Amor Adolescente
FUTURO
No meu passado eu vejo um garoto,
No meu presente eu vejo um adolescente,
No meu futuro eu vejo um a adulto,
Mas quando eu vou envelhecendo eu achei assim :
Eu envelheci em 1 mínuto....
Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.
Um sonho do dia 25/03/2026
Mesmo que uma criança ou adolescente cometa um crime bárbaro. Ninguém pode defini-los como psicopatas, pois ainda não possuem a personalidade formada por completo. O termo correto é transtorno de conduta, que pode se estender ou não na vida adulta.
Amo essa menina.
Amo essa mulher.
Do jeitinho que ela é...
Ora menina birrenta.
Ora adolescente briguenta.
Ora mulher... só mulher a satisfazer o seu homem....Eu!
Haredita Angel
14.02.24
"Apesar de ainda ser 'pouco mais do que um adolescente', apesar disso peguei a época em que Enciclopedias impressas tinham mais importancia, em algumas Casas, do que automóveis e TVs, por exemplo! Barsa, Mirador, Britannica. 'Não faz muito tempo'. Ou faz?"
TextoMeu 1408
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
UMA CARTA PARA O MEU EU ADOLESCENTE
Eu percebi isso num dia qualquer, desses em que a gente está lavando um copo e, de repente, descobre que estava carregando um cemitério inteiro dentro do peito… e ninguém avisou que já podia ir embora. Porque tem uma hora em que a dor fica sem CPF, sem rosto, sem história. Ela vira só um costume mal educado que senta na nossa mesa e come sem ser convidado.
E foi aí que me caiu a ficha, meio torta, meio debochada, como quase todas as verdades importantes da vida. Eu não o conheço mais. E pior, talvez nunca tenha conhecido de verdade. Porque a gente não sofre exatamente por alguém… a gente sofre pela ideia que inventou dessa pessoa, pelo personagem que escreveu com todo capricho, como se fosse autora de uma novela das nove, cheia de reviravolta, trilha sonora e final feliz que nunca foi aprovado pela realidade.
E olha que curioso, eu ali, sofrendo com dedicação, quase pedindo um certificado de “melhor sofredora do ano”, enquanto o sujeito real já tinha ido embora há muito tempo… ou talvez nem tivesse existido daquele jeito. Era como chorar por um ator depois que a peça acaba, sendo que ele já tirou o figurino, já foi embora, já está comendo um pastel na esquina e eu aqui, abraçada no palco vazio, pedindo bis.
Não dá mais. Chega uma hora em que o sofrimento perde a lógica, perde a elegância, perde até a vergonha na cara. Porque sofrer por quem você não conhece mais é como mandar mensagem pra número errado e ficar esperando resposta com o coração na mão. Não vem. Não vai vir. E se vier, provavelmente é golpe.
E não é frieza, não. É lucidez com um leve tempero de amor próprio, coisa fina, coisa rara, quase artigo de luxo emocional. É entender que o que acabou não foi só a relação… foi também a versão dele que eu criei dentro de mim. E essa versão, coitada, nunca teve culpa de nada, sempre perfeita, sempre justificável… um verdadeiro santo canonizado pela minha carência.
Mas eu cansei de fazer milagre pra quem nunca foi santo.
Agora eu olho pra trás com aquela mistura de riso e vergonha, tipo quando a gente lembra de uma roupa horrível que jurava que era linda. E era isso… eu estava vestindo um sentimento que não me servia mais, apertado, desconfortável, mas insistindo porque um dia já tinha sido bonito.
Hoje não dói. E se dói, dói diferente, dói com dignidade, sem drama exagerado, sem trilha sonora triste. Dói como quem entende… e segue. Porque eu não consigo mais sofrer por quem eu não conheço. E sinceramente, isso é um alívio tão grande que chega a ser engraçado.
A vida continua, meio bagunçada, meio irônica, mas muito mais leve sem esse peso desnecessário no coração. E no fim das contas, talvez o maior ato de amor que eu poderia ter feito… foi parar de amar sozinha.
Agora me conta… você também já percebeu que estava sofrendo por um completo desconhecido?
E já que você chegou até aqui, aproveita e clica no link da descrição do meu perfil pra conhecer meus e-books… vai que você se encontra em alguma página e resolve, finalmente, parar de sofrer por quem nem merece ser personagem da sua HISTÓRIA.
Eu vi que não sou mais uma Criança e sim um Adolescente, eu aprendi a tomar minha decisões sozinho, sem ninguém mim manipulando de nada, eu percebi que eu amadureci,eu percebi que ganhei confiança de pessoas queridas, que não sou mais aquele menino bobão que acreditava em tudo que o povo falava, Mudei as atitudes, aprendi a tolerar, ser paciente, a expor e não impor a mais ouvir do que falar,Mudei o meu destino, deixei de ser menino, aprendi e hoje ensino que os valores que seguimos se multiplicam quando dividimos, Mudei meu pensamento, dei novo tempo ao tempo, insisto não mais desisto, tento não mais correr atrás do vento, Só não mudei de amigos, esses sim, estão comigo e os levo no coração, não me achem esquisito, não me façam deixar disso, reflitam, pensem, mudei porque passei por tantas e tão diversas experiências, que consegui aprender com meus próprios erro,Mudei sim e muito... na minha opinião a vida é um constante aprendizado onde todos os dias aprendemos coisas novas e aprendemos também com os nossos erros... é como dizia Sócrates... "Só sei que nada sei!" Eu Mudei.
Quando você, criança ou adolescente, tiver dúvida se escovou ou não os dentes, ao mostrar os dentes pra sua mãe, não se esqueça de fazer uma grande e maravilhosa careta, pois quem sabe assim, ela admire seu rosto com toda sua beleza e esqueça se você de fato escovou ou não os dentes, evitando com isto, enfim, qualquer dissabor ou tristeza, por isso, acredite no potencial que tem sua beleza, fina, nobre, elegante, cheia de delicadeza.
Nasce um bebê, brinca uma criança, dorme um adolescente, acorda um homem, e talvez descanse um senhor..
A gente fica meio adolescente quando tá amando, a gente fica mais feminina e sabe falar melhor, e chorar menos, porque tá com o sonho na ponta do dedo, fica assim meio boba perante os outros que não estão na mesma vibe, mas é tudo tão divertido, que o riso se faz farto, alto. E os trejeitos desajustados do povo? Ah...nem ligo, tô 'alta' feito adolescente na vida, meio super menina, que não corre perigo, que não tem medo da altura do beijo...
Eu era louca pra crescer , pra ser adulta , pra ser alguém , hoje sou adolescente passo por tantas angustias , tantas decepções , momentos de muita pressão , mais eu vou ter que aprender a aceitar , aprender que a vida não é assim e que vai ter muita pedreira pela frente e que vou te que me manter de pé e erguida pra provar , para todos aqueles que um dia, não acreditaram na minha capacidade .
Meninas são bobas por amarem "os crianças",
quando adolescente se tornam fúteis por dar valor a músculos,
viram mulheres interesseira por quererem os que tem carro,
e por fim calculista por pegarem somente os inteligentes.
Quando eu era adolescente não me cansava de comprar aquelas revistinhas semanais de astrologia. Eu economizava no lanche da escola e na saída eu era fiel ao Seu Bento, o dono da banca de jornal que sempre guardava uma revistinha pra mim. E voltava pra casa ansiosa pra ler mais uma edição dos signos, e saber o que estava por vir segundo a astrologia. Ah, e os testes do tipo "Descubra se voc beija bem^." e os conselhos de " Como conquistar aquele gatinho". Eu nunca coloquei um conselho desse em prática, mas tinha plena certeza de que funcionava. Os testes então, eram tiro e queda. Me sentia tão confiante quando via os resultados. Oh época boa onde a minha única preocupação era saber qual a cor da sorte do dia, ou quando era meu inferno astral. Hoje entendo e ainda acredito nesse complexo tema da astrologia. Pra muita gente essa coisa de signo e inferno astral não passa de um assunto totalmente sem sentido. Se faz sentido ou não a única certeza que tenho é que a coisa só funciona se você acreditar que existe. E quando você passa acreditar, tudo começa fazer sentido. Seja na religião, seja na astrologia. Eu gosto de acreditar em coisas que para alguns não faz sentido, mostro a mim mesma que sou capaz de ter o que eu quero, da forma que eu quero, criando o resultado que eu quero. Hoje em dia não leio mais sobre astrologia naquelas revistinhas de 1,99. Acho que a minha adolescência foi suficiente para criar os pensamentos que tenho hoje. Aqueles testes aparentemente bobos também me ensinaram alguma coisa. E se um dia alguém me disser que isso tudo é besteira, eu vou rir e dizer: quem sabe ?
Quando Criança Agente vive querendo se perder, quando Adolescente agente vive querendo se encontrar, e como velho!! ainda não sei.
Quando adolescente achava que poderia fazer alguém feliz, mesmo sendo infeliz, agora sei que é impossível, pois preciso esta bem comigo mesmo para que isso aconteça.
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
de tudo q fiz de tudo q penso da vida minha apesar de minha nossa vida bem vinda ao meu mundo
SOU MACHADO DE ASSIS
Sou menino, adolescente
Meio jovem, sou senhor
Sou um grito estrindente
Ou o silêncio do torpor
Sou sua carta resposta
A vitória de uma aposta
Sou o seu maior amor.
Sou assim não porque quero
Só falei de emoção
Joguei no vento o meu verso
Que acertou seu coração
Que andava desgarrado
Nesta cela aprisionado
Por algemas da paixão.
Sou aquele que na vida
Dor fictícia`inda trago
uma dor que nunca morre
Tão inimiga do afago
Sou o culpado do sorriso
Prometido e não cumprido
Pro Bentinho Santiago.
Sou poeta consagrado
Ou quem sabe um aprendiz
sou a letra no papiro
dita pra te ver feliz,
sou teu livro companheiro
cobertor, seu travesseiro,
sou Machado de Assis.
