Amizade um Principio de Reciprocidade
Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.
A vida é uma coleção de momentos
Hoje aqui remando e sentindo o vento
Vejo nascendo um sentimento,
Minha coleção está prestes a aumentar,
Com uma sintonia entre você e um lindo mar,
Nesse lugar eu pareço um menino a sonhar.
-
Leonardo Procópio
29 de Novembro de 2024
Às vezes me bate um sentimento inexplicavelmente ruim e que junta um misto de emoções, lembranças, momentos, tudo que eu já vivi de alguma forma. A única certeza que me sobra é saber que não é uma pura nostalgia, mas sim uma saudade do passado fazendo um paralelo com o meu futuro e degradando completamente o meu presente o que pra mim é confuso porque de repente bate uma alegria, uma vontade de viver, mas quando eu paro um pouco esse sentimento volta.
Tô aqui escrevendo esse texto porque sei que ninguém é capaz de entender e sentir o mesmo que eu sinto, além do mais, apesar de eu sentir falta de alguém pra desabar toda essa pilha de sentimentos insalubres, eu acho que ninguém é obrigado a escutar as histórias tristes dos outros, e óbvio que na minha cabeça o que eu falo pros outros não vale de nada, me desvaloriza e não representa minha dor verdadeiramente e intensamente.
É no pouco que se gera o grande; fazendo um pouco todos os dias é que se constroem grandes resultados no futuro.
A única rosa que te dei
não era flor, nem pétala, nem promessa —
era um espelho no meio do deserto,
um ponto luminoso na curva do nada,
o sinal de um certo querer que nem sempre se vê.
O gosto amargo permanece —
não na boca, mas no intervalo entre notas,
como se o silêncio fosse uma corda esticada demais.
Você era a borracha sobre calendários apagados,
apagando aquilo que nunca se soube desenhar.
O vento passou como uma lembrança
sobre o vidro frio dos dias alinhados,
um alfabeto de gestos que não se traduziu,
peças de um quebra‑cabeça que cabiam apenas
na caixa onde guardamos histórias incompletas.
Havia tanta corrente nas mãos —
um rio secreto subindo pelas margens do possível,
margens que se recusavam a ser caminhos.
O medo era ponte que avançava sobre espelhos,
cada passo dissolvendo areia invisível no ar.
Queimamos cartas que nunca se dobraram,
rasgamos páginas impregnadas de ausência,
apagamos sinais no calor das chamas —
gestos como pássaros que não voam,
ecoando um nome sem nunca pronunciá‑lo.
Agora restam os espaços vazios,
o ciclo fechado como livro antigo
que guarda apenas marcas de dedos na capa.
As linhas se tornaram fósseis de silêncio,
um suspiro seco que fica entre as notas
quando a canção já acabou.
E mesmo assim, no fundo do escuro,
a memória sussurra como vento em sala vazia,
um brilho que não ilumina nada,
um fogo que dobra as margens do possível,
um querer que recusa morrer —
não como chama, mas como reflexo de chama
sobre vidro que nunca virou cinza.
A respiração guarda vestígios de horizontes,
contornos de sombras que dançam sem corpo,
o olhar busca o que nunca foi alcançado,
o silêncio pesa como chão movediço,
cada lembrança uma ponte que não leva a lugar algum.
Não me procure, porque o que resta
é uma fome que não se cansa,
uma sede que não se dissolve em lágrimas,
um olhar que sempre busca o inalcançável,
um eco que insiste mesmo no silêncio.
Este é o ponto final do nosso nunca mais —
um fim absoluto, cruel, profundo,
mas mesmo assim, eu sempre vou querer mais.
“Muitos querem prender a felicidade como um objeto favorável a uma cadeia artificial que implica a verdadeira forma dessa que se manisfesta no indivíduo”.
Um dia me disseram que o luto era passageiro. E, de fato, ele é: num dia qualquer, ele senta no banco do carona e te acompanha pelo resto da vida, para onde quer que você vá.
Se for da vontade de Deus, um eterno aprendiz serei.
O pensamento é melodia divina do vento chamado vida que surge, nivela passa e transpassa por todos os recônditos!
A vida é uma fagulha de luz em um espaço tão vasto...
Nossa existência é insignificante a todo o contesto do universo...
Damos importância a tantas futilidades e não nos damos conta que nosso tempo está se acabando...
Somos fagulhas, somos instantes somos temporários ...
” Você não é especial, é só mais um... mais um dos 7,674 bilhões dos seres racionais de existência limitada, que se acham especiais! Você só possui singularidade, assim também como todos os outros 7,674 bilhões.”
A vida tem milhares maneiras de te dizer que: Se fores uma sardinha, não adianta nada querer ser uma baleia, mesmo porque a sardinha é um peixe e a baleia é um mamífero, portanto, escamas e guelras à parte, embora o ocenao seja o mesmo. Quando se entende isso, é mais fácil e não há tantos traumas. Digo eu, mas eu digo muita coisa!
Amo a vida como um recém-nascido ao ver a luz pela primeira vez, é lindo ao espectador, mas assustador ao vivente.
Escrevo minha história sem roubar o protagonismo de ninguém.
Cada um de nós tem seu próprio céu para existir, feito estrela.
— Nildinha Freitas
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