Amo Crianças e Coisas de Criança
O sujeito pode passar a vida inteira dizendo que é racional demais pra essas coisas, que religião é invenção humana, que tudo se explica pela ciência. Mas basta o elevador balançar, o telefone tocar de madrugada ou o coração apertar numa rua vazia depois da meia-noite… e o homem procura alguma proteção invisível. Nem que seja dentro dele mesmo.
Quem carrega um terreiro de paz dentro de si percebe essas coisas. Aprende a selecionar companhia, palavra e energia. Não por arrogância, mas por sobrevivência emocional. Porque a alma também pega poluição.
Não fique remoendo as coisas que deram errado no passado, foque no que não vai dar certo no futuro, se você não consertar no presente.
A ganância ensina a conquistar,
a honestidade ensina a permanecer.
Uma junta coisas,
a outra sustenta a alma.
No fim, só a honestidade permite
dormir sem fugir de si.
— Sariel Oliveira
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
Confiança
Entre tantas coisas que alguém pode oferecer,
a confiança talvez seja a mais rara.
Ela não faz barulho,
não precisa de provas todos os dias,
não vive de suspeitas escondidas.
Confiança é descanso.
É olhar para o outro
e não sentir medo do que existe por trás das palavras.
Onde ela existe,
não há joguinhos,
não há máscaras cansadas tentando esconder verdades.
Há sinceridade.
Há respeito.
Há uma paz mansa que pousa no coração.
E quando duas pessoas se encontram
sobre esse chão chamado confiança,
a relação cria raízes.
Porque aquilo que nasce da verdade
não se quebra
com qualquer vento.
— Sariel Oliveira
É incrível quando conhecemos alguém especial ✨ em nossa vida, que faz com que aprendamos coisas ao qual não sabíamos e que faz nossa sabedoria expandir além do limite. Só Agradecer! 🙏
As Coisas que Continuam
O sol continua nascendo.
O café continua esfriando na caneca.
Os pássaros continuam discutindo assuntos importantes que ninguém entende.
As ruas continuam cheias.
A vida continua acontecendo.
É curioso perceber que o mundo não para por causa das nossas dores.
Durante muito tempo achei isso cruel.
Hoje penso diferente.
Talvez seja justamente essa continuidade que nos salva.
Porque mesmo quando algo termina,
o amanhã sempre encontra um jeito de chegar.
E junto dele vêm novas histórias,
novas pessoas,
novos motivos.
A vida tem esse hábito curioso de continuar.
E, aos poucos,
nós continuamos também.
Às vezes cansados.
Às vezes feridos.
Às vezes reconstruídos.
Mas seguimos.
Porque viver talvez seja isso:
aprender a florescer outra vez,
mesmo depois de algumas tempestades.
Autora: Lucci Santz
Estou me reciclando e me afastando de coisas e costumes que talvez possam esgotar a minha essência... Me afastando de pessoas difíceis, ambientes pesados, confrontos de ideias superficiais, ciúmes e egos inflados... Repetindo o que já fiz em outras ocasiões, ficando comigo mesmo, obtendo inspirações, deixando as mágoas e as tristezas no passado, tudo isso por uma razão, entender o que se passa ao meu lado...
A grande verdade é que pensamos em mil coisas para dizer… e, no fim, nos deparamos com o vazio. Então vá em frente diga que a ama, imprestável.
Com o tempo você entende que tudo são etapas e ciclos, fases. Que começam e terminam. Coisas necessárias vem e ficam e coisas desnecessárias vão, às vezes voltam ou acabam. É preciso saber dizer adeus para o que vai e seja bem vindo ao que vem e fica. Tudo é importante, temos um pouco de tudo que vivemos em nós. Talvez somos uma argila viva que começa bruta, conforme as etapas - vai se lapidando, até a forma final - a obra prima.
A vida é mãe que bate forte, ela ensina o valor das coisas. E se nada tem valor pra você é porque não vives. És apenas uma existência flutuando no vazio de sua pequena alma.
Pare de criar e falar coisas para fantasiar a mente do outro.
Seja autêntico e transparente para não se tornar um incrível mentiroso.
Acho que a vida é bonita justamente nas coisas que deixamos por último.
Nos abraços que não demos por achar que haveria tempo.
Nos “eu te amo” presos na garganta.
Nas lágrimas que seguramos por orgulho, medo ou pela necessidade idiota de parecermos fortes nesse teatro que chamamos de vida.
Vivemos quase sempre no automático, ocupados demais fazendo planos, tentando parecer inteiros, racionais, invulneráveis. Mas no final, quando todas as máscaras caem, sobra só aquilo que realmente nos atravessou: o amor.
Um amor estranho, abstrato, que nasce nas brechas da razão.
A flor que nasce no precipício.
Algo tão humano e tão puro que, por alguns instantes, faz desaparecer cor, ego, orgulho, gênero, diferença, ódio. Só sobra presença.
E talvez seja isso que mais me emociona na existência:
nossas imperfeições.
Somos falhos.
Errantes.
Quebrados em muitos lugares.
Mas ainda assim capazes de recomeçar.
Como uma estátua rachada, coberta por flores e musgo, cercada por um gramado verde-esmeralda. Não perfeita, mas viva. Tocada pelo tempo, pela dor e ainda assim bonita.
Às vezes me sinto como uma orquestra silenciosa, tocando melodias que ninguém jamais poderá ouvir completamente. Um violino melancólico atravessando memórias e paixões perdidas, enquanto um piano toca calmamente ao fundo, como se dissesse que ainda existe beleza nisso tudo.
E existe.
Porque no fim, acho que o que realmente chama pela nossa humanidade não é a perfeição.
É a capacidade de sentir.
De amar.
De sofrer.
De olhar para o outro com a alma desarmada.
Mesmo num mundo cansado.
Mesmo quando esquecemos disso durante nossas alegrias.
Mesmo quando a vida insiste em endurecer a gente.
Talvez viver seja exatamente isso:
continuar florescendo entre as rachaduras.
Respeito, educação e raciocínio lógico são coisas do passado! O presente é intolerância e ignorância! E o futuro não tem futuro!
Há coisas caras que não tocam o coração, enquanto uma simples lágrima pode valer uma vida inteira de aprendizado.
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