Amor Encontro
Estrela Apaixonada
É muita discussão inútil
Essa do gênero ter que ser oposto, no afeto
Nem os anjos possuem sexo
O diferente não precisa ser secreto
No firmamento, um amor forte e sincero
Fez o coração de uma Estrela transluzir
Não foi pelo sol, nem por um planeta
Mas pela Lua, o que a impediu de se despir
A Lua na sua fase nova e sedutora
A Estrela, uma experiente cintilante do breu
A insegurança racionalizou o medo do desafio
E, da Lua, o seu sentimento ela escondeu
Nestes versos, as partes são femininas e ficam claras
Mas a atuação do gênero é a surpresa nessa magia
De um lado a Estrela, uma mulher de muitas fases
Amando a Lua que é um homem, na anatomia
Como pode ser a Lua "um encantador" de coração estelar?
Como é possível o amor de uma Estrela, que vive a nadar distraída entre as constelações, escolher a instavel prateada
Se no universo há tantas luminosas amantes da estabilidade a espera da flexa do cupido
É porquê não existe acaso. No destino a surpresa também faz sua morada
Esse amor mágico teve a influência de um masculino guerreiro
Do satélite, São Jorge é o ilustre habitador
À Lua é atribuído o gênero feminino
Mas, dos seus desejos, é um autêntico cavaleiro o seu administrador
Se as Estrelas resplandecem em muitas cores
Na formosa Luna, de veste prata, o olhar, reluz esmeralda
E a esperança traduz o sonho da enamorada
De que um dia um cometa a leve até o coração da Lua, na sua calda
A lunática mutante irradia encanto e promove inspiração
Mas do pedestal da sua imponência
Sequer desconfia do amor da singela ponteaguda do negro altar
Se o anseio Estelar não puder passar de um sonho
Que a distância imposta, não a torne opaca e a mantenha salutar
Nessa história celestial, a Estrela é uma fêmea que se apaixona
A Lua, é um homem que não sabe ser amado pela star
Mas não importa o protagonismo ser o feminino e o masculino
Se, com sorte, dois corações pulsarem simultaneamente, sob as bênçãos do destino, não perca tempo pra se entregar.
E não importa o Tempo que vai durar.
Encontre-se para ficar inteiro. Resolva-se e, depois disso, relacione-se. Ninguém merece pedaços de pessoa.
Em uma conversa pra lá de produtiva, numa sexta que mais parecia um sábado, eis que surgem altas analogias em meio às palavras que mais pareciam versos em forma de diálogo.
Mesa de bar também é poesia, é prosa, é metáfora.
E que endossa, à medida que as inspirações veem e que vão também.
Papo vai, papo vem...
Me pego falando sobre o amor e como fiz referência dele na teologia.
Diria que no amor de Cristo, para ser mais exato.
Jesus disse que eis que está a porta e bate, se a pessoa abrir a porta, Ele entrará e ceará com a pessoa. Fiquei pensando que algo semelhante ocorre com o amor. Afinal, Deus é amor, e o maior mandamento é o amor.
Em meio a este pensamento, fiquei pensando que o amor não entrará em nossas vidas se a porta estiver fechada. O amor é um convite, é dádiva, é presente, é algo que se apresenta para conosco quando estamos dispostos a abrir a porta e deixá-lo entrar.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que a porta esteja fechada.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que a casa não esteja arrumada.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que o destinatário ainda não seja você.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que ele esteja esperando um convite para entrar.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que ele já esteja em você, e amor você já é.
Se o amor não chegou ainda, pode ser que a porta está entreaberta, e o amor não fica onde há dúvida. Acredite!
Estava escrito e não tem como negar. Nos encontramos anos atrás, nos perdemos, mas acabamos de nos reencontrar. Um reencontro é um sinal que a vida estava nos preparando para o agora. Que bom que encontrei você nesse meu agora.
Conexão.
Uma palavra tanto quanto ambígua nos dias atuais.
Estar conectado nas redes sociais e estar conectado com as pessoas à sua volta, tudo ao mesmo tempo, é praticamente impossível.
Conectar-se pessoalmente a alguém significa estar totalmente presente e disponível naquele momento vigente, de corpo, de mente, de coração, de sentimento, acessível energeticamente, possibilitando o vínculo da conexão física, mental e psíquica. A conexão ocorre pela qualidade do tempo oferecido, e é percebida pelos que escolheram estar ali, naquele instante de sua curta existência.
Um encontro acontece quando há uma vontade unânime de todas as partes envolvidas em sintonizar um momento no tempo, no espaço e no coração, para dar e receber. Ás vezes, acolher, ás vezes, ser acolhido. Um encontro é um presente incomparável, pois não há nada mais valioso do que o tempo que alguém dedica a outro alguém. Um encontro é, além de reunião de corpos, uma junção de almas.
Conectar-se a alguém virtualmente significa deixar de estar presente pessoalmente, para estar “interligado” em uma rede de ausentes, porém, urgentes. É, portanto, escolher estar em outro lugar que não aqui, e também que não lá. É proporcionar o afastamento do real, da vida que está acontecendo no tangível, para divagar no intangível do virtual.
Quero de Volta
Quero de volta minhas noites de chuva, minhas estrelas, meu céu nublado e o vento cortado.
Minha lua em todos os estágios. Nova, crescente, quarto crescente, cheia, minguante e quarto minguante.
Deitar na grama, na areia ou na terra para viajar no espaço e ver as figuras que se formam com o movimento das nuvens. Balançar na rede e embalar a rede.
O papo solto, os assuntos proibidos, os assuntos leves e também os pesados. As verdades de qualquer estirpe.
As músicas de qualquer espécie. As espécies que falam da gente e que falam nada. Que fazem sentido e que sentido não tem.
Quero de volta o acordar mais tarde com o peso do teu corpo e o carinho de um beijo.
O roçar de dedos, de mãos, de pernas, de narizes, línguas e corpos, do roçar das mentes. Os prazeres, arrepios e gozos.
As pernas que pesam umas sobre as outras, as pernas que descansam umas nas outras. As pernas que seguem as mesmas trilhas, que caem e se levantam, que se cortam e se cuidam.
Os pés que acariciam outros pés. Os olhos e olhares diretos, furtivos e de lado. O cuidado do corpo, da alma, das feridas, dos achares e dos pensares.
As brincadeiras sem graça com grandes risadas, risadas que não acabam e risadas da seriedade.
Quero de volta a honesta palavra e a atitude honesta. O reto, sem subterfúgios, as escolhas diretas, a prioridade, o correto jeito das coisas.
A transparência das roupas, da alma e da mente. As corridas, os treinos, a endorfina, o prazer da diversão a cada passo, a cada papo, a cada abraço, a cada pingo, pingo de suor, suor que encharca, encharca o corpo e a alma.
Quero de volta meus sonhos, meus pesadelos, minhas ilusões, minhas desilusões, fantasias, viagens e imaginações.
Quero de volta as surpresas feitas, as surpresas recebidas.
Quero de volta a alegria pura, a felicidade gratuita, o encontro por acaso e também o descarado.
Quero de volta o namoro na chuva.
Do valor que se dá
E lá estava ela, no alto, no topo da frondosa e imponente árvore. Seu ninho parecia o mais belo visto daquela distância na ponta do penhasco que se erguia acima da floresta.
Naquele ninho teria encontrado o que procurava. Não era um ninho qualquer, mas sim um amontoado de gravetos torcidos e entrelaçados com pitadas de paixão, amor, prazer, esforço e dedicação.
No começo aquele lindo ninho supria as necessidades plenamente. Mesmo que estas fossem aumentando, e se tornando descabidas, até que em um momento, um segundo, um instante, tornou-se pouco relevante.
Desde então o ninho foi deixando de suprir as necessidades, em um primeiro momento puramente por se sentir pouco valorizado e solitário. Ela mal percebeu o que acontecia, pois passava o tempo a voar. Parecia ter se cansado ou se desinteressado daquilo que conquistou arduamente.
Lá fora tudo parecia mais lindo, mais intenso, mais gostoso, melhor. E a cada voo, mais parecia perceber que a felicidade estava lá, lá do outro lado, em outro lugar naquela floresta, linda, quente, úmida e cheia de possibilidades de novas descobertas.
O ninho ali permaneceu e se entregou. Já não tinha mais o valor que outrora tivera. Desistiu de qualquer esforço uma vez que logo percebeu do que se tratava. Uma ilusão comum, gerada por aves comuns que se faziam parecer diferentes, especiais, mas apenas estavam travestidas de penas compradas que lhes encobriam as verdadeiras. Compradas nas pedras, nos galhos altos, nos galhos baixos, nos cantos e recantos da floresta.
Ela voando avistou outros ninhos, cada um mais belo e interessante que o outro. Uma libélula amiga do ninho, pousada em prosa com ele, passou um tempo a observar o que ele observava e se manifestou. “Olha meu amigo, o que vejo é o simples vazio. Um mimo ao ser ganhado e conquistado deixa de ter valor para dar lugar a outro mimo mesmo que este seja o mesmo mimo.” O ninho suspirou e sorriu. Estava pronto para receber nova visita, novas penas que não se soltassem com facilidade.
Ela pousou em um destes ninhos e foi feliz, logo depois noutro e feliz foi novamente e noutro e noutro e noutro. O problema é que entre um e outro momento de felicidade dava-se o seu contrário. A infelicidade. Ora, dizia ela, sempre culpa destes ninhos.
Num destes momentos de insatisfação avistou o ninho no alto, no topo da imponente árvore e sentiu-se como sempre. Que ninho belo e interessante. Pensou logo que poderia dar umas rodopiadas por lá para ver como estava. Mas ele estava diferente. Mas era o mesmo, igual. Ficou intrigada.
Ela, num dia alisando as penas nas pedras para embeleza-las encontrou outra. Outra que contava garbosa como era seu ninho. Ela então se deu conta de que aquela conversa trazia saudades. Saudades do mesmo ninho, mas que agora aninhava outra.
Restou-lhe voar e encontrar outros ninhos, um aqui outro acola. Ou talvez o contrário pudesse se dar e esta história seria outra.
Existe visivelmente a viveza de um olhar confiante nos teus olhos tão chamativa quanta a tua beleza, uma veemência que não floresce para todos, apenas para quem cultiva a tua essência com um amor honroso, que não contribui para o desperdício do teu valioso tempo, que faz de um simples momento ser grandioso, fomentando um incessante desejo a cada encontro, pois sabes que és digna de zelo, o qual é imprescindível para ser parte do teu mundo que é simplesmente intenso.
Mas quando eu te olhava e o mundo parava, nada disso existia, seu sorriso se abria e uma conexão acontecia.
Queria que entendes-te meu coração
Só ai saberias o que sinto
Entenderia os temores que tenho
A felicidade que me traz seu sorriso...
Descobriria porque tando zelo
Encontraria o porque de tanto carinho
A calma que sinto ao seu lado
Desvendaria a minha cara de bobo...
Bobo com cara de apaixonado
Apaixonado com cara de criança
Criança com cara de que encontrou...
Encontrou,
Encontrei,
Encontramos...
No momento em que resolvi levantar e sair, me pediram para ficar. Foram os melhores cinco minutos do encontro.
Todos precisam aprender a viver. A cada dia, me esforço um pouquinho. A dificuldade principal está em saber quem eu sou e onde estou. É como procurar na escuridão. Se alguém me amasse como sou, talvez, finalmente, me pudesse encontrar.
E qual mulher nunca sonhou com beijo roubado, um encontro não programado e um gato assim ao seu lado.
E qual mulher nunca sonhou com um amor eterno, uma amiga no inferno e um cartão de crédito ilimitado.
Tudo em mim se encaixava nele de maneira perfeita, como se fôssemos peças soltas e sem sentido até nos encontrarmos. Era tão maravilhoso que eu queria ficar assim para todo o sempre, amém.
Ela hoje acordou com um sorriso acompanhado de uma ansiedade.
Eles haviam combinado de se ver, ela quer muito que isso aconteça.
Ela cria ilusões em sua cabeça, filmes do que fazer para que possam aproveitar o máximo de tempo juntos, desfrutando do amor e do prazer. É isso mesmo, do prazer... pois seus corpos ao se encontrarem ascendem uma chama incontrolável, e eles mal conseguem se conter. Ela quer que tudo seja perfeito e pensa em inúmeras coisas para fazerem.
Tenta não se intimidar e torna aquele momento único. Por que ela o ama e o que ela quer é que dure por muito tempo esse amor, esse romance, essa chama, essa força maior que os puxam rumo ao outro.
. Quando os dois se encontram, não pensam em mais nada a não ser aquele mundinho em que estão, aquele momento, e a vontade é de se amar ali mesmo no carro estacionado em qualquer lugar que seja.
As horas não passa e a ansiedade bate forte... ela não consegue se concentrar em mais nada, além daquele relógio ali, no cantinho do seu computador.
Não sei ao certo quando comecei a vê-la com outros olhos, talvez meu inconsciente tenha guardado todas as suas provocações e sorrisos de uma vida inteira, para que quando nos encontrássemos não houvesse para onde fugir.
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