Amo essa minha Vida Louca
Como brasileira, sou nacionalista romântica, considero a minha segunda cidadania a sul-americana, sou latino-americanista radical com pendência ao panamericanismo, político-filosoficamente sou transcendentalista porque é a ideologia mais genuína das Américas.
A minha araucária
é árvore ancestral
que alimenta e abriga,
sob o Hemisfério Austral.
É a expressão genuína
da mais pura poesia
Feito eu e você do jeito
que ninguém imagina.
Não me importo ainda
que digam que é fantasia.
A minha araucária
é árvore ancestral
que alimenta e abriga
sob o Hemisfério Austral,
Que juntos são a real
e mais pura poesia.
Voo imparável e com intenção.
Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.
Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.
Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.
Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.
A Lua Cheia bailarina da noite
que o Médio Vale do Itajaí corteja,
e da minha cidade a poesia acena.
A minha voz poética canta a resiliência, o romantismo e o heroísmo da ancestralidade das caravanas que me permitiram o enraizamento no continente mais lindo do mundo.
A minha alma a tua beija
por tudo o que nos incendeia,
Onde em nós tudo passeia
em tempo de Apamate rosa
em plena eflorescência,
Deste continente austral
somos o encontro e a pertença
com arte e benquerência.
[Por tudo aquilo que põe
a rebeldia em efervescência.]
Luar Crescente de madrugada
na minha cidade de Rodeio
atravessando a serena mata
anuncia a queda de temperatura,
Uma companhia que enternura
o silêncio e a poesia profunda.
(O meu coração de procura).
Eu perdi as contas quantas vezes o meu entusiasmo, a minha gentileza, a minha polidez e o meu sorriso estiveram sob ataque até por parte de quem nunca vi na vida, mas eu escolhi resistir e evoluir.
Todos os dias me esforço para prosseguir com firmeza...
O sabor de amor
tem sabor de marzipan
e também de infância
na minha história.
Aprendi com a Avó,
e sei fazer de memória.
A minha relação com o Brasil não é dependente de nenhuma direção política, ela é enraizada na minha ancestralidade, eu amo o meu Brasil e a minha América do Sul de corpo, alma e coração de maneira indestrutível.
Os homens se atraem por estética. A minha régua vai além do que os olhos podem ver e conjuga: estética, atitude, educação e inteligência.
As sutilezas iluminam sinais...
Talvez eu nunca consiga ser o irmão que os meus merecem, mas fui agraciado com os melhores. Minha eterna gratidão, Pai!
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Os ouvidos
da minha alma
não estavam preparados para
recusar carinho.
Esbanjando melodia, você ajuda o vovô a quebrar as próprias regras!
Os que conhecem um pouquinho de mim, sabem ou deveriam saber que detesto Áudios e Ligações por WhatsApp.
Mas aí está um dos áudios que fizeram a minha alma se sentir tão Amada e Laureada que até retornou a ligação.
Porque quando o afeto chega cantando, até as estranhas manias se calam.
Minha resistência, tão orgulhosa e rendida, só puxou a cadeira para se sentar e sorrir.
Não era só um áudio — era um colo em forma de som.
Nem era só uma ligação — era um abraço que aprendeu a discar.
E assim, a alma, antes desconfiada, aprendeu que algumas exceções não quebram regras:
elas revelam sentimentos.
Quando tropecei na certeza de acreditar que só precisava de três mulheres para ser Feliz: uma para me chamar de Filho, uma de Amor e outra de Papai, Deus me presenteou com a que me chama de vovô.
E quando esse carinho todo nos chama pelo nome, a gente atende.
Quando o amor insiste, a gente retorna.
Vovô ama porque reconhece.
E reconhece porque sentiu.
Te amo, lady Laura!
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