Amor entre Almas
Na cruz, o amor e a justiça de Deus se encontram em perfeita harmonia. Ali, Cristo tomou sobre Si o pecado da humanidade, satisfazendo a santidade divina e abrindo o caminho da reconciliação. Todo aquele que crê encontra na Cruz perdão, vida e a esperança eterna da
Na Cruz, Deus revelou Seu amor sem reservas. Em Jesus, o pecado foi vencido, a culpa perdeu seu poder e o caminho de volta ao Pai foi aberto. Quem crê encontra perdão, reconciliação, esperança e a vida que nem a morte pode interromper.
O inferno é a recusa do Amor, cuja beleza só é compreendida quando a Graça já não pode ser acolhida.
A salvação não é conquistada por quem somos, mas é a resposta ao amor e à graça de Deus. Esta graça nos alcança apesar da nossa natureza pecaminosa e nos capacita tanto a crer quanto a receber a salvação.
Jesus proclama verdades duras porque a realidade do pecado é severa. O amor confronta com a verdade; a bajulação conforta para a destruição.
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”
(João 15:13)
Esta afirmação foi uma das maiores expressões de graça direcionadas ao nosso mundo decaído. Ela sintetiza o ápice do amor sacrificial que Ele próprio consumou logo em seguida na cruz.
Quem eleva a 'soberania' ao custo de anular o amor e a misericórdia de Deus, pregando um evangelho que exclui o mundo da reconciliação, ensina um falso sistema teológico.
A nossa plena satisfação e identidade não derivam dos 'likes' do mundo, mas do amor soberano de Deus e do relacionamento autêntico com o próximo.
Senhor, ensina-me a remir o tempo curto que tenho, unindo piedade e obras de amor para testemunhar hoje a Tua glória eterna.
Ah! O amor
Porque do amor sempre há alguma coisinha a mais a ser dita
Ah! O amor...
O amor pode machucar...
seu coração magoar,
em mil pedacinhos estilhaçar,
e toda a paz de sua alma tirar...
O amor pode machucar,
com todas as suas alegrias acabar,
sem esperança sua vida deixar...
e um caminho de espinhos pra você caminhar.
O amor pode machucar,
como a brisa fria que corta a pele,
invadindo o peito com sua dor sutil.
Entre suas alegrias, doces e fugazes,
há sempre um silêncio que ecoa latente,
um vazio secreto que insiste em ficar.
Ele pode acabar, desfazendo os laços,
deixando a alma solitária a vagar,
sem esperança, sem cor, sem direção,
como folha ao vento num outono sem fim.
E mesmo assim, seguimos a caminhar,
num caminho de espinhos, mas também de luz,
pois no amor, mesmo na dor que ele traz,
há uma beleza que nunca se desfaz.
O amor pode machucar assim...
fazer você não querer mais nenhum começo
só pelo medo do fim.
Ah! O amor...
Mas o que seria da vida sem o amor?
Diz pra mim!
Santo Espírito, eu me rendo ao Teu Agir.
Meu Anseio é permanecer em Teu Amor...
Em Tua presença, Senhor...
O amor não se sustenta nem se eterniza só na calmaria, mas também na fidelidade nas tempestades.
Na saúde, na doença e na eterna gratidão por estarmos juntos.
Sem revolta, passamos o Natal no hospital.
Sabíamos — e seguimos sabendo — que o Grande Aniversariante veio pelos doentes.
Sem revolta, passamos o réveillon no hospital.
E hoje, sem revolta, passaremos também o nosso aniversário de casamento no hospital.
Porque sabemos que estar juntos não é circunstância — é aliança: na saúde e na doença.
Naquele que tem autoridade até sobre a tempestade, confiamos:
Ele jamais permitiria que a atravessássemos se não pudesse dominá-la.
Mas ainda assim, Pai Amado, humildemente Te suplico:
restaura a saúde da mulher da minha vida —
aquela que me deste por esposa.
Toca seu corpo com a Tua cura,
acalma sua alma com a Tua paz
e renova suas forças dia após dia.
Dá-nos vigor quando o cansaço insistir,
silêncio quando o medo tentar falar mais alto
e esperança quando os dias parecerem longos demais.
Sustenta-nos na travessia
e permite que, ao final dela, saiamos mais inteiros,
mais gratos
e ainda mais unidos em Ti.
Que o Pai Amado continue abençoando a nossa jornada!
A Ti, Pai, gratidão por mais um ano de casados!
Amém!
Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.
Há despedidas que não encontram palavras suficientes.
O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.
Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.
Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.
Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.
A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.
Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:
Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!
E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:
Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.
Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.
Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.
E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.
Vá em Paz, amor da minha vida!
