Nossa verdadeira vantagem não está apenas em saber mais, mas na escuta ativa, agir com disciplina e decidir com sabedoria."
by Provérbios 1:1-6 NVI
Perseverar num contexto de dor, pode ser apenas acordar e suportar mais um dia. E isso, exige muita força.
Basta apenas uma única oração a Deus para levarmos até Ele os nossos profundos agradecimentos pelo dia que vivemos.
Líderes eclesiásticos que mantêm a liderança da igreja apenas pela postura física, pela expressão do dinheiro e pela sua falsa religiosidade, são verdadeiras pedras de tropeço para o restante do rebanho, porque adoram mandar, sem primeiro servir.
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
Antigamente, quando me olhava no espelho, via apenas um reflexo distorcido. Era como se um monstro estivesse me olhando e idealizando uma versão branda e pacificadora, sabendo que eu tinha capacidade de ser e agir como tal, mesmo movido por raiva, amargor, vingança e ódio. Eu estava aprisionado em mim mesmo. A mudança psicossocial e psicológica foi fundamental na minha transformação como ser, mesmo quando pensei que era o meu fim e que não haveria mais saída. Hoje, o monstro está preso e não pode mais me ferir, nem ferir os meus. Sinto minha libertação; o aprisionamento dele me traz paz, confiança, honestidade e amor-próprio. Essa libertação trouxe um alívio imenso, um crescimento pessoal e profissional. Que esta mensagem seja um símbolo de esperança
“Quando você se permite com intenção, o universo não abre apenas portas, ele muda o caminho inteiro para que você passe.” Pattricia Fléuri
“Há PODER na Permissão Intencional” não é apenas um livro.
É um portal.
Um chamado para todas as mulheres que já sentiram que carregavam um mundo dentro de si - mas que, por medo, culpa ou repetição, aprenderam a pedir licença para existir.
Aqui, a permissão deixa de ser um ato passivo e se torna força motriz, tecnologia emocional, escolha consciente de quem decide assumir o próprio destino.
Página após página, você é convidada a abrir portas internas que havia esquecido, silenciado ou adiado.
Este livro revela que a verdadeira mudança psicomportamental não nasce do esforço exausto, mas do instante em que você diz, de dentro para fora: “Eu me permito.”
E é nesse instante que o Empoderamento desperta, a Inteligência seleciona o que importa, o Protagonismo te leva ao centro da cena, e a Coragem faz o novo acontecer na matéria da vida.
“Há PODER na Permissão Intencional” é o mapa para transformar emoções reprimidas em movimento, crenças limitantes em prosperidade, relações dolorosas em vínculos maduros, e escolhas hesitantes em caminhos seguros.
É sobre permitir-se sentir, permitir-se crescer, permitir-se prosperar, permitir-se ocupar espaços que sempre foram seus.
É sobre construir — com intenção, consciência e verdade —
o futuro que você finalmente decide viver.
Eu te entrego aqui uma obra que não apenas toca; eu reorganizo o que consegui reorganizar em mim.
Eu desperto o que despertou em mim.
Eu dou a você leitora aquilo que sempre foi seu no sentido de despertar: o poder de permitir-se transformar.
O que deu certo para mim, libero para vocês.
Apenas um por cento de progresso por dia
Já muda o mundo em mim
O teu amor me fez ver
Que até no pouco há um começo sem fim - Frase da música Apenas um por cento do dj gato amarelo
Aquilo que chamamos de escuridão muitas vezes é apenas um útero simbólico, preparando o nascimento de uma consciência mais madura.
