Apenas
Siga voando de galho em galho sobrevivendo, apenas, ou seja como a águia!... transformando-se sempre!
Faça o impossível para fazer o seu melhor!
Não seja hipócrita na desculpa de fazer, apenas, o possível!
As flores murcham, mas o importante desta natureza foi o perfume que existiu!
Sejamos, apenas, o perfume!
#VENENO
Ainda sou o mesmo aqui...
Apenas mais solto para sentir...
Perdido em algum lugar...
Pareço tão absurdo?
Cada palavra que falo
Te parece veneno?
Passou-se o tempo...
Com a qual sonhei um dia...
A dor que eu sentia...
Já não mais há de voltar...
E nos delírios mais loucos.
E daí?
Me encontro...
Agora quero voar...
No punhal atravessado...
Tantas vezes por ti declarado...
Em que o morto não matara...
Já não mais me encontrará...
Alimento minha alma com esperança...
Não me entregando mais às perfídias...
Germinando minha ânsia...
No transcorrer dos meus dias...
Em que não mais estará aqui...
Amo as estrelas pois estão longes de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...
Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...
Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...
Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...
Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...
Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...
Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...
Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...
Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...
Sandro Paschoal Nogueira
Entre tantas misérias...
Poucos buscam a Verdade...
A grande maioria apenas ora...
Contentando-se com o sorriso que chora...
Deslumbramento...
De rudes caminhos...
Murmúrios entre as sombras e os ninhos...
Enquanto os anos passam...
E a vida segue em desalinho...
Tudo na vida está em esquecer...
Ou não, o dia que passa...
Tua vitória está em saber que não é hoje...
Amanhã será?
Nos desafios do tempo...
Esmorece a esperança...
E na violência que chora...
Não te culpas, mas culpas as horas...
Mas se faz no seu cuidado...
O bem que apenas em sua alma retrata...
Sedento de justiça...
Justiça torta...
E malfadada...
E tendo passado a vida...
E tão pouco compreendido...
Onde se oculta o pavor...
De tão pouco ter aprendido...
Eco...
Vai o grito da cegueira...
Perseguindo a funesta sorte...
Fugindo da morte...
O coração já não sente...
As asas da fantasia...
Agora já perdida...
Busca nas esquinas...
Enganando-se todos os dias...
Mas não desisti da estranha jornada...
Imposta pela sua má vontade...
Não lhe depara o gozo...
Só chora saudades...
Alma de vácuo imenso e fundo...
E desta meia morte...
Continuas a olhar o mundo...
Platéia das cousas mortas...
De vento que sopra...
E responde sorrindo à cruel realidade...
Disfarçando a perdida mocidade...
Perdido estás...
Sob estranho véu...
Pedindo aos céus...
Um novo amanhã...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu não sofro, meu amor...
Espero-te apenas...
Os ventos me arrastam...
Não é fácil amar o vencido...
Amo e não sou amado...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Tenho esta contemplação...
Mas não chego a desfazer...
Das velhas ilusões que achei no meu caminho...
No desolado coração...
O vácuo mudo adormece o meu pensamento...
Porque na noite, farto de sofrer…
Interrogando o destino...
A sua sombra escondida...
Procuro e não encontro...
E perante esse abismo...
Da única realidade no momento possível...
Escondendo os meus gritos...
Continuo a te esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Quando estou na tua presença, não sou apenas eu—sou um universo inteiro que se refaz. Minhas células, antes dispersas no caos do tempo, alinham-se como estrelas traçando constelações invisíveis, todas girando em torno de ti.
Minha pele sente diferente, como se cada poro aprendesse a respirar um ar que só existe quando estás por perto. Meu sangue corre em outro ritmo, pulsando um compasso que não conhecia antes de teus olhos cruzarem os meus. Até meus ossos, firmes e silenciosos, parecem vibrar com a melodia do teu nome.
Se te aproximas, tudo se ilumina—cada molécula dança, cada neurônio se acende, cada batimento do meu coração entoa teu nome sem que eu precise dizê-lo. És a força que reescreve minha existência, a tempestade que me desorganiza para depois me refazer mais vivo, mais intenso, mais teu.
E se um dia partires, não sei se voltarei a ser eu. Pois, sem ti, até minhas células esqueceriam quem são.
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
Amar você é como tocar o infinito com as pontas dos dedos, um universo que se abre apenas para quem ousa se perder. O mundo ao redor desaparece, e só resta a nossa existência suspensa, onde tudo parece fazer sentido. Mas amar é também expor a alma, deixar o coração nas suas mãos, vulnerável como vidro fino.
Quando você sorri, é como se o meu mundo inteiro se aquecesse ao brilho do sol. Quando estamos juntos, o tempo se curva, obediente, e nos dá o presente de uma eternidade em cada instante. Mas, ao mesmo tempo, existe uma fragilidade. O poder que você tem de me tocar tão profundamente também pode me quebrar de forma irreparável.
E, se um dia você for embora, levará consigo a parte mais preciosa de mim. O mundo, antes repleto de cores, será um borrão desbotado, e o silêncio da sua ausência será ensurdecedor. No entanto, escolho te amar mesmo assim, porque a intensidade desse sentimento vale cada risco. Amar você é viver à beira de um abismo, com a alma nas alturas e o coração à mercê do vento.
Se o amor é uma prisão, então que seja nos seus braços, pois só neles a liberdade existe.
Há homens cuja história é escrita com sangue, suor e coragem. Homens que enfrentaram não apenas os fantasmas internos, mas também os perigos concretos, armados, em defesa da lei, da ordem e da vida. Eu sou um deles.
Advogado por vocação, Capitão Reformado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro por missão, minha jornada não foi traçada em linhas suaves. Estive em muitos combates armados, encarando a violência de frente, onde cada segundo era uma batalha pela sobrevivência e pela justiça. Em meio ao caos, a vida me testou, deixando em meu corpo marcas indeléveis: oito perfurações por projéteis de arma de fogo, cada uma simbolizando uma batalha vencida, uma promessa de nunca recuar.
Essas cicatrizes não são apenas feridas fechadas; são medalhas silenciosas que carrego com orgulho. Elas me lembram do preço da coragem, do valor da proteção e da força de continuar. O peso da dor foi real, mas nunca maior que a determinação de seguir em frente, de transformar cada queda em aprendizado, cada ferimento em força renovada.
Hoje, visto minhas cicatrizes como se fossem asas. Elas não me prendem ao chão; elas me elevam, pois cada marca é uma lembrança de que, apesar de tudo, estou aqui. Estou vivo. Estou de pé. Sou prova de que a luta vale a pena, de que é possível vencer até mesmo quando tudo parece perdido.
Aos que olham para mim e veem as marcas de uma vida vivida na linha de frente, eu digo: cada uma delas conta uma história de superação, honra e amor pela vida. Que elas sirvam de inspiração para que todos, em suas batalhas, internas ou externas, encontrem a força de se reerguer e de transformar cicatrizes em asas.
Sinto-me longe...
Pretendo recolher da vida...
Algo mais que apenas ser só vivida...
Não quero ser só um simples espectador...
E perder a noção do essencial...
Sem mais nada para contar...
Perspectiva que me assusta...
Lanço então um olhar para fora de mim...
Flagrante de esquina...
São tantas as esquinas...
Por todas quero passar...
pensamento viaja...
Segue por trilhas...
Ruas e jornadas...
Ao horizonte alcançar...
A vida de tão grande
fica pequena...
para tantas vontades...
Para tantos sonhos construir...
Para tantos a realizar ...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Rodoviária de Conservatória.
#Somos #apenas #um #instante...
No tempo...
No espaço...
Um instante...
Para a gente ser feliz...
Sonhar...
Ter vontades e energia para tudo realizar...
Encantar-se com a vida...
Viver apaixonadamente...
Sorrir e cantar e brincar e dançar...
Vestir todas as cores...
Entregar-se a todos os amores...
Experimentar todos os sabores...
Tempo sem hora...
Luz que não deve se apagar...
Madrugada virá...
Agora é aurora...
A criação é um mistério profundo...
O tempo tudo demarca...
Estranha medida...
De uma jornada...
Ama-me...
E eu te direi que nosso tempo é agora...
Um dia...
Tudo muda...
Tudo acaba...
E o recomeço...
Não imagino se terá hora marcada...
Sandro Paschoal Nogueira
#Milorde...
Você nunca me viu...
Sou apenas uma sombra na rua...
E lá vou eu por caminhos que aqui não me trouxeram...
Que me trouxeram a ti...
Uma paragem a seguir ...
Perfeito nos meus quase...
Às vezes basta...
Uma ilusão milorde...
Que a vida, com certeza, oferece...
Milorde se você pensa que pode me conquistar com essa conversa...
Você está certo milorde...
Acreditou que eu ia por minha saudade na sua mão milorde?
Você tem razão...
Você tem razão...
Milorde...
Vai com calma...
Com alma eu amo a carne...
Onde tudo o que existe se seduz...
Quero um tempo longo...
Milorde...
Dentro de mim mora um animal...
Que talvez lhe faça mal...
Em mim germina uma força perigosa...
Que contamina...
Nenhum poder domina...
Sopro de vida...
Que explode...
Fulgaz como um desejo...
Saindo do meu peito ....
Eu te entrego Milorde...
Sandro Paschoal Nogueira
Poema
Oh! aquele menininho que dizia
“Fessora, eu posso ir lá fora?”
Mas apenas ficava um momento
Bebendo o vento azul...
Agora não preciso pedir licença a ninguém.
Mesmo porque não existe paisagem lá fora:
Somente cimento.
O vento não mais me fareja a face como um cão amigo...
Mas o azul irreversível persiste em meus olhos.
Religião, são apenas crenças limitantes que foram criadas para manipular e disciplinar questões moraes e submeter o homem a uma direção imaginaria para o bem ou para o mal.
