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Amo Crianças e Coisas de Criança

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Você não se esforça para colocar sua criança no altar de Deus, mas, sem perceber, já a tem colocado no colo do diabo. Amigo, pão e queijo na mesa não são suficientes para livrar seu filho da influência do mundo. Só Deus!

Ser como criança é ter um coração aberto para acreditar no impensável, crer no impossível e confiar no incompreensível.

Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.

Outubro ou nada!?!
Que nem a seriedade cobrada pela vida adulta consiga distrair a graça da criança que ainda vive em nós!
Amém!

Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.


Dentro de cada um de nós, habita — ou deveria habitar — uma criança: curiosa, brincalhona, sensível, carente de encantamentos…


É ela quem nos distrai da seriedade cobrada pela vida adulta, nos impedindo de empedernir por completo, e quem nos faz rir de bobagens, sonhar alto e acreditar em recomeços.


Mas há um perigo deveras sutil, quando transformamos essa criança em centro absoluto do mundo: ela deixa de ser símbolo de pureza e se torna instrumento do ego.


Há adultos que justificam suas imaturidades em nome da autenticidade — como se sinceridade fosse salvo-conduto para a falta de empatia.


E assim, ao defender sua própria “criança interior” a qualquer preço, acabam ferindo a dos outros com ironias, indiferença ou desprezo.


A verdadeira maturidade não está em silenciar nossa criança, mas em educá-la.


Ensiná-la que o mundo não gira apenas em torno dos seus desejos, que brincar não é o mesmo que zombar, e que crescer é aprender a reconhecer o outro como extensão da própria humanidade.


A criança interior merece e deve viver — mas sob a tutela do adulto que devemos aprender a ser.


A criança que — graças a Deus — ainda vive em mim, saúda a criança que vive em ti!


Feliz Dia das Crianças, do mundo inteiro e da que vive dentro de você!

Adulto é uma criança brincando de ser grande.

O desejo mais íntimo dele é encontrar alguém com quem possa sair do personagem e fugir junto pra ser criança em paz.

Em cada criança, manifesta-se continuação à vida.

A criança é linda flor, ativa e perfeita...

Criança, onde está o futuro?

Muitas vezes falamos e ouvimos falar do futuro como algo pronto e acabado que nos espera no amanhã de braços abertos, incondicionalmente bem abertos. Assim, com esse conceito, não agimos como um trapezista que se entrega totalmente pela beleza do espetáculo, pois pensamos no futuro como um lugar para chegar ao fim de uma jornada da qual não se corre nenhum risco de tentar fazer o novo. No entanto, o futuro se apresenta no presente, pronto, mas pronto para ser debulhado pelo nosso sonho-ação.

Falar de futuro para uma criança como um objetivo para ser alcançado por ela é muito complicado, não é tarefa fácil ser entendido ao expressar-se sobre esse assunto tão complexo, porque a criança entende o hoje, ela agarra as novidades do hoje, não teme o amanhã, porque mesmo não sendo de forma sistematicamente racional, sabe que o amanhã nada pode fazer contra ela, pois ele ainda não existe. Na verdade, são as crianças que têm muito para nos ensinar sobre o futuro, porque não ficam presas ao passado, não temem viver o presente e nem ficam escondendo-se do inesperado que surge a cada instante, pois elas pulsam pelo broto de cada segundo!

Contudo, acredito que não há nada de errado em falar do futuro para as crianças, mas penso que é bom falar sobre esse assunto com um jeito especial, é claro! Não podemos fazer severas cobranças sobre o futuro para que não seja enclausurada a simples beleza de viver o hoje. Entretanto, mais relevante do que falar sobre o futuro com as crianças, acho que é se fazer um tapete vermelho do amor encantador ao desenrolar-se no chão do presente de cada uma delas, isso, em um eterno Dia das Crianças.

Hoje é futuro

Os milésimos de segundos
Tic-tac, tempo a sempre passar
Tempo que não volta no tempo
Rios seguem, virarão mar
Larvas viram moscas
Depois das letras? Frase-ar!
Palavras seguem no tempo...
Seguem... Sem jamais voltar
Se insensatas? Choro, perdoar!
Se belas? Alimentam, saborear...

Os passos que no hoje dou
São lápis de muitas cores, rabiscos
Traços, fraquezas ou o riso amanhã
Há sementes na maçã
A vida brota, rebrota e lota
Notícias que ilumino ou derrota.
O ar aprende andar, vira vento...
O vento não pára... Longe vai!
Olhar pra trás? Não pra sofrer!
Parar o tempo? Não, refazer!...

Tão seu, quanto...




Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,


Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,


Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,


Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,


Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,


E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,


Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.

Uma criança boba




Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,


A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,


Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,


No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O adulto que não aprendeu a ser inteiro carrega dentro de si uma criança órfã, que grita por atenção, que se recusa a dividir o brinquedo da vida, que congela o gesto de dar como se o mundo fosse apenas seu reflexo.

Sinto-me como uma criança engatinhando nos grãos de areia da praia que é Deus.

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

MENINA MULHER
(A força de hoje é o escudo da criança de ontem)

Que minha menina interior não se assuste com a versão mulher — às vezes frágil, mas muitas vezes leoa —, pois o hoje dela é a sua proteção lapidada de ontem.

Lu Lena / 2026

Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.

Ela só sente falta.

Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.

E quem afasta…
acha que tá vencendo.

Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.

Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.

Fica.

E grita em silêncio pro resto da vida.

"Educar uma criança é ensiná-la a pensar, preparando-a para enfrentar a vida. Adestrar é fazer da criança um soldadinho de chumbo, incapaz de pensar, que apenas segue ordens.


A agressão física e/ou verbal deseduca a criança, pois dilapida os seus pensamentos, os seus sentimentos e a sua personalidade.


Pais que educam só através do medo, anulam a personalidade da criança, incapacitando-a de tomar qualquer decisão por ela mesma. O medo desinforma a criança sobre aquilo que se espera dela, lhe trazendo desconfiança e insegurança na família, algo que é imprescindível para o seu bom desenvolvimento."

TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher


Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.


Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.


Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻


Ass: Van Escher

Não se esquecer que


um dia já foi criança,


e que dependeu de um adulto


para chegar até aqui,


pode fazer um mundo novo,


Trazer viva essa lembrança


sempre que uma criança


precisar é sinal vivo


que ainda há esperança


de seguir adiante.