Amor em Silêncio
O silêncio diz tudo
Mas dá margem pra pensar
O silêncio revelador
Não impede de sonhar
Consegue captar o som
Das batidas de um coração
Que está à espera
Deixa sentidos em alerta
À espera de acontecimentos
Com nada pra dizer
Com tudo pra viver
À espera de você
Silêncio...
Esse teu ar de reprovação
Faz calar a voz da emoção
Em uma boca com vontade de gritar
Cautelosa prudência
Inquietude constante
Estudo das reações
Sonho distante
Silêncio...
Olhe para estrelas
Posso ver você
Todo desejo
A noite ganha vida
Em silêncio imagino você
Diga que pensa em mim
Angustiante conflito
Sinto seu toque
Cheiro seu corpo
Um beijo doce
Invade meus pensamentos
Cabeça a mil
Uma certeza
Você vai lembrar de mim
Desnecessário silêncio
Nada foi em vão
Através dos olhos do marinheiro, navio em alto mar; T-R-A-M-A; Eis que vejo uma ilha, aprazível, peculiar, tão distante; Terra à vista! Não há como alcançá-la. O mar se agita, ansioso; marinheiro isolado, pusilânime, consternado. Anela por tal ilha, atraente a teus olhos. Sabes, óh marinheiro, que não cederás, lutarás até obter tua tão ansiada ilha. Conquistá-la seria triunfo, felicidade plena, poder um dia, chamá-la de tua. Doce ilha, por que não repara no marinheiro que tanto te mira? Concede-te enfim, óh garota ilha, ao marinheiro que te ambiciona dia após dia; ama-te em silêncio. Marinheiro e eu, eu e marinheiro, mirando alcançar uma só ilha, uma só garota, você, minha garota ilha.
Simplesmente me abrace
Abraça-me numa dança
ao som sedento na pele.
Apele com pudor
e não se cansa de viver doce amor.
Abraça-me numa dança.
Escreva em mim tua melodia,
dou-te um poema em canto
encanto que és dos meus dias.
Abraça-me numa dança.
Decore todo o meu corpo;
faça de mim harmoniosa poesia,
um instrumento de sopro.
Abraça-me numa dança.
Mais uma vez me abrace.
Deixe que a pele abrase;
refresque teu suor no meu corpo.
Abraça-me numa dança doce amor!
De joelho rezo sobre teu corpo.
Alma fria
O Ser registra-se em foto, não mais em fatos. Pena em um tinteiro ressecado. Múltiplas faces e folhas rasuradas. Vida em continua ilusão...
Noite calada e fria,
tempo em paz
fina sintonia...
me conecto a mim
só a mim
deixo o que ficou para trás.
Aqui jaz minha agonia.
A noite sombreou a saudade
e eu alma transparente, adormeci ilusória realidade.
Em ti ficou eternizada a minha lealdade.
