Amor Cigano

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Vamos repensar?

Erich Fromm — “O amor é uma arte.”

“Uma sociedade que ensina a consumir tudo desaprende a cultivar algo. O amor deixou de ser uma construção diária e passou a ser uma expectativa imediata.”

Carlos Eduardo Balcarse

Ao beijo atribuído
sem tom
de amor:
Teu crescer
pouco a pouco
em respirar leve,
de tendências breves
á tudo que se segue;
Decaindo a tarde
ninguém ignora⁠
nada mais
por aqui.

Tudo é possível
ao que crer
no incrível,
que se-nos-deu,
horas vagas
vagariam
de amor implícito
a olho nu;
Num lance de palavras
despertei-te então
tua tão sonhada sinfonia,
ao conservador
saco plástico
chega para ti
o meu presente então.

Vista-se
de amor
e o resto
"mande pro ralo",
é um tal
de bem-me-quer
que consulta
o caso raro;
Eu te digo:
Tem coisas que deixam
"⁠em linha de frente"
um romance
pouco divulgado.

A loucura
da paixão
torna o amor
aparentemente
mais velho.⁠

⁠A contrarregra
do amor
disse:
Ame,
reclames,
sejas feliz...

⁠Se
é levado
á sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre
"Seu amor".

⁠Só darei
meu amor
á ti
se tu
a mim
abrir teu coração...

se eu
te amasse
com exatidão:
certamente
amor não seria...

Onde
há amor
não há
corrupção...⁠

Se é
levado a sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre:
Seu amor.⁠

Quando pensares
em ousar
propor condições
perante
o amor
doravante perderás
a razão.⁠

A vida
prossegue
de temor
em temor
e não há terror
que assole
quando se
é dado
ao amor.⁠

⁠As diretrizes
deste caminho
sussurram
que no amor
nada é em vão.

Amor,
se fosse
pra entender,
poucos o viveriam,
assim:
Todos
na expectativa
de possíveis
melhores dias,
encana,
desencana,
a veracidade
pairando no olhar;
sem promessas
de excelentes venturas
mas ao mesmo tempo
não deixando
de acreditar.⁠

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz

Amor é poesia
Amar é ser um poeta

A CORAGEM DO AMOR QUE ACEITOU O CÁLICE.
Capítulo: XVIII
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Quando contemplamos a oração de Jesus no Getsêmani, percebemos uma das mais profundas demonstrações de grandeza moral registradas pela História. Aquele instante não representa a fraqueza de um Espírito diante da dor, mas a fortaleza incomparável de quem conhecia plenamente as consequências da missão que viera cumprir e, ainda assim, escolheu permanecer fiel ao Bem.

Muitas vezes, a leitura apressada dessa passagem conduz à ideia de que Jesus teria pedido apenas para ser poupado do sofrimento físico. Entretanto, uma análise psicológica, filosófica e moral permite enxergar um horizonte muito mais vasto. O cálice simboliza, igualmente, o peso da incompreensão humana, da violência moral, da ingratidão, do orgulho e da recusa deliberada da verdade por parte daqueles que preferiram silenciar o amor em vez de ouvi-lo.

É admirável a coragem do amor de Jesus. Observemos que Ele não abandona sua missão, tampouco se revolta contra a vontade do Pai. Ao contrário, submete-se integralmente à Lei Divina, demonstrando que a verdadeira liberdade espiritual consiste em harmonizar a própria vontade com a vontade de Deus.

Sob uma perspectiva filosófica, é possível compreender que a súplica de Jesus não revela o desejo de escapar ao dever. Antes, convida-nos a refletir sobre a gravidade moral dos atos humanos. A consumação daquela injustiça representaria um comprometimento ainda maior daqueles que, movidos pela inconsequência, pelo fanatismo, pela vaidade e pelo orgulho, escolheriam condenar justamente aquele que lhes oferecia apenas amor, esperança e renovação.

A tragédia maior não residia na cruz, mas na consciência daqueles que, podendo acolher a luz, preferiram as sombras. O sofrimento físico terminaria em poucas horas; entretanto, as consequências morais das escolhas permaneceriam gravadas na intimidade dos Espíritos, reclamando, ao longo das existências sucessivas, o aprendizado que somente a experiência e o arrependimento sincero poderiam proporcionar.

Sob o aspecto psicológico, o Getsêmani revela uma das maiores lições sobre a natureza humana. O orgulho possui extraordinária capacidade de cegar a inteligência. A vaidade convence o indivíduo de que está sempre certo. A ausência de empatia transforma pessoas em instrumentos da própria violência. Quando essas imperfeições se unem, o ser humano passa a justificar o injustificável, convencendo-se de que pratica o bem enquanto produz sofrimento.

Essa realidade permanece profundamente atual. Mudaram-se os séculos, modificaram-se as vestimentas, evoluíram as tecnologias, mas os conflitos íntimos continuam essencialmente os mesmos. Ainda hoje, quantos julgamentos precipitados destroem reputações? Quantas palavras ferem mais profundamente do que qualquer espada? Quantas vezes o orgulho impede o perdão, e a vaidade impede o reconhecimento do próprio erro?

Continuamos, muitas vezes, repetindo os mesmos equívocos daqueles dias. Ainda existem consciências que preferem a aparência à verdade, o interesse pessoal à justiça, a intolerância ao diálogo e a condenação à compreensão. A cruz, em muitos momentos, deixou de ser feita de madeira para ser construída com a calúnia, a indiferença, a humilhação pública e a ausência de fraternidade.

Jesus, porém, permanece como o exemplo absoluto da maturidade espiritual. Não responde ao ódio com ódio. Não combate a violência com violência. Não permite que a maldade alheia altere a pureza de seus sentimentos. Sua maior vitória não consistiu em evitar o sofrimento, mas em impedir que o sofrimento modificasse a excelência de seu caráter.

Essa é uma das maiores lições morais do Evangelho. O verdadeiro homem de bem não é aquele que jamais enfrenta dificuldades, mas aquele que conserva a serenidade, a dignidade e o amor mesmo quando cercado pela incompreensão.

À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que Deus não deseja o sofrimento de seus filhos, mas permite que cada Espírito colha as consequências naturais de suas escolhas, encontrando nelas os instrumentos de sua própria educação moral. O cálice de Jesus, portanto, transforma-se em um convite silencioso para examinarmos o nosso próprio coração.

Antes de condenarmos os personagens daquela época, convém perguntar: quantas vezes também recusamos o amor por orgulho? Quantas oportunidades de reconciliação deixamos escapar por vaidade? Quantas vezes permanecemos indiferentes diante da dor do próximo porque estávamos excessivamente ocupados conosco mesmos?

O Evangelho não foi escrito para julgarmos os homens do passado, mas para reconhecermos, em nós mesmos, aquilo que ainda necessita ser transformado. O Getsêmani continua existindo dentro da consciência humana, sempre que somos chamados a escolher entre o egoísmo e a caridade, entre o orgulho e a humildade, entre a intolerância e o amor.

Fontes:• Bíblia Sagrada - Mateus 26:39.• O Evangelho Segundo o Espiritismo.• O Livro dos Espíritos, especialmente as questões relativas ao progresso moral e à Lei Divina.• A Gênese.

Frase:

" Que o exemplo de Jesus nos inspire a vencer o orgulho pela humildade, a vaidade pela simplicidade e a indiferença pela caridade, pois toda consciência que aprende a amar aproxima-se, um pouco mais, da verdadeira paz. "
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“Quando o amor floresce no espírito, até os desertos da existência aprendem a cantá-lo. "

"Se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor."