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Amor de Tios

Cerca de 331860 frases e pensamentos: Amor de Tios

Se as viagens simplesmente instruíssem os homens, os marinheiros seriam os mais instruídos.

Causam menos danos cem delinquentes do que um mau juiz.

Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas.

Um devoto é aquele que, sob um rei ateu, seria ateu.

O orgulho é o caminho do erro.

A religião supre o juízo e a razão que falta em muita gente.

A ignorância, lidando muito, aproveita pouco: a inteligência, diminuindo o trabalho, aumenta o produto e o proveito.

O valor do casamento não está no fato de que adultos produzem crianças, mas em que crianças produzem adultos.

Não fazer nada, é ser vencido.

Aquele que perde a reputação pelos negócios, perde os negócios e a reputação.

É pelos defeitos que podemos governar os que nos amam.

Uma coisa não é justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa.

As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes.

É que a sabedoria é um trabalho, e sermos apenas sensatos custa muito, pois para se fazerem asneiras basta deixarmo-nos ir.

A maior parte dos homens utiliza a melhor parte da vida para tornar a outra infeliz.

Queixam-se muitos de pouco dinheiro, outros de pouca sorte, alguns de pouca memória, nenhum de pouco juízo.

Deus, arquitecto do universo, proibiu o homem de provar os frutos da árvore da ciência, como se a ciência fosse um veneno para a felicidade.

Tendo a ser, mas pouco:
resta ainda um tempo
que me espera e reclama.

Um homem só está seguro daquilo que possui.

Fábula: A Raposa e a Cegonha

A Raposa convidou a Cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.

-Você não está gostando de minha sopa? - Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.

- Como posso gostar? - A Cegonha respondeu, vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.

Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.

- Hummmm, deliciosa! - Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo - Você não acha?

A Raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

MORAL: às vezes recebemos na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.