Amizade um Principio de Reciprocidade
"Se vierem me procurar, me faz um favor?
Diz que fui ali viver... e já volto.
É isso mesmo.
Diz que fui perdendo o medo da vida. Cansei de complicar.
Os mistérios vou deixando de lado e aprendendo a aproveitar as coisas simples, aquelas que antes eu deixava passar despercebidas.
Passo a passo.
Um dia depois do outro. É assim que tenho vivido.
O que eu quero encontrar, eu procuro.
E, se não encontro, tudo bem.
Continuo vivendo.
Esperanças? Aprendi a viver sem elas. O hoje tem me ocupado demais para que eu passe a vida esperando pelo amanhã.
E, afinal, quem garante que ele vem?
Melhor deixar que chegue quando for a hora.
Desculpe, mas escolhi viver assim. E vou vivendo.
Sonhando com a minha realidade, em vez de passar a vida tentando realizar sonhos que me afastem dela.
Se continuarem me procurando, diz que só apareçam se quiserem viver da mesma forma.
Que não venham atrapalhar a minha paz.
Diz que fui tomar banho de chuva. Ou rolar morro abaixo na grama e morrer de rir.
Se insistirem em me procurar, diz que depois de tudo, prefiro prender a respiração no conforto de um abraço.
Quero viver cada estação do jeito que ela vier.
Hoje não consulto mais meu horóscopo nem a previsão do tempo.
Já deixei que eles interferissem demais nas minhas decisões.
Quando, na verdade... quem estava errado eram eles. Não eu.
Se mesmo assim, ainda vierem me procurar, me faz mais um favor?
Diz que estou ocupada demais vivendo a minha vida para continuar tentando decifrá-la e fazendo os momentos valerem a pena.
Quando a gente conhece todos os caminhos que levam ao fim do jogo, ele perde a graça.
Prefiro transformar a felicidade de agora em algo real.
Aos poucos compreendi que a vida não cabe num roteiro.
E que nem tudo precisa ser entendido para ser vivido.
Se vierem me procurar...
Diz que estou por aí. Vivendo.
E que não tentem me parar.
Nem me convencer a voltar antes da hora.
Diz que fui ali viver... e que volto, sim. Mas nunca volto igual. Volto sempre um pouco diferente. Mais leve em algumas partes, mais forte em outras.
Se não me acharem, não digam que sumi. Digam apenas que cansei de esperar a vida acontecer com hora marcada.
Se eu voltar, conto como foi. Se não voltar... é porque a vida do lado de fora era bonita demais para ser interrompida."
(S.H.M)
"A vida, em algum momento, recolhe o que veio emprestado.
Um foi embora entre o almoço e o jantar; outro, sem se despedir. Outro avisou, arrumou as coisas, esperou o dia certo.
Alguns partem em paz; outros atravessam dores que nunca compreenderemos.
Existem pessoas que partem levando um pedaço de nós.
O que fica não é apenas a saudade.
É um espaço estranho no peito. Uma ausência branca que, de vez em quando, ainda faz eco.
Existem partidas que rasgam. Outras apenas despertam lembranças.
Silêncios adormecidos.
E, por mais que tentemos, nunca sabemos exatamente como lidar com isso. Porque somos humanos.
E somos limite.
Não entendemos o porquê de certas ausências. Não compreendemos nem a nós mesmos, quem dirá a lógica do universo, do início e do fim da vida.
Nunca saímos ilesos. Choramos não apenas por quem partiu, mas por quem ficou tentando juntar os próprios cacos: pelas mães, pelos filhos, pelas promessas que ficaram pelo caminho, pelas conversas interrompidas, pelos dias que imaginávamos viver ao lado de quem se foi.
As histórias não terminam quando queremos; terminam quando a vida decide. E tudo o que podemos fazer é continuar vivendo.
Mesmo sem compreender algumas perdas e sem respostas para quase todas as perguntas.
A dor nem sempre traz clareza, mas todo sofrimento invariavelmente nos transforma.
Saber perder é um aprendizado silencioso: é deixar ir o que não volta, mesmo com o coração apertado.
É como um banho de chuva fria que limpa, mas também faz tremer. Um adeus engasgado que, um dia, precisa ser dito, porque adeus também foi feito para ser dito, e dizer essa palavra dói como poucas coisas nesta vida.
Talvez a eternidade nunca tenha sido viver para sempre.
Quem sabe, ela sobreviva nas mãos que ainda amassam o pão do mesmo jeito, no abraço que repete um antigo afeto, no sorriso que herdou um traço de quem partiu."
(S.H.M.)
Sou um peregrino Estou de passagem Eu não sou daqui
A terra não é o meu lugar...
A Tua presença é Tudo
Jesus, Tua presença é Tudo
A terra não é o meu lugar
As riquezas não vão me comprar
*Sou um jovem do passado que vive o presente, com a certeza que no futuro o passado vai estar presente.*
(Saul Beleza)
"Perder-se é um passo para se encontrar de novo.
Respire fundo, olhe em volta,
E descubra o que seu coração deseja.
Às vezes, o caminho certo está à nossa frente,
Mas precisamos de tempo para enxergar.
Você vai se encontrar, não se preocupe,
A jornada é parte da descoberta."
(Saul Beleza)
*Quem não chora em uma despedida, aguenta uma saudade, suporta um abandono e ainda dá graças a vida, pode até chorar, mas isso é uma grande mentira.*
(Saul Beleza)
SINTONIA!
Eu sinto a VIDA
e ELA me sente!
É um reverberar
de semente...
Um estalar de dedos
Um poema que só quem escreveu poesia
na adolescência entende
Pois sabe que queima!
Em um mundo onde as pessoas
só dão valor a quem as come
e ao que elas comem... (!)
Você precisa fazer a diferença
Nesta "Geena"
que vivemos
Estamos no vale
dos mortos vivos
Quem não percebeu
é um deles!
Você pode sim
comer e ser comido
meu amigo...
Esse não é o caso
"O caso do por acaso"
é que não precisa viver apenas isso
Apenas de COMIDA!
Mas pra que serve a vida humana?
Você já parou para pensar nisso?
Sou um um bastardo de pai
Filho de um rei que perdeu seu reino
em aposta na vida!
Meu pai queria que eu o servisse
e o aceitasse louco-bandido-violento
Feito personagem mal
de filme americano dos anos 80! Sim...
Um Darth Wader com capa de chitão
pilotando um fusca!
E herdasse dele o seu novo reino de trevas...
Fugi e fugi deserdado
Depois de Ho´oponoponos aos milhões
Eu superei a triste sina
de ser uma plebeu em meio a plebe
Um falso príncipe ou princesa
Um rei sem reino
Um "deserdeiro" de tudo!
Mas a verdade é que eu queria a família feliz
E somente o bem e o doce da vida
Nunca tive! Ninguém tem!
Até que percebi que eu era mimado e chorão...
Chegara a hora de parar de choramingar
e seguir adiante sem pestanejar
Meu poema preciso lapidar
Meu eu amadurecer!
Que destino vou escolher?
Apocalipse ou Trovão?
Sou um desmedido paradoxo
em cântico!
Sou um monge descabelado...
Um arlequim tristonho...
Um amante não amado
Um Cristo sem paraíso...
E bandido
SIGO...
Pela vida desamparado
O único remédio que tenho
É o meu verso
E às vezes este mesmo verso
que canto
Me machuca tanto
Feito aço enferrujado
Na verdade esse mundo é um grande sanatório feito por Deus. Tá todo mundo aqui fazendo terapia de choque, de espinhos um no outro...
Em um país miscigenado é inapropriado falar de "apropriação cultural", pois somos herdeiros de todos os povos que nos formaram!
E ademais o destino da humanidade é se miscigenar e mesclar culturas, hábitos saudáveis de cada povo, isto é parte do desenvolvimento e evolução da sociedade humana, a troca e a partilha de semelhanças, de ritos, mitos e histórias compartilhadas... A troca de histórias ritos e mitos...
Enfim, façam o que quiserem criando mais drama, mais preconceito e mais guerras, e especialmente sendo hipócritas. Mas um dia a verdade despertará e será inegável!
Tenho treinado a criação da realidade com a I.A.
Se você coloca um texto e ela gera a imagem, dando forma a seu texto, então podemos entender a Criação pelo Verbo.
Podemos entender que se você coloca um texto e ela gera uma imagem, seria tal qual sentir-pensar e criar a realidade.
Alguém disse um dia que para todo erro há perdão. Você também acredita nisso? Será que perdoar incondicionalmente é o melhor caminho para se resolver as contendas humanas, ou é apenas uma forma da gente justificar a nossa incapacidade de sufocar o mal que há em nós e oferecer aos outros só aquilo que temos de melhor?
Por que fazemos tanta questão de exaltar os nossos erros como um “aprendizado necessário”? Pensando assim, aos poucos a humanidade vai assumindo uma explícita falta de vergonha em agir sem pensar nas conseqüências. Os seres humanos saem por aí “atropelando” pessoas e sentimentos, e depois simplesmente pedem perdão e seguem suas vidas como se tudo fosse normal.
Eu sei que errar faz parte da bestial natureza humana, e os nossos deslizes, geralmente, são passíveis de reconsideração, mas a maldade premeditada, a meu ver, tem uma conotação muito mais grave do que um simples erro de conduta. Maldade é uma coisa que eu não consigo relevar assim, a toque de caixa.
Na verdade há certos pecados que talvez eu nunca consiga perdoar. Existe uma crueldade irretratável na brutalidade sanguinária dos homens; nas mentiras que são levadas adiante; nos enganos oferecidos como se fossem a salvação; nas ilusões travestidas de falsas esperanças; nas promessas vazias que nunca irão se cumprir e nas traições engendradas para enganar as pessoas que dizemos amar.
Juro que eu até já tentei ser uma pessoa mais evoluída, “dar a minha outra face”, “acolher os meus inimigos” e “perdoar erros imperdoáveis”, mas esses adágios beneditinos são maiores do que eu e superam todos os meus esforços em ser bonzinho e tolerante com os pulhas de plantão.
Esse tabu parnasiano que nos obriga a perdoar a quem quer que seja, sob pena de sermos desqualificados como demônios rancorosos, ataca frontalmente um direito legítimo de não querer perdoar a quem nos feriu de alguma forma. Através dessa teoria do perdão incondicional, somos praticamente constrangidos a acreditar desde cedo que o dever de perdoar é muito mais importante do que o mandamento sagrado de jamais fazer mal a alguém.
Mas não me vejam como um rancoroso qualquer... O meu coração perdoa fácil a palavra mal colocada, o julgamento precipitado, a ofensa na hora da raiva, o grito no meio da discussão, ou a incapacidade que muitos podem ter de compreender as minhas razões. O meu perdão está pronto para acolher aqueles que me atingem por ignorância, e não por mera crueldade.
Uns dirão: “Mas se até Cristo perdoou”! Que Cristo me perdoe então por todas as vezes que eu não conseguir perdoar a quem me causou algum dano. É que eu sou verdadeiro demais para fingir as coisas que eu sinto, e eu não consigo enganar ninguém com o meu jeito transparente de me posicionar diante da vida. Sou uma pessoa com a essência à flor da pele, e eu não permitirei jamais que a minha integridade e a minha honra sejam alvos da iniqüidade de ninguém.
Que me perdoem também aqueles a quem o perdão é conveniente ou serve de muletas, mas eu creio que a teoria do perdão incondicional é apenas uma fábula inventada para confortar os desprovidos de amor próprio e os canalhas que nos espreitam. Não sou nem um, nem outro. Trago comigo gentilezas nos bolsos e me antecipo com bom senso a qualquer tentação de fazer o mal a alguém.
Mas, se mesmo depois de sofrer uma injustiça qualquer, a minha vontade de perdoar se fizer tão grande quanto o meu amor pelo próximo, que o meu perdão seja dado ao meu tempo, e não no tempo da leviandade de quem me prejudicou e agora quer a minha reconsideração. Na verdade, é essa tal garantia de perdão incondicional que encoraja o injusto a atentar contra os seus semelhantes.
Enfim, não temam as minhas mágoas... No final eu sempre hei de voltar atrás. Apesar de rancoroso eu sei que existe uma certa nobreza em mim, mas o meu perdão é apenas a esmola mais chinfrim que eu posso oferecer aos pobres de espírito que trocaram o imenso valor do meu apreço, pela mais reles das moedas que é o meu pequeno e mísero dom de perdoar.
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