Amo essa minha Vida Louca
Gostaria que o mundo e a vida tivessem mais sentido — eu realmente gostaria. Mas, se acontecesse, seria egoísmo? E isso também me tornaria um ser sem sentido? Me tornaria parte do problema?
Afinal, meu maior problema com o mundo atual é justamente o egoísmo das pessoas.
A proteção não é apenas uma profissão; é um pacto inegociável com a vida do outro. Existe uma linha tênue entre o risco e a segurança, e é exatamente onde eu atuo.
Ser profissional de proteção vai muito além da presença física ou do uniforme. É antecipar o imprevisível, dominar o cenário e ser, em cada segundo, a barreira silenciosa entre o perigo e quem confiou a segurança a mim.
Carrego essa responsabilidade com a frieza de quem conhece o perigo e a determinação inabalável de quem não permite que ele chegue.
No fim, não é sobre o que eu faço, mas sobre quem eu sou e o meu estado de prontidão constante.
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender.
Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito.
Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade:
Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles.
Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.
Estou de partida,
cansei desta vida,
procuro, em silêncio,
na penumbra dos dias a porta escondida.
Levo nos olhos
o sal das marés,
um céu despedaçado
e muitos antigos porquês.
Fui ave ferida,
sem ninho, sem canto,
voando entre abismos,
bebendo o fel do pranto.
Mas há, sob as cinzas,
uma brasa acesa;
um sopro pequeno
de pura e doce surpresa.
Talvez a saída
não seja partir,
mas abrir as asas
e aprender a voar por caminhos opacos
me equilibrar entre os que realmente estão a existir.
Talvez o caminho a se fazer... se refazer...
comece no chão,
quando a própria queda
se torna impulso e mão.
Se a noite me cerca com seu véu profundo,
ainda há estrelas espiando o mundo.
E, mesmo cansada,
minha alma se atreve:
há vida escondida neste instante tão breve.
Não parto do mundo,
parto do que me dói;
deixo para trás um medo que me estrangula e me corrói.
Recolho meus cacos,
reaprendo a voar:
sou ave ferida,
mas posso pousar...
e, assim que curada, recomeçar.
Amanhã, talvez,
com o peito aberto,
descubra na estrada
um recomeço perto...
faça eu um voo certo.
Como o espelho que só ganha vida diante do corpo que dança, a realidade é um labirinto estático onde o mundo só pode mudar por nossas ações; somos, ao mesmo tempo, os passos perdidos e o próprio caminho que se inventa.
Reno Fioraso
Viva cada minuto, pois o relógio da vida, ora atrasa, ora adianta; mas uma hora o ponteiro pára e não recomeça.
"Valorize a sua história e respeite o próximo: afaste-se do que vulgariza a vida e busque o que edifica a sua alma."
"Agir com moralidade é honrar a vida do outro com a mesma intenção e cuidado com que protegemos a nossa."
A vida no prumo
Na vida há de se manter o prumo,
seguir sempre certo rumo,
mesmo quando a estrada se desfaz
sob os pés cansados de procurar a paz.
O rumo certo?
Ninguém jamais saberá ao certo.
Há bússolas que apontam para o medo,
há estrelas que se escondem em segredo,
e há caminhos que, embora pareçam errados,
nos devolvem aos sonhos abandonados.
Seguimos — entre quedas e marés,
com dúvidas amarradas aos nossos pés,
levando no peito a coragem imperfeita
de quem caminha sem rota perfeita.
Talvez viver seja aceitar o incerto,
abrir janelas no deserto,
confiar que, mesmo em noite escura,
há uma luz nascendo na procura.
Manter o prumo não é jamais tombar,
mas aprender, depois da queda, a levantar;
é ouvir, no silêncio profundo,
o coração inventando um novo mundo.
E quando o horizonte enfim se abrir,
compreenderemos: não era chegar,
mas aprender, passo a passo, a seguir.
"Quem constrói a vida sobre a base do amor, da moral e do respeito mútuo jamais se abala diante das tempestades do tempo."
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