O amor é o único erro de cálculo que vale a pena cometer num universo indiferente; é a única forma de cuspir na cara do nada e dizer: "Hoje não, hoje eu escolhi a alucinação de ser importante para alguém".
"O amor é uma confluência de anomalias afetivas que subsumem a ígnea vontade de perpetrar o paroxismo na egrégora do outro. Amar é concatenar a inefabilidade do desejo com a contumácia do apego, resultando em uma simbiose estrambótica onde o solipsismo se dissolve na abjeção do eu em prol de uma quimera vituperável."