Amor de Pai para Filha

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O que fazer das sobras do amor?
O que fazer das lembranças do cheiro, da voz, do toque, dos olhos, das cócegas, dos risos, das viagens, das imagens?
O que fazer das lembranças do abraço, das mãos, do carinho sutil, do carinho voraz, do banho, do café à mesa, dos filmes vistos, criticados, admirados, inacabados?
O que fazer da música escolhida, do beijo prolongado, roubado, do amor no carro, na sala, no quarto?
O que fazer quando o telefone toca e do outro lado não se ouve mais a mesma voz?
O que fazer das mensagens gravadas, das cartas escritas, dos sentimentos impressos, dos presentes guardados?
Mas o que fazer também das ofensas do amor?
O que fazer das lembranças dos gritos, das afrontas, dos olhos marejados, decepcionados, das palavras cortantes, do filme repetido, dos sonhos ruídos, da sensação do desconhecido?
O que fazer com a sensação de culpa, fracasso, impotência, incoerência?
O que fazer dos sentimentos revirados, transformados, do ódio repentino, do amor estilhaçado, quebrado, tantas vezes remendado?
O que fazer da ausência que se sente? Ausência de paz, ausência da ausência, ausência de si mesmo?
O que fazer?
Talvez o tempo se encarregue de apagar as lembranças, de mudar o cenário, de reinventar o passado...Por hoje, não sei o que fazer com tudo isso...

Te esquecer é uma questão de costume. Associei o meu amor á sua voz me pedindo pra não ligar mais. E agora quando sinto vontade de te ver, a vontade de fugir é maior. E quando bate aquela carência de mulherzinha abandonada me olho no espelho e percebo que sou muito gostosinha pra fazer esse papel. E desde aquele dia eu resolvi destruir todas as pontes que me levavam até você. E hoje quando penso na gente, parece tudo tão distante que eu mal consigo lembrar que cor eram os teus olhos, embora ainda lembre da sensação de olhar pra eles. Esquecer é uma questão de aprender a desgostar. E você tem me ensinado a fazer isso do pior jeito possível. Do jeito eficiente. E isso dói ao mesmo tempo que alivia. É como se eu estivesse apanhando tanto que minha alma começa a ficar dormente até não sentir mais nada. É o meu jeito de me curar. Me destruir pra destruir o que tem de seu aqui. Depois eu me refaço só com coisas minhas. Porque no fim, a única coisa que vai apanhar até morrer nessa história é a minha paixão por você. E eu vou sair inteira, mesmo que com alguns pedaços a menos. Pedaços que nunca foram meus mas que carreguei por algum longo tempo. Pedaços seus. Pedaços nossos. Agora, lixo.

Te mando retalhos de amor.

Sabe aquele pote de feijão que você achou que era sorvete? o amor é mais ou menos isso.

Não temos nada além do amor.
Não temos antes, princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
- Louco, é assim o amor.
Colhe-me, colhe-me, colhe-me!

Você me ensinou o que é o amor.
Não choro, porque você me ensinou a sorrir.
Não sofro, porque você me ensinou a amar.
Não morro, porque você me ensinou a viver.
Mas se algum dia você deixar de existir,
eu choro, sofro e até morro.
porque a única coisa que você não me
ensinou, foi viver sem você.

"Que todo mundo tenha um amor quentinho.
Descanso pro complicado do mundo.
Surpresa pra rotina dos dias.
A quem esperar.
De quem sentir saudades.
Um nome entre todos.
O verso mais bonito.
A música que não se esquece.
O par pra toda dança.
Por quem acordar.
Com quem sonhar antes de dormir.
Uma mão pra segurar, um ombro pra deitar, um abraço pra morar.
Um tema pra toda história.
Uma certeza pra toda dúvida.
Janela acesa em noite escura.
Cais onde aportar.
Bonança, depois da tempestade.
Uma vida costurar na sua, com o fio compriiiiido do tempo."

Tudo que você realmente precisa é amor e um pouco de chocolate.

Essa sua parede pode afastá-la da dor, mas também pode afastá-la do amor.

Meus irmãos, eu não vos aconselho o amor ao próximo; aconselho-vos o amor ao mais afastado.

Para mim na base do amor,do carinho e do jeitinho voçê me leva até para o inferno e na pressão,na briga ou na chantagem não leva nem para o céu.

Amor é como um tijolo. Você pode construir uma casa, ou você pode enterrar um corpo morto.

Quando me desespero, lembro-me de que em toda a História a verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e, por um tempo, pareciam invencíveis mas, no final, sempre caíram. Pense nisso! Sempre.

O amor é uma coisa e os negócios são outra.

Nos sonhos e no amor não há impossibilidades.

Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa.

Quando pensar em mim e sentir no peito
uma dor apertar, não chore, pois é o
meu amor tentando sobreviver...

Eu nunca encontrei alguém que pudesse aceitar o amor diário e demonstrativo que eu sinto em mim, e retribuí-lo tão bem quanto eu dou.

Soneto do amor sem fim

Em busca do verdadeiro amor sempre andei
E em cada novo dia uma prece
Não se procura o amor! Acontece
E um dia sem querer te encontrei.

Por um instante houve um silêncio total
Não girou a Terra em sua órbita
Quando olhei não acreditei, te vi a porta
Com um olhar doce e um rosto angelical.

Agora será sempre assim, esse amor sem fim
Adoravelmente nostálgico e sincero
Que sempre me dá mais do que espero
Desse ardente amor reservado para mim.

E com o passar dos longos anos
Seguirei vivendo a cada dia
Em cada palavra, gesto ou mania
Essa maravilhosa tarefa de amar.

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.

Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.

Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do outro,
O outro que eu me supunha, o outro que te imaginava,
Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.