Amor entre Almas

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Poesia — “Entre Fronteiras”

Estou entre a linha do riso e do choro,
Entre o passado que grita e o presente sem coro.
Entre lembrar e deixar pra lá,
Entre o que fui… e o que ainda há.

Amigos pedem, memórias puxam,
O coração sangra, mas as mãos ainda ajudam.
Quero cuidar de mim, mas me dou demais,
E acabo vazio nas madrugadas reais.

Feridas que não cicatrizam,
Nomes que ainda se repetem na brisa.
Aquela pessoa… ainda me fere em silêncio,
E as lágrimas… escorrem por dentro.

Mas mesmo assim, permaneço.
Mesmo em pedaços, eu mereço.
Mesmo perdido, sei que há direção.
Mesmo doendo, há força no meu coração.

E se hoje sou sombra, amanhã serei sol,
Não mais ingênuo, mas inteiro e melhor.
Porque quem sente assim tão fundo,
Carrega o tipo de alma que transforma o mundo.

⁠"Entre em sintonia com quem você realmente é. Sua essência tem respostas, só precisa ser escutada."

Entre um domingo sem trabalho e um domingo sem fazer nada, prefiro o primeiro.

Com planejamento, transparência e o equilíbrio entre os poderes, construímos a cidade do amanhã, transformando a gestão pública em um legado de compromisso e eficiência para todos.

Navegam pelos mares e acreditam ser livres vivendo entre a proa e a popa da embarcação.
O sentimento pode estar dissociado das palavras.
A opinião da quem quer, a explicação só quem precisa.
- cvsmailart.'. -

Nosso sistema nervoso é a interface entre o nosso estado interno e o campo ao nosso redor. Ele transmite se estamos abertos ou fechados, expandidos ou retraídos, regulado ou reativo.

Ele é mais poderoso do que as palavras e os pensamentos: É o que o campo manifesta.

Ainda sinto o cheiro do chão daquele dia
E como a brisa passava entre meus braços


As lembranças da vida nos dão vida
O corpo no presente a mente no futuro e o coração nos tempos passados

O advogado criminalista é o último bastião entre o poder punitivo do Estado e a dignidade do ser humano. Onde todos calam, ele fala. Onde todos julgam, ele defende. E quando todos desistem, é ele quem insiste. Por isso, exercer a defesa técnica, com destemor, rigor e humanidade, não é apenas uma garantia do acusado, é um serviço essencial à própria Justiça.⁠

Existe um grande hiato entre o que foi dito, o que ficou subentendido e uma boa conversa franca entre amigos.

Entre espadas, corregos e estradas.
Noite perfeita no nosso país.
Somos iluminados, pela aurora,
Que outrora brilha além do mar

A gente às vezes está tentando
colocar limites entre nós em certas coisas, né...
E quando a gente menos espera,
Estamos feito bobos
olhando um pro outro 🤤


(05 de Setembro de 2025)

O infinito não está nas estrelas que contemplamos, mas no intervalo entre o olhar e o que é olhado; ali, nesse espaço invisível, mora o mistério que une carne e espírito, como se cada respiração fosse um fio sutil ligando o efêmero ao eterno.

O vento batia no meu rosto com tanta rapidez quanto as pernas entre 2 rodas da motoquinha, nesse momento só tinha 1 única rota onde o final era sair correndo e voltar ao início dela, inúmeras vezes. Eu podia falar de coisas que não existem e fugir dos monstros que a gente via, podia falar por horas e também não conseguirem arrancar nem se quer uma palavrinha minha, meu nome.
O vento batia em nosso rosto com tanta rapidez quanto as pernas que faziam força para descer mais rápido, em um morro, nesse momento o final da rota podia ser um céu estrelado ou bem azul. Eu podia falar do mundo dentro da minha cabeça enquanto o mundo explorável de fora aparecia e você corria, ás vezes mais longe que eu nem ser quer poderia te ver nem falar, seu nome.
O ar e o fogo. Quanto mais vento mais fogo. O vento soprava meu rosto, o vento soprava seu rosto, nesse momento não tinha mais rota, você é o vento, eu o fogo. Enquanto o vento quer ir, o fogo que ficar, enquanto o vento derruba, o fogo consome, enquanto o vento refresca, o fogo aquece. Juntos existem, separados existem. Eis a vontade do fogo que queima. Eis a vontade do vento que sopra. Quanto mais vento mais fogo. O sol batia em seu rosto enquanto com tanta rapidez nossas pernas pedalavam e o vento batia em meu rosto, do meu lado está você. Em um dia de verão. Em um dia divertido. Em um dia não tão divertido. Lá está você.

“Ser feliz é saber fazer a distinção entre seus próprios acertos e erros, e conviver em paz com suas escolhas.”

Entre produzir e preservar é possível conciliar.

A vida é dividida entre:
A razão e
A vontade,
Quando o coração
Transborda
De vontade
Nem sempre
Haverá razão

Neste Dia dos Pais, o coração se volta para aqueles que já não estão mais entre nós.
A saudade aperta, mas o amor que deixaram permanece vivo, guiando nossos passos.
Hoje não há abraço, mas existe a certeza de que, onde estiverem, continuam sendo nossos heróis para sempre.

ENTRE O SONO E O DESEJO

No limiar da noite, ela surgia,
e vinha envolta em véus de claridade;
seus olhos, dois abismos de saudade,
tinham a cor da dor que não se esfria!

Jamais tocada, sempre se esvaía,
na dança lenta da minha ansiedade;
mas sumia, ao toque da verdade,
como a bruma que o sol desfaz ao dia!

Então, já no fim da madrugada, volta
e me sussurra um verso derradeiro:

“— O amor é sonho imortal e constante”!

Então desperto só, mas sem revolta,
com seu perfume preso ao travesseiro,
cheio de esperança daquele instante!



Nelson de Medeiros

08/03/2023, no auge da pandemia.

"Nossa vida é como uma roda-gigante: entre altos e baixos, cada volta traz um novo horizonte."

Entre o Coração e o Vazio


Há um abismo entre a boca e o coração,
um espaço onde os sons nascem e morrem
antes de alcançar o ar.
A língua repousa como um animal adormecido,
com medo de morder a própria carne.


Ele caminha entre rostos como quem atravessa um campo minado,
sabendo que cada gesto pode ser a explosão
que revelará a dor que carrega.
Prefere a distância à confissão,
prefere o eco vazio ao risco de ser visto.


As noites tornam-se longas
quando se guarda demais.
Os pensamentos crescem como raízes cegas,
procurando saída por frestas
que nunca se abrem.


O corpo aprende a calar antes da mente decidir,
uma disciplina antiga, quase cruel,
como um monge que jejua até esquecer o sabor.
O coração se torna um cofre de ferro,
sem chave e sem promessa de resgate.


Há uma ciência amarga em fingir normalidade,
em sorrir como se nada fosse urgente.
A arte de sobreviver está em parecer intocado,
mesmo quando por dentro
a própria alma se despedaça em silêncio.


Afastar-se é mais fácil do que explicar.
A ausência não exige justificativa,
apenas se instala como neblina,
apaga contornos
e esconde o que nunca foi dito.


Mas o que se evita pesa.
É um fardo que se acumula nos ombros,
uma sombra que cresce e acompanha os passos,
lembrando que todo silêncio é também
um grito sufocado.


O funeral acontece sob um céu pesado,
o cheiro de flores murchas e terra úmida
envolve os que choram com um peso invisível.
Ele observa de longe, sem se aproximar,
como se a morte fosse apenas mais um lugar
de onde é melhor se manter distante.


O caixão desce lentamente,
e todos ao redor murmuram despedidas
que ele jamais conseguiria dizer.
Os sinos soam como o eco de tudo que ficou preso,
e naquele instante,
ele percebe que enterra junto o que nunca teve coragem de oferecer.


Ele caminha sozinho pela rua deserta,
o corpo frio como pedra,
e pela primeira vez entende que não é o mundo que o abandona,
é ele que se abandona ao vazio
até que o próprio coração pare de chamar por socorro.