Amor de Primo

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Dizem que amar é encontrar a outra metade, mas a verdade é que o amor é o avesso da falta. Não precisamos de nomes para aquilo que nos preenche os olhos antes de sabermos falar. No silêncio de um sonho, uma mão desconhecida segura a nossa e, de repente, o universo inteiro faz sentido sem precisar de uma única explicação geográfica ou cronológica.
O amor real — aquele que a sua mente desenhou na doçura de um olhar meigo — não pede documento, passado ou promessas de futuro. Ele opera no agora absoluto. É a certeza mansa de que duas existências se cruzaram na imensidão do tempo só para dizer: "Eu existo, e você também.

O amor é só o amor, ele não muda ..mas nos achamos que sim, e oqe fazemos é pregar uma peça ⁠bonita em nossas vidas acreditando firmemente que teremos um final feliz

"Dói na alma ver quem doa, ajuda, trabalha honestamente e espalhar o amor de Jesus ser chamado de errado, enquanto os verdadeiros corruptos e maldosos posam de salvadores."

"Quem tem o amor de Jesus no coração não precisa de discursos vazios; ele demonstra a sua fé na prática, comprando, vendendo, doando e ajudando o próximo com honestidade."

"Eles chamam a desordem, o egoísmo e a rebeldia de 'amor universal', mas tratam a pureza, a justiça e os passos de Jesus como intolerância e ofensa."

"Eles chamam a rebeldia e a maldade de 'amor livre', mas transformam a mansidão, a verdade e os ensinamentos de Jesus em alvo de ódio e zombaria."

"Eles chamam a rebeldia egoísta de 'amor livre', mas detestam o sacrifício, a renúncia e a retidão que o verdadeiro amor de Jesus exige de cada um de nós."

"O amor verdadeiro de Jesus exige renúncia ao mal, e é exatamente por isso que a humanidade corrompida o rejeita: eles preferem uma falsidade que os deixe continuar pecando do que uma verdade que os transforme."

"Dói profundamente ver a mentira receber tapinhas nas costas e o amor verdadeiro de Deus ser espezinhado por uma humanidade que prefere o barulho do pecado ao silêncio da paz de Cristo."

"Não aceitam o amor verdadeiro porque ele não compactua com o erro; preferem a ilusão da rebeldia, onde cada um faz o que quer e a inocência do fraco paga a conta."

"O que chamam de 'amor livre e rebelde' nada mais é do que a desculpa perfeita para justificar a maldade, a trapaça e o desprezo por tudo o que é sagrado e verdadeiro."

"O amor de Jesus exige renúncia ao erro, conversão e caráter. É por isso que os corruptos o rejeitam: eles não querem a verdade que liberta, querem a rebeldia que valida o seu pecado."

Medo do amor?
Bobagem ter medo de algo capaz de nos fazer voar com os pés no chão.
Não fuja.
Não pense.
Apenas sinta!

​"Que hoje eu costure amor em cada detalhe, ponto a ponto, tecendo uma história de luz."
Ro Matos
​

Você também merece
ser o lugar tranquilo onde
o amor pode descansar.


Ro Matos

Se o objetivo da humanidade é o bem, a bondade, o amor, como se pretende; se o objetivo da humanidade é o que foi expresso nas profecias, que todos os homens hão de se unir pelo amor, que as lanças serão fundidas e transformadas em foices, e assim por diante, o que é que estorva o caminho para este objetivo? As paixões. A paixão mais forte e pior, a mais insistente, é o amor sexual, carnal, e por isso, se forem destruídas as paixões, inclusive a derradeira, a mais forte, o amor carnal, a profecia há de se cumprir, os homens hão de se unir, estará atingido o objetivo da humanidade, e esta não terá motivo para viver. Mas, enquanto a humanidade vive, tem diante de si o ideal, e naturalmente não é um ideal de coelhos ou de porcos, no sentido de se multiplicar o mais possível, nem de macacos ou de parisienses, no sentido de aproveitar o mais refinadamente os prazeres da paixão sexual, mas um ideal de bondade, alcançável pela abstenção e pela pureza. Os homens sempre tenderam e tendem para ele.

Não compreendíamos que o amor e o ódio eram manifestações diferentes do mesmo sentimento animal. Seria horrível compreender a situação em que nos encontrávamos, mas, nem sequer a víamos.

— Surpreende me que os pais consintam. É um casamento de amor, segundo ouço dizer.
— De amor? — exclamou a embaixatriz — Onde foi colher essas ideias antediluvianas? Quem fala em amor nos nossos dias? — Que quer, minha senhora? — disse Vronski — Essa velha moda ridícula ainda não acabou de todo.
— Tanto pior para os que ainda a usam! Em matéria de casamentos, só conheço uma espécie feliz o casamento de conveniência.
— Pode ser, mas, em troca, a felicidade desses casamentos muitas vezes desfaz se em pó justamente porque surge o amor, no qual não acreditavam — replicou Vronski.
— Perdão, chamo casamento de conveniência a esse em que ambas as partes já pagaram o seu tributo à mocidade. O amor é como a escarlatina, todos têm de passar por ela.
— Então, seria bem melhor que se arranjasse maneira de inoculá- lo artificialmente, como se faz com a varíola.
— Quando rapariga, apaixonei me por um sacristão — declarou a princesa Miagkaia — Mas não sei se isto me serviu de alguma utilidade
— Fora de brincadeira — interrompeu Betsy —, sou de opinião que, para conhecermos o amor, temos primeiro que nos enganarmos para depois então corrigirmos o erro.
— Mesmo depois de casadas? — perguntou, rindo, a embaixatriz
— Nunca é tarde para nos arrependermos — observou o diplomata, citando um provérbio inglês.
— Exactamente. — aprovou Betsy — Cometer um erro e, depois, repará-lo, eis o verdadeiro caminho. Qual a sua opinião, minha querida? — perguntou ela a Ana, que ouvia a conversa, calada, um meio sorriso nos lábios.
— Eu acho — disse Ana, brincando com uma das luvas — que se é verdade que cada cabeça cada sentença, há de haver tantas maneiras de amar quantos os corações.

(Anna Karenina)

“Queremos o que não podemos ter, diz o professor Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor. É normal, saudável. O que diferencia uma pessoa de outra, ele acrescenta, é o quanto cada um quer o que não pode ter. Nossa ração de poeira das estrelas.”

O Brilho de Longe


​Nunca te toquei, nem tenho o teu amor,
Habito esse vazio, num sonho platônico;
Mas ver tua alegria estanca a minha dor,
Num laço invisível, suave e harmônico.
​Teu sorriso genuíno é meu guia,
Tua voz doce acalma o meu caminhar,
E a doçura que em teu olhar meigo fia,
É o único porto onde eu ouso ancorar.