Amo Crianças e Coisas de Criança
Não é possível forçar. As coisas acontecem conforme o nosso desejo quando a mente está pronta. Tudo acontece conforme acreditamos e acreditamos na verdade ao estarmos cientes da nossa capacidade de compreender.
Não se apresse a querer fazer coisas porque outros querem que você faça. Tenha paciência e se prepare para, no tempo certo, avançar. A estrada de decisão é sua; decida ir pelo caminho que Deus lhe orientou. Os seus sonhos são seus sonhos; os dos outros são apenas desejos.
- Uma das coisas mais lindas do mundo é a necessidade de sabermos que somos verdadeiros em tudo, sejam palavras, gestos ou até mesmo em um olhar discreto. Pois a melhor reação é aquela que é devolvida do mesmo jeito.
Haverá dias em que precisaremos sentar e olhar olho a olho e dizer um ao outro coisas que, diante da plateia, não poderão ser ditas.
Somos tendenciosos a criar muros para nos proteger de coisas ou de algo, em vez de gastarmos tempo construindo pontes. Precisamos melhorar a nossa visão e enxergar que, diante de nós, existem possibilidades de encontrarmos do outro lado coisas que os muros nos vedaram de ver.
É tempo de construir pontes que nos motivarão a chegarmos do outro lado e descobrir coisas novas.
Estou em uma fase da minha vida em que abri mão de tantas coisas… e percebi que a mais sábia de todas foi abrir mão das discussões, pois percebi que a paz interior vale muito mais do que a vitória momentânea de uma palavra.
A beleza do amanhã mora nas tarefas invisíveis de hoje. Enquanto espero milagre, faço as coisas pequenas com exatidão. Lavo pratos, escrevo bilhetes, rego vasos sem testemunhas. Pequenos atos acumulam-se e, sem barulho, erguem futuro. E o amanhã, quando chega, parece menos miragem e mais casa.
Às vezes, as almas carentes e iludidas precisam tropeçar nas coisas simples para descobrirem que não são tão multifacetadas quanto se imaginam.
É preciso que elas tropecem justamente no óbvio — nas coisas simples, pequenas e cotidianas — para que o espelho da realidade se imponha sem filtros.
Não é a queda em si que dói, mas a revelação silenciosa que vem com ela.
A de que a complexidade que julgavam habitar era, muitas vezes, apenas um disfarce para vazios existenciais não encarados.
O tropeço no simples desarma personagens muito cuidadosamente construídos.
Ele desmonta discursos sofisticados…
Desmonta a vaidade dos rótulos e expõe o que ficou negligenciado: a dificuldade de lidar com limites, frustrações e com a própria incompletude.
Descobrir-se menos multifacetado do que se imaginava não é fracasso — é início.
É o ponto exato onde fantasia cede lugar à consciência.
Porque só quando a ilusão cai é que a alma tem chance de crescer de verdade.
E, curiosamente, é na simplicidade da vida — tantas vezes desprezada — que mora a lição mais profunda sobre quem realmente somos.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
.. Mas é que a vida me mostrou de um jeito duro como eu tenho que enfrentar e enxergar certas coisas e situações. Hoje me sinto mais forte, com a cabeça no lugar e atitudes simples que pra muitos parece pouco, mas pra quem eu dedico torna-se tudo..
.. Com o pouco que vivi,
eu percebi certas coisas mas isso não significa entender. Bem pelo contrário, me fez mergulhar num mar de dúvidas e me questionar sobre várias situações impostas a mim.
O que mais me incomoda não é o que deu errado ou não, e sim o fato do cuidado e responsabilidade com que sempre agi diante das pessoas e dos sentimentos delas e isso não ter servido pra eu não me machucar. Mas eu sigo sem mágoa e sem rancor..
