Amor entre Almas
Do equilíbrio perfeito entre caos e ordem emerge a metaordem: o verdadeiro motor da evolução humana.
Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.
Entre tantas versões de mim, a que mais gosto é essa: a que sorri apesar de tudo. Ser eu mesma é meu melhor filtro.
Sao tantas versões de mim entre tanta imagem, nenhuma sabe explicar
Ninguém vê o que eu escondo atrás do sorriso ou da calma,
Entre o que dizem que sou — bom, mau, forte ou caído —
entre elogios que pesam e ofensas que doem sem fim…
nenhuma dessas versões é o meu verdadeiro sentido:
no meio de tudo isso, sou só eu tentando sobreviver a mim.
A maior fronteira epistemológica não está no espaço sideral, mas na interface entre o que somos e os limites neuroquímicos que moldam aquilo que podemos sentir e compreender. Testar esses limites, ampliá-los, contorná-los ou torná-los conscientes é um dos desafios centrais da filosofia do ser na era tecnológica.
Os povos africanos não foram figurantes da história: estiveram entre seus primeiros protagonistas. O Egito já dominava matemática, astronomia e engenharia, e o Mali abrigava centros intelectuais vibrantes, enquanto grande parte da Europa ainda engatinhava em formas fragmentadas de organização política e cultural.
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
Substracionismo: o agnosticismo que suspende o juízo entre matéria morta e matéria proto-consciente.
Manifesto do Próprio Ser
Redondo e redundante,
tão cansativo quanto desnecessário.
Entre trocas de palavras e de assuntos,
é no meu corpo que a importância se faz valer.
Mas, por que você não...?
O seu incômodo, ou sua falsa preocupação,
se torna apenas um eco chato,
pois em minha mente, no abrigo da minha cabeça,
isso é o menor dos problemas.
É o que eu aceito,
é quem eu sei que sou,
e nessa ciência, eu me abraço.
Meu corpo é meu,
minhas regras são minhas.
Quem pode falar dele somente eu.
Ass: Roseli Ribeiro
"Noites em claro, batidas aceleradas.
Entre erros de ansiedade e o canto dos pássaros,
vejo o dia nascer.
Basta uma palavra para que o ciclo se finde.
Recomeçar exige a calma de quem não quer perder o chão já conquistado.
Sou agora uma folha em branco;
o passado deletado dá lugar à nova escrita.
Busco a estabilidade para ser porto seguro.
Quero estar pronta para cuidar,
transformando gratidão em gesto e amor em destino."
Atenciosamente Roseli Ribeiro
"No batuque do tambor, a alma anuncia,
a alegria que transborda entre as fantasias.
A dança é o fôlego, o corpo a se libertar,
em cada detalhe entrelaçado para o mundo admirar.
Tudo feito à mão, costurado com cuidado e devoção,
pois a arte nasce do zelo e da palma da mão.
Há quem conte histórias, há quem as invente,
mas a verdade é o encanto que pulsa na gente.
No livro divino, o profano não se faz sagrado,
mas é arte, é encanto, é o sonho acordado.
Embora o brilho se perca em quem só 'vai na onda',
o riso e a festa fazem do mundo o seu grande Carnaval."
"O tempo passa e a vida é incerta demais para não ser vivida. Entre as surpresas que nos pegam de surpresa, sejam boas ou ruins, nossa única certeza é seguir no caminho da fé.
— Roseli Ribeiro"
"Há um riso no rosto, um brilho fugaz,
Entre vozes e grupos, a saudade se faz.
Embora rodeado, o vazio é certeiro:
No meio da gente, o ser continua solteiro."
Roseli Ribeiro
Entre o Marasmo e o Abismo
O instante em que percebemos que a vida vai além do piloto automático nos causa um estalo, um quase colapso. Ficamos divididos entre o marasmo da zona de conforto e o abismo do novo. Mudar assusta; a incerteza gera insegurança. Mas existir na nossa mais pura autenticidade exige o salto. E se o salto causar instabilidade? O remédio é tentar, falhar, aprender e evoluir. Esse é o propósito.
Se para morrer basta estar vivo, para viver é preciso coragem para acreditar em si mesmo. O amor traz o risco do sofrimento, e amar exige a força de saber que ele permanece, mesmo nos dias mais cinzentos. Às vezes, porém, amar significa desapegar. Deixar ir para um lugar distante, um recomeço silencioso.
A grande virada de chave é a autossuficiência. O amor-próprio não nos fecha para o mundo, mas nos acolhe. Ele nos lembra que somos dignos do afeto alheio, mas, acima de tudo, que fomos feitos para ser o grande amor da nossa própria vida.
Há lembranças que não vão embora.
Elas ficam na música,
na rua,
no silêncio entre uma mensagem e outra.
Algumas ausências ocupam mais espaço
do que muitas presenças.
Mas a vida continua.
O rio segue seu curso,
o vento atravessa as estações,
e o tempo não pede permissão.
Talvez a coragem não esteja em esquecer.
Talvez esteja em seguir em frente,
carregando as memórias
sem permitir que elas carreguem você.
Lucci Santz
