Amizade Amor Dor poesia pensamentos

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A resistência não é a ausência de dor, mas o ato de respirar fundo quando tudo pede que você desista.

Deus honra mais a humildade crua da sua dor do que a engenharia hipócrita da sua felicidade encenada.

A máscara social é um fardo de chumbo mais opressor do que a própria dor visceral que ela foi forjada para ocultar.

O melhor momento para recomeçar é sempre aquele em que a dor da permanência é visceralmente maior que o medo da mudança.

Aquele que não tem nada tem cruz pesada pra carregar, ensinando na dor o valor da resiliência e da humildade.

No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.

A mudança acontece quando a alma se recusa a tolerar a dor da estagnação.

A verdadeira cura não é a ausência de dor, mas a nova relação de respeito que você estabelece com ela.

A dor do fim é o preço pago por ter vivido um capítulo que valeu o livro.

O artista tem a missão de cantar a dor que a estatística insiste em ignorar.

A verdade é um espelho quebrado, cada fragmento reflete uma parte de quem você é, e a dor está em juntá-los.

O problema não é o que os outros acreditam sobre a sua dor, mas você se convencer de que ela não é real.

O mundo se move tão rápido que a dor do outro se torna inaudível no eco da própria pressa.

A confiança cega é a principal arquiteta dos muros de dor que você leva a vida reconstruindo.

O tempo é o artesão que transforma a dor bruta em sabedoria lapidada.

Acordo com a pleura aberta para o dia, como quem mantém janelas quebradas por coragem. A dor assenta à mesa e pede licença para ficar. Eu respondo com silêncio, porque o silêncio é o único remédio que conheço. E ainda assim, sorrio, não por esquecer, mas por aceitar o corte.

A dor tem uma língua própria, poucos se oferecem para traduzi-la. Conto-a com as mãos e às vezes com olhos partidos. Não peço aplausos, só que alguém tente entender o sotaque. Quando encontro esse ouvido, a dor muda de tom e emagrece. Dividir o idioma do ferimento é já metade da cura.

A dor me fez poeta, e a fé me fez inteiro, entre as duas encontrei equilíbrio, e nesse equilíbrio encontrei propósito, meu destino nasce da junção dos meus extremos.

A dor digna é aquela que ensina sem pedir aplausos. Sofrer com nobreza não é ostentar feridas, é cuidar delas. Cuido com pequenos rituais e com paciência que não grita. E, no silêncio, descubro que a dor se transforma em história. História que não humilha, apenas testemunha o caminho.

O tempo de dor é o tempo de semeadura. Continue trabalhando no silêncio, a primavera chegará.