Amor entre Pais e Filhos
O eleitor em sua maioria é tão burro que dá o seu aval a essa corja de políticos manterem o País sedado, e fazerem o que bem entendem em benefícios próprios.
Enquanto meus colegas brigavam com seus pais na saudável busca de identidade, à noite, eu colocava os chinelos do meu pai para andar no escuro da casa. Fisicamente não nos parecíamos, mas o som dos chinelos caminhando era igual. Matava um pouco da saudade.
O Brasil é um país sequestrado por uma cultura barata que vai do BBB à fúria democrática do Carnaval, passando pela corrupção da política e pela indiferença dos ricos que andam de helicóptero.
Estar ao lado dos pais enquanto eles envelhecem é descobrir novas formas de vida, aprender novas formas de manifestar um amor que pede reverência por sua magnitude.
Pais dão trabalho? Dão. Amar dá um trabalho danado.
Os EUA não bombardearam e invadiram a Venezuela para "libertar" o país. Fizeram-no para dominá-lo e explorar seus recursos.
O País do Amanhã Que Nunca Chega
O brasileiro é uma criatura fascinante.
Possui sonhos grandiosos, planos extraordinários e uma habilidade impressionante de adiar ambos para a próxima segunda-feira.
Quer a casa própria.
Quer o carro novo.
Quer viajar.
Quer empreender.
Quer mudar de vida.
Quer aprender outro idioma.
Quer emagrecer.
Quer economizar.
Quer investir.
Quer tudo.
Só não quer, às vezes, o compromisso diário que transforma desejo em conquista.
Existe uma diferença enorme entre querer possuir algo e querer construí-lo.
Muitos desejam a colheita.
Poucos se apaixonam pelo plantio.
E assim seguimos vivendo no país do "depois eu vejo", do "semana que vem eu resolvo" e do famoso "deixa comigo", que normalmente significa exatamente o contrário.
A enrolação tornou-se quase um patrimônio cultural.
Há quem passe mais tempo explicando por que não fez do que realmente fazendo.
E o curioso é que essa mania não prejudica apenas a pessoa.
Ela atinge a família, o trabalho, o sistema e, de certa forma, a própria nação.
Afinal, um país não é feito apenas por governos.
É feito também pelos hábitos de quem o habita.
Mas talvez a parte mais engraçada seja o discurso moral.
O brasileiro adora falar de honestidade.
Principalmente quando o assunto é a honestidade dos outros.
Critica a corrupção em Brasília enquanto procura um jeito de não emitir nota fiscal.
Indigna-se com os desvios milionários enquanto assiste televisão por uma ligação clandestina.
Condena os políticos por esconderem patrimônio enquanto mantém um dinheiro reservado que nem a esposa conhece.
Fala sobre transparência, mas possui segredos suficientes para preencher um arquivo inteiro.
Alguns levam uma vida matrimonial.
Outros levam uma vida paralela.
E há aqueles que conseguem administrar duas ou três versões de si mesmos ao mesmo tempo.
Uma verdadeira empresa de personalidade limitada.
O mais curioso é que todos conhecem a solução para os problemas do país.
Pergunte em qualquer esquina.
O especialista surgirá imediatamente.
Resolverá economia, educação, segurança, saúde e relações internacionais em menos de quinze minutos.
Mas quando chega a hora de organizar o próprio guarda-roupa, a consultoria encerra suas atividades por tempo indeterminado.
Existe também uma paixão nacional por observar a vida alheia.
O gramado do vizinho é sempre assunto.
A pintura da casa ao lado.
O carro novo da rua.
A promoção do colega.
O casamento dos outros.
Tudo desperta interesse.
Enquanto isso, o próprio quintal continua esperando uma limpeza prometida desde o verão passado.
E reclamar...
Ah, reclamar talvez seja o esporte mais praticado do país.
Se faz calor, o sol exagerou.
Se chove, a chuva não dá trégua.
Se esfria, o inverno passou dos limites.
Se melhora, certamente há algo suspeito acontecendo.
Nada parece suficientemente bom.
Ao mesmo tempo, pouco é feito para melhorar aquilo que está ao alcance das próprias mãos.
E quando finalmente realiza algo positivo, por menor que seja, inicia-se outra tradição nacional.
A divulgação.
O anúncio.
A cerimônia.
A autopromoção.
O cidadão troca uma lâmpada e quase espera receber uma medalha por serviços prestados à humanidade.
— Viu o que eu fiz?
— Percebeu minha contribuição?
— Notou meu esforço?
E assim, aquilo que deveria ser um gesto simples transforma-se em um documentário de longa duração.
Os anos passam.
As promessas envelhecem.
Os planos acumulam poeira.
As desculpas ganham experiência.
A esposa se cansa de ouvir que tudo mudará no próximo mês.
Os filhos crescem escutando projetos que nunca saem do papel.
Às vezes o casamento termina.
Às vezes a paciência termina antes.
Mas certas manias permanecem firmes e fortes.
O discurso continua.
As justificativas continuam.
As reclamações continuam.
As promessas continuam.
E o amanhã segue lotado de intenções que jamais chegam ao presente.
Talvez por isso o brasileiro seja, ao mesmo tempo, motivo de preocupação e de admiração.
Preocupação pelas oportunidades desperdiçadas.
Admiração pela capacidade de continuar acreditando que tudo pode melhorar.
Mesmo quando insiste em repetir exatamente os mesmos hábitos.
No fundo, somos um povo que sonha grande, trabalha muito, reclama bastante, improvisa demais e muda menos do que promete.
Talvez a verdadeira transformação comece no dia em que passarmos menos tempo observando os erros do mundo e mais tempo corrigindo os nossos.
Porque nenhum país se torna melhor apenas apontando defeitos.
Mas pode começar a melhorar quando cada cidadão resolve limpar o próprio quintal antes de fiscalizar o jardim do vizinho.
Até lá, seguiremos fazendo planos para segunda-feira.
Mesmo sabendo que hoje já é quinta.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
“Eu achava meus pais rígidos, mas, vendo a geração de hoje,
percebo que eles me salvaram.”
@Suedson_Corey
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
O Mito dos "Pais Gente Boa"
Alinny de Mello
Aproveito este momento de pausa analítica para reforçar o convite: não deixem de visitar a minha página no Pinterest, onde organizo as edições dos meus e-books e centralizo as discussões sobre os padrões ocultos das relações humanas. Acompanhem os lançamentos semanalmente para mantermos este canal de lucidez e questionamento sempre ativo.
Uma das maiores ironias da convivência em sociedade é a facilidade com que as aparências conseguem silenciar os fatos. O julgamento público é, por definição, superficial; ele se alimenta do espetáculo, da cordialidade de fachada e do verniz social que os piores tiranos domésticos costumam manejar com maestria cirúrgica. Nada ilustra melhor essa miopia coletiva do que o comentário displicente dos de fora: *“Nossa, os pais de vocês são gente boa demais.”*
Essa frase, proferida por vizinhos, conhecidos ou parentes distantes, funciona como um tapa duplo na cara de quem sobreviveu ao inferno. Primeiro, porque revela a total incapacidade do observador casual de enxergar além do óbvio. Segundo, porque expõe a genialidade perversa do opressor, que sabe perfeitamente quando guardar o chicote e o facão para vestir a máscara da simpatia, da simplicidade ou da conveniência comunitária na calçada. Para o mundo, o monstro é um homem trabalhador, um vizinho pacato, um acumulador exótico ou apenas um idoso pitoresco. A cúmplice é vista como uma senhora sofrida, uma mãe de família dedicada, alguém de fala mansa.
O que a sociedade se recusa a entender é que o sadismo raramente se exibe em praça pública. Ele necessita das paredes de casa, do isolamento e do silêncio das testemunhas para operar em sua potência máxima. Quem vê o aperto de mão caloroso no portão não imagina o crânio vibrando com o impacto da lapada na madrugada. Quem elogia a "simplicidade" daquela dinâmica familiar não faz a menor ideia da terra cavada na sala para servir de pira funerária, nem do sal jogado na carne crua de uma criança de oito anos sob o pretexto de cura.
Essa desconexão entre a percepção externa e a realidade factual produz um tipo muito específico de isolamento para as vítimas. Ouvir que os seus torturadores são "gente boa" é uma tentativa involuntária do mundo de invalidar o seu sofrimento, como se a dor experimentada fosse um delírio, um exagero ou um desrespeito à sagrada instituição da paternidade. A sociedade tem um medo quase patológico de admitir que existem pais que odeiam, que destroem e que usam os filhos como laboratório de suas próprias frustrações e loucuras. É mais confortável para o senso comum acreditar na bondade ensaiada do agressor do que encarar o abismo da perversidade familiar.
No entanto, a validação da nossa história não depende do diagnóstico de quem olha de fora. O tribunal dos vizinhos é irrelevante diante da crônica irrefutável das cicatrizes. Deixar que as pessoas elogiem a fachada sem se dar ao trabalho de corrigi-las é, também, uma forma de distanciamento cínico e saudável. Eles que fiquem com o teatro; nós ficamos com a liberdade de saber exatamente quem são os atores quando as cortinas se fecham e as luzes se apagam. Os dois, afinal, encontraram o público que merecem para a peça que decidiram encenar.
Como o julgamento alheio consegue ser tão facilmente manipulado por uma encenação de bondade? Até que ponto a necessidade da sociedade de acreditar na pureza dos pais a torna cega e conivente com a barbárie que acontece do outro lado da parede?
É, ISSO QUE SEMPRE OUVIMOS DAS PESSOAS: 'SEUS PAIS SÃO GENTE BOA...'
*Pais do Século XXI: Estamos Educando ou Terceirizando?*
A gente delegou a escola pra ensinar conteúdo, a internet pra ensinar sobre a vida, e o algoritmo pra dizer o que é certo.
Só que caráter não baixa em PDF. E respeito não vem com tutorial.
Educar hoje é nadar contra a corrente da pressa. É dizer "não" quando o mundo inteiro diz "compra pra compensar a ausência".
É ensinar que frustração não é bug do sistema. É parte do jogo.
Filho do século XXI tem acesso a tudo, menos ao tédio. E é no tédio que nasce a criatividade.
Talvez nossa maior lição seja desligar. Pra poder conectar de verdade.
_Van Escher
*EDUCAÇÃO DOS PAIS NO SÉCULO XXI*
Do meu ponto de vista, hoje os pais fazem tudo que os filhos querem.
Resultado? Uma geração mimada, sem limite e mal educada.
Provérbios 13:24 diz: "O que retém a vara aborrece seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina."
Tradução: pai que ama de verdade não deixa o filho fazer tudo que quer. Ele corrige.
No meu tempo, bastava uma olhada. A gente já entendia o recado inteiro.
Não precisava grito. Não precisava repetir. Respeito vinha de casa.
É bíblico: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." Pv 22:6
Se não ensinar cedo, o mundo ensina depois. E o mundo cobra caro.
_Van Escher_
*O Circo Van Escher Chegou: Parte 3 - Na Escola*
Fui na reunião de pais. Silêncio total na sala.
A diretora perguntou se alguém tinha dúvida.
Eu levantei a mão.
Quando vi, eu tava contando piada, dando ideia pra festa junina
e organizando vaquinha pro ventilador da sala.
Saí de lá como "a mãe do grêmio". Não pedi. Aconteceu.
Por isso que eu falo:
Não me coloca em lugar sério.🤭😂
_Van Escher_
