Amo quem não me Ama
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Amor da minha vida, eu te amo tanto como que eu não vivo sem você, porque você é a minha prioridade amor.
ME AMO
Hoje convidei as minhas inseguranças para dançar uma valsa.
Talvez assim conseguisse enxergar as minhas belezas e meus talentos.
Aos poucos fui aprendendo a lidar comigo mesma.
Joguei todos os comentários aos ares.
Deixei de lado meu medo de brilhar.
Hoje sou feliz como sou.
Atualmente vejo o que sou, e só isso que importa.
Reconheço meus limites.
Infelizmente tive que fazer uma limonada com os limões que a vida me deu.
Hoje sinto que sou eu muito mas que ontem.
E raramente me pego presa aos padrões dito como meus.
Agora sou eu que me padronizo.
Hoje sou eu que me amo.
E convido você a se amar também
Eu não menti ao não dizer que não te amo. Minha declaração é verdadeira: o amor ainda está em mim, mas o sentimento que um dia tive por você passou e já não faz mais parte de mim.
Trago no corpo a marca de você, feiticeira linda, amante debochada. Amo ser amado por ti, deusa do amor, que me envolve em ternura e paz.
Quando eu digo que te amo, pode acreditar. Você aprendeu a revelar meus segredos, que também são teus. Para ser sincero, não vou questionar nem me entristecer, afinal, você sabe o quanto eu te amei.
Eu a amo, ela me faz bem, mas não posso, ela não pode ser minha. Me mata apenas amar ela a distância tão perto, ao mesmo tempo tão longe.
"A mas o cartão tá vencendo!"
Deixa ele vencer! Todo mundo tem direito de vencer, amor
Fico feliz por ele! Para!
Inclusive, quem quiser me elogiar, me elogia com pix
Dizem que o amo e lindo.mas a vezes. o amo também sangra.por não se recíproco. isso nos ferir. e aquilo quê era chama 🔥 fica frio em nosso coração
Calma e tranquilidade, vento e natureza... silêncio, o silêncio que amo, oxalá do céu como é bom o silêncio.
Ser o problema, o tropeço, o peso,
um fardo que arrasta até quem amo,
um erro que insiste em nascer de novo,
mesmo quando só quero ser abrigo.
Carrego no peito a culpa que arde,
eco de falhas que não consigo calar,
me vejo espelho de feridas antigas,
quando só queria aprender a acertar.
E dói dói como lâmina escondida,
como cicatriz que nunca fecha,
machuca ser a sombra na vida
de quem eu queria ser luz e festa.
Mas talvez, nesse quebrar constante,
haja um pedido que o coração esquece:
não é no perfeito que mora o amor,
mas no querer, apesar do erro, ser melhor.
"A Restituição"
Quer que a vida nos restitua
Tudo que suas mãos roubaram:
Os amores que a morte apagou,
Os instantes que o vento levou,
Os sonhos que o tempo trincou
Como vidro sob o sol da rua...
Ah, delírio! Querer colher
As flores já dissolvidas no chão,
Reconstruir com as mesmas pedras
A casa que ruiu na encruzilhada,
Beber outra vez da mesma água
No rio que seguiu outra direção.
A vida não faz contabilidade.
Não guarda recibos nos bolsos do tempo.
O que ela toma, transforma em raízes
Ou em pó de estrelas desfeito no asfalto.
Nenhum tribunal de sombras ou lumes
Decreta indenização por nosso pranto.
Mas há um segredo nas entranhas da perda:
O que nos foi arrancado à força,
Roubado em plena luz ou na neblina,
Não segue intocado para algum cofre celeste —
Ele fermenta nas adegas da alma,
Torna-se outra moeda, outra semente.
Não nos devolve a vida o que tirou,
Mas nos entrega o ouro da transformação:
A cicatriz que sabe de dores alheias,
A paciência que tece redes no vazio,
A coragem de amar sabendo da morte,
E a estranha liberdade de quem nada espera
Do balcão vazio da mercearia do destino.
Não cobramos. Aceitamos o câmbio rude:
Perdemos rosas, ganhamos raízes.
Perdemos dias, ganhamos esta presença
Que habita o agora sem ânsia ou dívida.
A vida paga na única moeda que tem:
A de nos fazer mais vastos que a própria vida....
