Amo essa minha Vida Louca

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Que a minha vida seja um monumento ao Teu cuidado; não quero o que o mundo oferece por atalhos, quero o que Tu preparaste através da retidão e do amor verdadeiro.

"Enquanto buscam defeitos no meu negócio, eu encontro soluções para a minha vida. Onde eles colocam um ponto final, eu vejo apenas uma vírgula para o próximo passo do meu propósito."

Sinto-me como um mero espectador da minha própria vida. Tornei-me o que mais temia: um peso para as pessoas ao meu redor!

Vivo na vida noturna um disfarce simplesmente tu não pode ser mais minha destruiu tudo o que eu tinha isso não sai da minha mente
Na vida noturna então vou curtindo o que vier me entregando a ilusão nos braços de outra qualquer
Na vida noturna eu busco razões para te esquecer esta solidão me assusta situação que não é justa transtornando o meu ser nas noites busco viver e o meu destino seguir também pra diminuir um pouco do meu sofrer.

Não posso te dar um paraíso não, mas se eu puder te alegrar com um sorriso ou uma canção, minha vida não será em vão.

A vida dolorosa,
No poema triste.
E sigo minha intuição,
Entrando por portas
Onde não sou bem-vindo.
Dizem que, aqui,
O amor deixou de existir
Tudo é abstrato,
Pura ilusão.

As cartas estão sobre a mesa,
Embaralho a vida
Como num jogo de azar.
Mas minha maior sorte
É ter você comigo.

A vida é minha e faço dela o que minha mulher quiser.

Andorinha... e a vida minha


“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.


Rosangela Calza

Amor... saudade eterna


Vieste, pra minha vida, um dia vieste.
E me deste toda a felicidade do mundo, me deste.
Foste, o amor da minha vida, foste.
E um dia te foste.
O amor eterno prometido,
em mil pedaços partido.
O amor eterno “que prometeste”
“era bem pouco e cedo se acabou”...
Partiste...
Triste me deixou...
Mas “de ti conservo no peito a saudade celeste” que do eterno amor ficou...
Amor eterno... em saudade eterna se transformou.


Rosangela Calza

Questiono, faço a minha realidade.

Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.

— Gosto de escrever sobre simbologia. Isto não é apenas o meu trabalho... é a minha vida.

Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.

Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.

E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.

É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.

E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.

Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.

Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.

E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.

Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.

NOSSOS GENITORES, NOSSOS ALGOZES!!






Durante muitos anos da minha vida, enfrentei situações que colocaram à prova a minha fé, a minha força e a minha capacidade de continuar seguindo em frente.


Meu pai sempre esteve envolvido com práticas que ele dizia serem destinadas a mim, aos meus irmãos e a outras pessoas. Ao longo dos anos, vi inúmeras situações que me fizeram acreditar que tentaram destruir a nossa vida de várias formas. Mas, apesar de tudo, existe uma certeza que carrego dentro de mim: Deus sempre foi o meu guardião supremo e nunca permitiu que eu fosse derrotada.


Houve uma pessoa que me odiava profundamente e fez um trabalho de vodu contra mim. Até hoje sinto dores exatamente nos locais onde, segundo o ritual, teriam sido colocadas agulhas. Muitas pessoas podem interpretar isso de maneiras diferentes, mas eu sei o que vivi e o quanto aquilo marcou a minha trajetória.


Em outro momento, uma colega de trabalho, que era obcecada pelo meu marido, comentou abertamente que estava acostumada com trabalhos de feitiçaria. Pouco tempo depois, ela me presenteou com um body vermelho. Algo dentro de mim não se sentiu em paz. Resolvi jogar a peça fora.


Anos mais tarde, quando morávamos em outro lugar, aconteceu algo ainda mais estranho. Uma garota roubou uma regata do meu esposo que estava secando no varal. Durante a pandemia, ela também tentou obter o nome completo dele para realizar um cadastro que nunca chegou a acontecer. Algum tempo depois, descobrimos algo que nos deixou profundamente inquietos.


Meu marido estava organizando uma caixa de sapatos quando encontrou duas mechas de cabelo vermelho dentro de um par de tênis que eu havia ganhado do meu irmão. Uma mecha estava em cada pé do tênis. Naquela casa não havia mais ninguém com cabelos daquela cor. Eu havia dado roupas minhas para essa mesma pessoa anteriormente. Quando encontramos aquelas mechas, diversas situações passadas começaram a fazer sentido em minha mente.


O mais impressionante é que, durante toda aquela semana, antes mesmo de descobrirmos os cabelos, eu tive sonhos recorrentes com oferendas descendo pelas águas de um rio. Em uma das manhãs, acordei sentindo um cheiro intenso de velas queimando misturado ao aroma característico que eu associava a locais de culto espiritual. Naquele mesmo dia, os cabelos foram encontrados.


Depois desse período, minha saúde começou a piorar drasticamente. Passei por momentos extremamente difíceis. Houve ocasiões em que senti que meu corpo estava desistindo de lutar. Mas, mesmo nos momentos mais sombrios, quando tudo parecia perdido, pessoas que me amam moveram o mundo para me ajudar. E acima de tudo, Deus me sustentou.


Por isso, carrego uma profunda gratidão.


Nenhuma feitiçaria, nenhuma maldade e nenhum desejo de destruição foi capaz de apagar a minha existência. Posso ter ficado fraca muitas vezes, mas nunca fraca o suficiente para que a minha vida fosse tirada.


Deus sempre foi o meu guardião e protetor.


Mas as feridas mais profundas não vieram apenas de fora.


Vieram dentro da própria família.


Meu pai passou a vida nos amaldiçoando. Dizia que o sonho dele era nos mandar para o Iraque para morrermos em uma guerra. Além das palavras cruéis, houve violência física, psicológica e inúmeras formas de abuso que deixaram marcas profundas em todos nós.


Nossa mãe, infelizmente, foi conivente com tudo isso.


Com o passar dos anos, compreendi que algumas pessoas não mudam. Aprendi que, para existir paz verdadeira, certos laços precisam ser rompidos de forma definitiva.


Hoje não existe ódio dentro de mim.


Existe apenas a valorização da paz que conquistei.


Quando eu tinha apenas 16 anos, depois de passar uma noite inteira sendo torturada pelo meu genitor, tomei a decisão mais importante da minha vida: fugir. E não fui sozinha. Levei comigo meus três irmãos.


Naquele momento, eu era apenas uma menina, mas fui obrigada a amadurecer rápido demais.


Infelizmente, nossa mãe decidiu levá-los de volta para aquele ambiente de sofrimento. Eu nunca mais retornei.


Apesar dos erros, tenho orgulho da coragem que tive naquela época. Tenho orgulho da menina que enfrentou o medo para buscar liberdade.


Hoje, depois de tantos anos, finalmente consegui afastar meus irmãos daqueles que foram nossos algozes.


Somos livres.


Livres dos abusos.


Livres das manipulações.


Livres do medo.


Livres das correntes invisíveis que tentaram nos prender durante toda a vida.


Olho para trás e vejo uma história marcada por dor, perdas, perseguições e batalhas que pareciam impossíveis de vencer.


Mas também vejo uma história de sobrevivência.


Uma história de resistência.


Uma história de fé.


O mundo muitas vezes pareceu estar contra mim, mas Deus nunca deixou de lutar ao meu lado. Em cada batalha, em cada lágrima, em cada momento em que pensei que não conseguiria continuar respirando, Ele me sustentou.


Hoje, meus irmãos estão livres.


Eu estou livre.


E meu coração transborda gratidão.


Gratidão a Deus.


Gratidão à vida.


Gratidão ao Universo.


Porque, apesar de tudo o que tentaram fazer, nós sobrevivemos.


E finalmente conhecemos o significado da liberdade.

Eu sou capaz de reconstruir minha vida quantas vezes forem necessárias.

Mudei — foi preciso.
Tirei o que era falso da minha vida…
e foi aí que tudo começou a dar certo.

Nada de ninguém.
Mal pra ninguém.
Só paz.
Só minha vida, meu tempo, meu caminho.

Tia Luíza!
Agradeço-lhe por entrar na minha vida,
Agradeço-lhe pelas inúmeras vezes que a senhora me enxergou melhor do que eu sou,
Agradeço-lhe por ensinar-me o preço verdadeiro dos bens úteis à vida,
Agradeço-lhe por todas as coisas boas que vivemos,
Agradeço-lhe por seus carinhos, sua ternura e sua compreensão
Agradeço-lhe pela paciência, pela confiança e pela dedicação de seu tempo a mim,
Agradeço-lhe por todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar,
Agradeço-lhe pela sua capacidade de me olhar devagar, acreditando que a pressa poderia atrapalhar a minha vida,
Agradeço-lhe por cada olhar carrancudo, por cada palavra má, por sempre me falar a verdade,
Agradeço-lhe por me ensinar com seu jeito coerente e otimista a enfrentar a vida,
E se por acaso faltou agradecimento, perdoe-me!
Oh meu Deus! Se eu tiver crédito com o Senhor ainda, por favor dê à tia Luíza, paz, saúde e alegria de viver!
Obrigado meu Deus!
Obrigado Tia Luíza!

A minha vida ficou tão leve, quando me dei conta que estava rodeado de amigos muito especiais.