Amor Espiritual
O amor genuíno não é um caminho sem medos. Quando alguém passa a ter um valor tão grande em nossa vida, é natural surgir o receio de perder aquilo que se tornou tão importante para nós.
Amar é se permitir ser vulnerável, é expor e entregar ao outro o seu lado mais indefeso sem ter garantias absolutas sobre o amanhã. E, justamente por isso, o medo não deve, nunca, ser considerado um sinal de fraqueza. Muitas vezes, ele é a prova de que o sentimento é autêntico e sincero.
Quem ama de verdade sabe que existem incertezas e desafios, mas ainda assim escolhe permanecer, pois, no fim, o amor é um ato de coragem.
Não é a ausência de medo que sustenta uma relação, mas a decisão de continuar, apesar da persistência de sua existência.
O amor não é uma alucinação romântica; é o único ato político capaz de sabotar o niilismo e a indiferença.
O amor não dói por ser intenso, dói porque revela o quanto somos dependentes do reconhecimento do outro.
Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.
A moral, o amor, a própria continuação da vida são resultados dum cálculo mental de utilidade, que sentimos sem jamais acessar seus mecanismos internos.
Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro
Amor eterno
Nossa vida é movida pelo teu amor,
Sem ti, seríamos sombra, inércia e dor.
Contigo, o mundo desperta e se move,
É tua presença que nos faz ir além.
A motivação renasce a cada amanhecer,
No zelo de cuidar e em ti se reconhecer.
Saber que ainda precisas do nosso cais,
Dá sentido aos dias e paz aos nossos ais.
O amor que sentimos não impõe condição,
É entrega absoluta de alma e coração.
Pois, se um dia o teu brilho se apagar,
Tudo o que resta em cinzas irá se tornar.
— Roseli Ribeiro
MONARQUIA DO AMOR
No reino verde de Itaquitinga,
onde o vento espalha raiz,
floresceu um trono de afeto
sob um céu sereno e feliz.
Entre canaviais e memórias,
entre o campo e a matriz,
Israel tomou por coroa
o sorriso da Beatriz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Não governam com espadas,
nem decretos por um triz;
seu poder nasce do abraço,
da palavra que bendiz.
Quando o Rei estende a mão,
quando a Rainha a conduz,
o amor acende caminhos
como estrelas dando luz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Israel, monarca do sonho,
cavaleiro aprendiz,
aprendeu que a maior riqueza
é amar e ser feliz.
Beatriz, rainha das flores,
de coração sempre gentil,
transforma simples instantes
em tesouros do Brasil.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
As muralhas desse reino
não são feitas de verniz;
são erguidas com respeito,
com ternura que não diz.
Seu castelo tem alpendres,
tem varanda e tem raiz;
e a bandeira que tremula
é a esperança que reluz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Quando o tempo passar ligeiro
e a juventude se for,
ficará gravada na história
a grandeza desse amor.
Pois há reinos que se acabam,
há impérios por um triz;
mas o reino dos que amam
permanece e sempre existe.
E dirá o povo em festa,
cantando pela matriz:
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
O amor não cresce em árvores, nem é comprado no mercado. Mas, se alguém quer ser amado, primeiro deve saber amar de modo incondicional.
Eis características do amor perfeito;
O exercício da piedade é amor,
A misericórdia é uma expressão de amor,
perdão, compaixão, amor não é desejo desenfreado.
Amor é mais que sentimento,
é decisão, é ação, é comportamento.
O amor é sobrenatural, é um atributo
que liga o homem ao divino.
Texto do meu livro: Reflexões, fé e Poesia.
Hoje meu coração explode de esperança, esperar um amor requer comprometimento e certeza de que está em algum lugar, só aguardando o momento certo pra se revelar...
Que o sol me ilumine, que o céu me oriente.
Que o amor me abasteça, então se multiplique em mim...e possa preencher a vida de tudo que vive ❣️
Onde D'us é D'us não há religião. Há Luz. Há Amor. Há Verdade. Há Adoração. Há Comunhão Universal. Há tudo Nele e Ele em tudo.
Pois Nele foram criadas todas as coisas. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Nele Tudo Subsiste. De modo que Nele nos movemos, existimos e respiramos. Sim, Ele é o Pai de todos, está em todos e opera por meio de todos. Nada existe fora Dele. Tudo é Nele. Mas Ele não é a nenhuma coisa .Como poderia D'us ser Flamengo, ou Santos, ou Corinthians, ou Botafogo, ou Palmeiras?
Ora, o reducionismo é tão patético quanto o que acima usei para ilustrar o ridículo do deus de Religião.
É tão gracinha quanto dizer que deus é brasileiro.
Sou um humano que é filho do Eterno.
Nele, que não torce por time religioso nenhum, para a mais profunda tristeza religiosa de alguns, mas para nossa alegria do Caminho aberto a todos.
Soneto do Amor sem Fim
Se o vento leva as folhas pelo espaço,
O amor conserva aquilo que é real;
Transforma despedidas em abraço
E faz do breve instante algo imortal.
se o tempo corre pelas avenidas,
Marcando os passos de cada estação,
O amor recolhe as flores já colhidas
E guarda seu perfume n coração.
Não teme o inverno nem a tempestade,
Pois nasce forte da simplicidade
De quem aprendeu a amar sem possuir.
E quando a vida fechar suas cortinas,
Ficarão acesas doces lamparinas
Das lembranças que o amor fez existir.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
