Amor pela Escola
Que coisa feia, chamar de louca aquela que um dia já chamou de amor!
E coisa bonita foi o meu amor, que mesmo sabendo que me chamastes de louca para tantos, ainda assim, não neguei o teu amor.
Eu não vejo a hora de parar de escrever sobre o amor, estou me sentindo tão cheia e farta desse sentimento.
Quero escrever sobre ficção... Esse sim, é o meu verdadeiro lado.
Amor a gente não implora, dói ver alguém partindo nos partindo, mas implorar amor é falta de amor próprio. E isso eu senti na pele.
Sabe o que eu espero dessa vida? - Dinheiro! - Sim, cansei de esperar amor, parece que hoje em dia tudo tem um preço e se você não puder pagar... Meu amigo... Já sabe o final de tudo isso não é? - Tudo tem um preço e as pessoas são caras.
Ontem eu senti o sal de suas lágrimas, o peso do seu medo, o amor do seu amor, ontem eu senti sua essência... Eu enxerguei os seus sonhos, tão grandes e lindos, ontem eu observei o poder do seu sorriso, sim, ele é capaz de destruir um dragão. É a arma mais leve que atingiu meu coração.
Descobri o quanto o amor vale a pena. O amor vale! - Mesmo que para algumas pessoas seja a forma mais dolorida por não se ter mais... O amor não acaba e o sentimento valeu a pena, apenas por ter existido.
Para que
vivencies um grande amor,
com todos seus ingredientes,
estórias e afirmações que ele
seja capaz de te oferecer - aconselho
quecomecespelos pés... no chão!
O restante delegues à sensata
e paciente ação do
tempo!
"O amor é como um elástico sendo puxado por duas pessoas: quem soltar primeiro machucará o outro.." ( Mas você ficará com o Elástico! )
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.
Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.
No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”
Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.
Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.
Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.
E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.
O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.
Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.
E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.
Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.
Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.
