Amo minha Igreja
Acredito que os três movimentos pseudos cristãos mais perigosos para igreja atual são o calvinismo, o new-pentecostalismo e o hipergracismo.
A Constatinização da igreja no século III, as heresias de Agostinho de Hipona no século V, o surgimento do calvinismo nos meados do século XVI - que foi a evolução das heresias de Agostinho, e o liberalismo teológico - filho do calvinismo, são os maiores males que surgiram no Cristianismo. Esses males corromperam quase que totalmente a mensagem simples do Evangelho do Reino ensinada por Jesus, pelos Apóstolos, e pela Igreja primitiva.
As disputas teológicas no concilio de Niceia embriagaram tanto os lideres da igreja por poder, supremacia e status que, eles em nenhum instante perceberam que foi nesse concilio que Constantino conseguiu hibridizar igreja e estado. Aqueles que se achavam doutos para ensinar as Escrituras permitiram que a igreja se tornasse um instrumento do Estado para fins políticos. Não conseguiram sequer discernir a lição simples de Jesus em João 18.36: “... O meu reino não é deste mundo;”
Nos três primeiros séculos da Igreja, gnósticos e maniqueus tentaram de todas as formas se apropriarem da Igreja de Cristo, mas foram vencidos pela Igreja primitiva. A partir do quinto século, Agostinho (Ex maniqueu), Calvino e seus seguidores, tentaram fazer o mesmo; assim cabe aos cristãos Bíblicos e Ortodoxos, a semelhança dos primeiros cristãos, combater novamente essas doutrinas heterodoxas que hoje conhecemos como calvinismo ou monergismo rígido.
Se Cristo está do lado de fora de uma igreja, tem algo de muito errado acontecendo dentro dessa igreja.
Uma igreja que não ora e não ensina a Sã Doutrina é como uma fortaleza exposta aos ataques do inimigo.
Se Cristo está do lado de fora da igreja, isso significa que tem algo de muito errado dentro dessa igreja.
Eles (Pais da Igreja) preservaram os ensinamentos dos primeiros trezentos anos sobre quem é Deus e o que é o livre-arbítrio humano, e como o livre-arbítrio humano se relaciona com a soberania geral de Deus. Nunca houve um problema. Eles ainda leem a Escritura [neste ponto] como os primeiros cristãos a liam. Somente nós, no Ocidente, temos problemas porque lemos as Escrituras da maneira como os maniqueístas as leem, graças a Agostinho.
Ken Wilson - Sobre a postura da igreja cristã oriental
A Ortodoxia Oriental nunca reconheceu Agostinho como o Pai da Igreja. Eles não o adoraram porque sabiam grego. Eles não conseguiam entender seus pensamentos quando liam o Novo Testamento em grego.
John Wesley e os pais da igreja até o 3 século:
Pode-se desculpar alguém que passa vários anos nos assentos da aprendizagem e não inclui os Pais em suas leituras? Os Pais são os mais autênticos comentaristas das Escrituras, pois estiveram mais perto da fonte e estavam cheios do Espírito, que foi quem inspirou a Bíblia. Você perceberá que estou falando especialmente daqueles que escreveram antes do Concílio de Niceia.
John Wesley - The Works of John Wesley, 3ª ed. Peabody: Hendrickson Publishers, escrito em inglês contemporâneo.
Durante o período dos primeiros pais (da igreja), a doutrina da graça preveniente parece nunca ter sido questionada, exceto pelos gnósticos e maniqueus.
Teólogo Metodista
Aquilo que hoje é conhecido como calvinismo, não é encontrado nos três primeiros séculos da Igreja. Foi Agostinho de Hipona, ex-maniqueu, convertido ao catolicismo romano que introduziu a semente dessa heresia no Cristianismo Ortodoxo. Será que a Igreja Primitiva e seus primeiros líderes Cristãos, dos quais muitos andaram com os Apóstolos, não conheciam o verdadeiro Cristianismo?
Ser um cristão nominal e ir à igreja é algo barato e fácil. Mas ouvir a voz de Cristo, segui-lo, crer nEle e confessá-lo exige muita renúncia.
Um dos grandes males desde a constatinização da igreja a partir do 3º século é que as massas estão sendo discipuladas para frequentar igrejas e seguir doutrinas e confissões de fé humanas em detrimento do Evangelho.
Igreja Primitiva - um Modelo a ser Seguido.
Todos deveriam estudar a história da igreja primitiva, pois nela não tinha pastor presidente ganancioso e tirano, não tinha um "trono" no púlpito, não tinha pregadores disputando agenda de eventos para faturar dinheiro e não havia pregação do medo sobre dízimos e ofertas.
Na Igreja primitiva não havia disputa por membros, nem cultos temáticos. Não tinha cultos de aniversário do Apóstolo Paulo e nem do Apóstolo Pedro, nem culto de jovens ou de senhoras; nela o culto era unicamente para Deus.
A Igreja primitiva era única, não havia estatutos humanos, mas seu estatuto era a Sã Doutrina.
Na Igreja primitiva não se vendia objetos ungidos, nem faziam campanhas de vitória e prosperidades. Não havia entretenimentos para atrair jovens, nem stand-up com pastores comediantes no púlpito.
A Igreja primitiva não buscava favores de políticos, e nem indicações de líderes para cargos políticos, mas ela confrontava o sistema pregando a verdade de Cristo.
A Igreja primitiva repartia, ela dividia bens com os mais pobres e vivia uma comunhão plena em amor e verdade.
A igreja primitiva formava discípulos/as comprometidos com o Reino de Deus que eram enviados para os campos missionários para espalhar as boas novas do Reino e não para construir um império pessoal.
A Igreja primitiva vivia dentro de uma linha tênue de vida e morte, era perseguida e martirizada, mas não omitia a verdade do Evangelho. Ela não negociava os princípios do Reino de Deus.
A igreja primitiva não fazia marcha para Jesus, nem montava palcos para receber celebridades gospel que se enriquecem a custa do povo de Deus.
A igreja primitiva não ostentava poder, nem acumulava riquezas para se tornar uma instituição poderosa e respeitada nesse mundo caído.
A Igreja primitiva deveria ser nosso modelo e não as megachurches que não passam de empresas da fé.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A Igreja primitiva estava disposta a morrer pelo Evangelho. A igreja atual não consegue se quer viver o Evangelho.
