Amor entre Almas
A vida é como o dia que amanhece e logo anoitece. A vida é como o sol que nasce e logo se põe. A vida é como as correntezas das águas que seguem o seu destino sem nenhum empecilho, passando rapidamente sem parar e sem jamais retornar por onde passou. A vida é como a erva que cresce de madrugada, mas a tarde logo murcha e cai. A vida é repentina como o vento que pssa e logo desaparece. Por isso, é importante enquanto você viver procurar tornar cada dia da sua vida significativo e único. Aprenda com a rapidez da vida a ser mais ligeiro para você amar mais, sorrir, abraçar, sonhar, acreditar, lutar e realizar. Também aproveite o máximo que você puder para se divertir com os outros nos bons momentos. Sempre evitando conflitos alheios e as mágoas causadas por aqueles que não gostam de você. Pois, essas coisas podem te tornar estressado, triste e doente, ou até mesmo fazer o seu coração parar. Portanto, faça valer a pena o viver agora, se preocupando mais no cuidado de si mesmo, para ficar bem. Vivendo com todo o esforço que você puder, para tornar seus dias, cheio de paz e felicidade!
Lancei ao mar todas as memórias de ti.
Para que as quero eu guardadas como preciosas pérolas se me permaneces no ventre.
O silêncio é sempre a melhor opção.
Seja ele de escárnio, de desprezo ou até mesmo do mais profundo amor.
Este local filho meu, o mundo,
este local meu filho tão sublime e tão cruel, onde tanto sofremos, tendo como grande e única certeza a morte, por tanto te amar não me permitiu a sublime alegria de te parir, mas sempre me ficaste no ventre de todos os silêncios embalando-me as mãos de estrelas.
Porque te amei a vida inteira, tenta ao menos entender as palavras que nunca te disse, em todos os gestos que te dei.
Todos os dias te chamo
envolta no negrume
desta minha alma vazia.
Todos os dias emudecem gritos
na garganta
paridos nesta agonia
de viver sem saber para quê!
Ninguém sabe
de que néctar nos lambuzámos,
de que luz nos incendiámos
na lânguida tela, primordial e eterna
inebriada de papoilas
e trigo por ceifar.
Ninguém soube,
nem eu sequer
o quanto te amei.
Todos os dias te chamo
e tu vens afoito, sorridente
comemorar comigo Vida
ao entardecer na tapada.
E com amoras nos olhos
samambaias no rosto
adormeces-me neste exílio
de terra fecundada
onde me dou por inteira,
sangue, pele, artérias
indignação
e coisa nenhuma.
Todos os dias me adormeces
num beijo de colibri
para que esta dor imensa
renasça flor.
Diga palavras bonitas, tenha gestos de ternura para com aqueles que ama, enquanto lhe é possível.
O instante seguinte pode ser nunca mais.
Quando te deitares comigo
não pises as camélias
que trago no olhar
e me afagam a púbis
neste vale encantado
de luxúria
entre lençóis,
nem beijes a nudez
do meu silêncio.
É tarde meu amor,
tão tarde.
Peço-te
que teu cálice transborde,
enlouquecidamente
a saudade
que me morde as entranhas,
enquanto eu…
…eu apenas trago corais nos sentidos
e asas nos pés.
© Célia Moura, in “No Hálito de Afródite”
A gratidão que me emociona é aquela que consegue superar todo o Mal que contra nós um dia foi dia lançado.
Como tal resplandeço na Luz do amanhecer em todas as mãos que se erguem, e faço tatuagens eternas em silêncio, numa enseada de Amor, elevando meus braços ao céu, firmando e confirmando minhas preces por todos os meus Irmãos.
A fé, a espiritualidade de cada um é algo que não tem uma explicação racional, assim como o amor por alguém não exige explicação.
Em ambas as situações, ou se sente ou não.
Em todas as situações, o respeito pelo próximo e a liberdade de expressão.
A grande tortura, talvez uma das mais nefastas
é não saber amar e possuir uma imensa incapacidade
de receber Amor.
Esquece a aprovação do mundo.
Que te importa se te aceitam, julgam, condenam ou amam?!
Que importância poderá ter, ser aceite hoje, se te irão cuspir amanhã!
A melhor forma de me vingar da minha própria miséria, da impotência perante mim mesma, é dando, é fazendo pelos outros o que nunca consegui fazer por mim.
Nunca encontrei maior vingança do que esta!
