Aniversário de Filha Distante

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Quero viver tanto a ponto de poder ver meus filha passar por todas as fases da vida, até chegarmos ao nosso fim.

Ode à Poesia

Ó Poesia, filha do silêncio e irmã da eternidade! Tu és o sopro invisível que desperta a alma quando o mundo adormece na monotonia dos dias.

Antes que existisse a tinta, já habitavas o coração. Antes que as mãos aprendessem a escrever, já desenhavas universos na delicada linguagem dos sentimentos.

És chama que não consome, rio que jamais se esgota, vento que atravessa os séculos sem perder o perfume da primeira inspiração.

Em teu templo, as palavras deixam de ser meras letras para tornarem-se asas. Elas voam sobre montanhas de dor, atravessam desertos de solidão e regressam trazendo o orvalho da esperança.

Tu conheces o nome de todas as lágrimas. Sabes distinguir a lágrima da saudade, a da alegria, a do reencontro, a da despedida e aquela que nasce quando Deus toca o coração sem pronunciar uma única palavra.

És jardim onde florescem os sonhos que o tempo não conseguiu apagar. És oceano profundo, onde mergulham os que procuram mais do que respostas: procuram sentido.

Quando o amor se torna pequeno para caber na linguagem comum, é em teus braços que ele encontra morada. Quando a dor já não suporta o peso do silêncio, é em tua voz que ela descobre a dignidade da beleza.

Tu transformas cinzas em primavera, feridas em sabedoria, espera em confiança e saudade na mais pura forma de permanência.

Poesia, tu não desafias o tempo; tu o santificas. Fazes de um instante uma eternidade inteira e de uma vida simples uma obra que jamais se apaga.

Por ti, o céu desce às palavras, e as palavras aprendem a subir ao céu. Ao teu encontro, o invisível ganha rosto, o impossível ganha caminho e o coração encontra o lugar de onde nunca deveria ter saído.

Que jamais se cale a tua voz! Pois quando a poesia silencia, o mundo perde um pouco da sua luz, a esperança se torna mais distante e a alma esquece que nasceu para contemplar a beleza.

Permanece entre nós, ó eterna companheira, ensinando-nos que viver é muito mais do que existir: é sentir profundamente, amar sem medida, esperar com coragem e descobrir Deus em cada pequeno milagre escondido nas entrelinhas da vida.

Salve, Poesia!

Enquanto houver um coração pulsando, um olhar voltado para o infinito, uma flor desabrochando ao amanhecer e uma alma disposta a amar, o teu canto viverá e ecoará para sempre por todos os tempos.

O orgulho de um pai ou de uma mãe pela vitória de um filho ou filha, às vezes é apenas uma lágrima que expressa simplesmente tudo...

Capítulo — Quando a porta se fechou

A chegada da minha filha mais nova deveria ter inaugurado um dos períodos mais felizes da nossa família. Mas, quase ao mesmo tempo em que ela nasceu, o mundo inteiro fechou as portas. A pandemia nos trancou dentro de casa, silenciou as ruas, modificou rotinas e obrigou milhões de pessoas a reaprenderem a viver.

Eu acreditava que estávamos enfrentando apenas mais uma fase difícil.

Não estávamos.

Enquanto o mundo parava, meu casamento também parava — só que de uma forma muito mais silenciosa.

Meu marido já não era mais meu marido.

Ele vinha para casa apenas para jantar e dormir. Nos fins de semana, trabalhava. As conversas desapareceram. Não existiam mais planos, risadas, confidências ou discussões sobre o futuro. Falávamos apenas do que faltava comprar, das contas da casa ou de alguma necessidade imediata das crianças.

Nem sobre os filhos ele perguntava.

É claro que eu percebia que alguma coisa havia mudado. Mas tentei justificar tudo.

Pensei que fosse a pandemia. Pensei que fosse o peso de um bebê recém-nascido. Pensei nas dificuldades financeiras. Pensei na minha própria dor, porque eu ainda não havia aprendido a sobreviver à morte da minha mãe. Havia dias em que a saudade voltava inteira, sem pedir licença, e eu mal conseguia respirar.

Talvez, eu dizia para mim mesma, fosse apenas uma fase.

Talvez estivéssemos todos emocionalmente cansados.

Passei um ano inteiro acreditando nisso.

Mas o amor, quando vai embora, deixa pistas por todos os cantos da casa.

Ele já não pegava nossa filha caçula no colo. Não brincava com ela. Não perguntava como ela estava. Saía cedo, sem sequer dizer bom-dia, e voltava apenas para cumprir uma rotina mecânica de comer e dormir.

O que mais me machucava, porém, era vê-lo perder a paciência com nosso filho do meio. Qualquer motivo era suficiente para uma explosão, e eu sempre precisava me colocar entre os dois para protegê-lo.

A casa já não era um lar.

Era apenas um endereço onde quatro pessoas dividiam o mesmo teto.

Até que chegou um sábado de novembro.

Ele entrou com um lanche nas mãos. Entregou às crianças. Sentou-se. Comeu em silêncio.

Então olhou para mim e disse, sem alterar a voz:

— Vou embora. Não aguento mais.

Foi como ouvir uma sentença.

Perguntei por quê.

Disse que podíamos conversar. Que poderíamos tentar. Afinal, eram treze anos de casamento. Treze anos de histórias, sonhos, dificuldades e conquistas.

Mas ele já havia partido antes mesmo de sair pela porta.

Disse apenas que estava com depressão e que precisava se afastar.

Naquele momento, eu acreditei.

Por mais que meu coração estivesse sendo despedaçado, minha maior preocupação deixou de ser o fim do casamento.

Passei a acreditar que o homem que eu amava estava doente.

E pessoas doentes precisam de cuidado, não de abandono.

Depois que ele saiu, tentei ligar todos os dias.

Mandava mensagens.

Perguntava se estava bem.

Perguntava quando veria as crianças.

Não havia respostas.

Nenhuma.

Nem para saber dos próprios filhos.

Naquela época eu também enfrentava outro medo.

Eu estava desempregada.

Precisava alimentar duas crianças pequenas e reconstruir uma vida inteira.

Foi então que decidi transformar um pequeno espaço da casa numa sala de reforço escolar.

Comecei com apenas dois alunos.

Era pouco.

Mas era um começo.

Em dezembro já atendia quatro crianças. Ainda não resolvia todos os problemas financeiros, mas me devolvia algo que eu havia perdido havia muito tempo: a sensação de que eu podia construir alguma coisa com as minhas próprias mãos.

Foi também em dezembro que ele voltou.

Não porque sentisse saudades.

Nem porque quisesse conversar.

Eu havia mandado uma mensagem dizendo que, se ele não buscasse seus pertences, eu colocaria tudo no lixo.

Ele apareceu.

Entrou em casa como quem nunca tivesse ido embora.

Deu bom-dia.

Sorriu para as crianças.

Brincou com elas.

Riu.

Como se nada tivesse acontecido.

Depois devolveu a chave da casa, pegou suas coisas e foi embora.

Simples assim.

Sem lágrimas.

Sem conversa.

Sem despedida.

Sem qualquer demonstração de emoção.

Parecia alguém visitando parentes distantes durante uma viagem: entra, cumprimenta, pega o que veio buscar e segue seu caminho.

Naquele momento, eu ainda alimentava uma pequena esperança.

O Natal estava chegando.

Treze anos juntos.

Dois filhos.

Talvez ele aparecesse.

Talvez quisesse reconstruir alguma coisa.

As crianças pediram para falar com o pai.

Liguei.

Ele atendeu.

Havia música ao fundo.

Estava arrumado.

Desejou feliz Natal.

Mas disse que não viria.

Naquele instante, algo dentro de mim finalmente acordou.

Ele não estava tentando se curar.

Não estava vivendo um tempo de afastamento.

Ele já estava vivendo outra vida.

E, pela primeira vez desde que tudo começou, compreendi que eu precisava parar de esperar.

Naquela noite, entendi uma verdade dolorosa.

Os filhos eram meus.

A responsabilidade era minha.

A força teria que nascer de mim.

Não porque eu tivesse escolhido isso.

Mas porque a vida havia escolhido por mim.

E, embora eu ainda não soubesse, foi exatamente naquele momento — quando todas as portas pareciam fechadas — que comecei, silenciosamente, a reconstruir a mulher que eu seria dali em diante.

Sou menina, sou mulher, sou esposa e amante
Sou mãe e filha, nesta vida viciante
Amo as artes
Minha paixão é dançar
Escrever é meu refúgio
Para a alma relaxar"

O melhor que poderia esperar da vida recebi no dia em que minha filha nasceu. Não tem realização melhor neste mundo que um filho.

Não custa nada
Encantar
Minha mãe e pai
Minha filha
Meus irmãos
Meus amigos
As pessoas que encontrar
Encantar
Amar
Sonhar
Só se leva o encanto
De um para o outro
Vai se embora
O encanto fica
Não esqueça você
Faz parte de mim
Leva um pouco
E deixa para o outro
O encanto sem fim.

Filha:
Voa minha borboleta
Seja leve e linda
Como uma violeta
Qualquer dia desses
Aperto suas bochechas
Quem ama cuida
Seja abençoada
No juizo
Busque o equilibrio
Entre a razão e a emoção
Com a paz vinda
Do coração

⁠Num lindo dia. Conheci Ana Maria. Uma linda Princesinha, filha de uma Rainha. Seu nome é doce e belo, e o sobrenome docinho de caramelo .

Sonhei que a minha avó paterna, tinha acabado de morrer e a minha tia, que é sua filha e irmã do meu pai, tinha vindo pegar as coisas dela, minha prima, filha da minha tia, estava chorando e ela era pequena e falava para mim, que a vó era chata, mas que iria lembrar das coisas boas, que ela fazia.




MAIO DE 2023


PS: ELA JÁ ERA FALECIDA

Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.

A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.


Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.


Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.


Então, ela sempre retornava.

REPRESENTATIVIDADE?


Não ensino à minha filha representatividade.
Ensino personalidade.


Porque ela é livre.
Livre para ser quem é,
sem pedir permissão.


Ser negra não está no cabelo.
Está no DNA.
Não é fantasia que se veste
nem papel que se interpreta.


Uma árvore, mesmo transformada,
nunca deixa de ser árvore.


O DNA não se apaga.
A personalidade se constrói —
com amor, cuidado e liberdade.


Quem é inteiro
não se curva a modismos
nem aceita correntes disfarçadas.


Escravidão,
em qualquer forma,
já ficou no passado.

A dor que hoje te consome é filha do tempo, e o tempo, como bem sabes, é a distensão da alma. Não te apegues a ela, pois assim como o sol se põe e renasce, a tua ferida também se fechará, restando apenas a cicatriz da sabedoria.

Filha ( Pai de menina )


Filha, meu pequeno infinito,
quando você chegou, o mundo mudou de nome,
e tudo que antes era caminho solto
ganhou direção no brilho do teu olhar.


Sou pai de menina
— e isso é ser abrigo,
é aprender a ser forte com delicadeza,
é segurar tua mão sem
prender teus passos,
é te ver crescer e ainda assim
querer te proteger do vento.


Se um dia o mundo parecer
pesado demais,
lembra que teu lugar sempre
será meu abraço,
onde o medo se desfaz em
silêncio
e teu sorriso volta a ser casa.


E quando você voar
— porque eu sei que vai
— leva contigo tudo que te ensinei
em amor,
mas deixa comigo um pedaço teu, bem guardado,
porque ser teu pai…
é o que dá sentido a tudo em mim.

⁠Bom dia minha filha, que seu dia seja feliz de bênçãos e vitórias, que Deus esteja presente em tudo e em todas as suas decisões não apenas hoje e sempre, que você não só realize seus sonhos, mas tenha a grandeza de agradecer por cada pequeno ganho, hoje é um dia muito especial, seu aniversário de 29 anos minha pequenina adolescente está cada vez mais linda e se tornou uma mulher forte e guerreira e eu só agradeço a Deus por ti.
Continue assim ❣️🫶 feliz aniversário 🎂🎈🎉 faz um Pix aí para a sua festa surpresa 😄 🥳

Filha:
Eu sei que não é fácil, mas também não precisa ser tão difícil, você consegue deixar as coisas do seu jeitinho e colocar no lugar, só parar de chorar e seguir em frente de cabeça erguida. Por mais difícil que esteja, agradeça pelo pouco e irás conquistar o muito.
Você é guerreira, a menina dos olhos de Deus ❤️

*Te amo mais que um planeta inteiro.*

"Filha, meu amor de mãe por você não cabe em quilômetros.
Tem que medir em sistema solar."

_Van Escher _

A gente não nasce mãe, a gente nasce filha e morre filha, mas um dia uma mãe nasce na gente!
Mãe não tem manual!
Conforme a vida vai exigindo, vem o instinto, garra, força e zelo pela cria... quase visceral.

Sou mulher preta e quilombola.
Sou filha do axé, das águas que curam.
Sou herdeira das mulheres que rezavam, dançavam e libertavam o mundo com as mãos e o coração. Em mim, o tambor fala, o vento responde e o fogo me guia. Trago no corpo as marcas da luta e da bênção. Cada cicatriz é memória, cada gesto é herança. Eli Odara Theodoro