Amo essa minha Vida Louca
"Em meus ensinamentos,
tutelado por minha Madre,
me versou a ser rígido aos meus princípios.
Mesmo já não sendo o que eu era antes
e jamais retrogradar a ser o que fui."
"Se ele te chama de Minha Princesa,
é porque quer que você
seja admirada por todas as outras.
Na verdade,
ele está te colocando como uma mulher especial,
uma Senhora Mulher."
Deixa-me mergulhar no mais profundo da minha alma,
para ver se ainda existe saída.
Se não houver, que a minha própria estrutura
ofereça agarras,
para que cada um que se apoie em mim
possa escalar montanhas.
Passei boa parte da minha
adolescência chorando,
e não sei o porquê.
Eu queria ter aproveitado mais.
Queria que as coisas não tivessem
sido daquele jeito,
e isso parece refletir no presente.
Talvez eu ainda esteja chorando
embaixo do lençol.
Concedo-te plena liberdade para sentires minha ausência, caso acaso eu de fato faça falta. Possuis meu contato, ou melhor, meu coração; assim, se acaso desejar comunicar-se comigo, que sejas tu a procurar-me.
Sempre que tento olhar pra dentro de mim percebo a carestia, um tanto rebelde minha mente intensifica ideias pesarosos, e faz-me acreditar no pior de mim. Só gostaria de poder viver sem essa aflição agonizante. Só vivo perante velas e chuva, carregando diariamente toneladas de flagelos e ao dormi, torço para que em meus sonhos eu possa viver um pouco a fantasia de uma vida menos consternada. Minha mente às vezes me conforta, com sugestões imaginativas, vivo um meu - apenas eu - sem cair em choro, e posso sentir meu "Eu" longe daqui.
Migalhas de prantos, que molham-me o rosto e imerge meu coração, dizima minha ternura e sobrecarrega minha mente, rompem-me sentimentos e criam-se milhares de ansiedades. - me deprime o avinagrado desadormecer pra vida - mergulhei e boiei, nadei no infinito mar de desilusões e angústia do meu ser, pra aliviar meu anseio de me perder e sumir de mim mesma.
A brisa de desesperança me envolve, um vento gelado que corta minha alma e me sussurra segredos sombrios. Caminho pelos bosques sem fim de desespero, onde as árvores retorcidas ecoam meus pensamentos mais sombrios. A solidão é minha única companhia, uma paz que é ao mesmo tempo meu refúgio e minha prisão. No silêncio, ouço o eco do meu próprio vazio, um eco que ressoa como um lamento solitário. Cada passo que dou na escuridão é como um passo mais profundo na espiral do desespero, onde as sombras dançam ao redor de mim, como fantasmas de sonhos quebrados, a esperança parece sempre distante, uma estrela fraca no horizonte, e eu me pergunto se algum dia vou encontrá-la novamente. Enquanto a noite avança, eu me entrego à melancolia que me envolve, um abraço triste que se tornou meu lar. E assim, continuo a vagar por entre os bosques sombrios da minha própria mente, perdida na tristeza, em busca de mim mesma.
Embora meus sonhos se voltem para o amanhecer, minha existência permanece envolta em sombras. Minha razão de respirar é tão fugaz quanto a essência do vazio, um enigma inconstante. A cada reflexão, sinto o tempo deslizar como areia, uma contagem regressiva é o que me parece, como segurar uma vela na escuridão, sabendo que sua chama se extinguirá, é o reflexo da minha mente em constante jogatina.
Quando me entrego à música, ao clássico em sua essência mais profunda, minha mente se torna uma dança etérea, suave ao ponto de sentir meu corpo levitar entre nuvens e estrelas. Em devaneios, vejo duelos de esgrima em um vasto tabuleiro de xadrez cósmico, onde duas peças movem-se em como um inveterado balé. Sonho com estrelas tão pequenas que repousam na palma da minha mão. Minha mente vagueia por mundos repletos de luzes macromáticas e melodias transcendentais, onde serenatas ressoam em calçadas de pedra. O aroma do café numa tarde ensolarada se mistura à brisa que também trás maresia. Consegue perceber a sinfonia de sentidos e significados?
Desde aquele dia,
que os teus olhos azuis
pousaram sobre mim,
a minha face ficou assim,
com tons azulados, não sei se é frio
ou um doce delírio,
que invade a minha figura!...
Na minha simples vivência,
aprendi com tempestades de areia,
que me lançaram no deserto,
mas foi ali que absorvi sabedoria.
Meu amor o grão de areia,
Aquele que interfere e já me fere,
Mas, ele não entende a minha poesia,
E me desfere golpes insanos, sem pensar
Ele possui avanços de um grande oceano,
E assim me recolho na minha humilde concha.
Na minha humilde poesia
As vezes falo de mim,
Também de outros e dele.
Como assim!?
Aquele...
Ah sim, o amor o sentimento
Que nos qualifica
E nós edifica...
E quando observo minha vida
Perder a cabeça e a esperança,
Desabafando frases duras...
Eu fico com o coração na mão
E sem palavras...
E pra poupar o meu amor,
Eu acabo por engolir o poema!
Minha inspiração viajou,
sumiu enquanto eu dormia.
Fiquei em silêncio, calada e vazia,
sobre mim, as nuvens do céu me olhou
e caiu em prantos, choveu em mim lágrimas,
de solidão, em naufrágio espero ser resgatada...
Feriadão!
<<eu entre parentes>>
Vim visitar minha gente
e encontrei minha paixão:
está estante de livros
e um sofá pra leitura e reflexão!
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