Amizade Agente Nao Escolhe Agente Reconhece
Deus teria deixado um manual. A Bíblia. Não como um livro de frases motivacionais ou promessas fáceis, mas como um mapa de funcionamento da condição humana. Um texto que expõe padrões, consequências, limites. Um manual que muita gente carrega sem ler e muita gente lê sem aplicar. E, segundo essa lógica, Deus ainda teria feito algo mais radical. Entrou no próprio jogo. Vestiu um corpo humano. Experimentou fome, cansaço, rejeição, medo. E jogou diante de todos. Esse humano foi Jesus.
Isso muda a leitura da existência. Porque se o próprio criador entrou no jogo e também teve um fim, então o fim não é falha do sistema. É parte dele. O problema não é morrer. O problema é viver como se não fosse morrer. O problema é adiar decisões essenciais achando que haverá tempo. O problema é gastar energia tentando construir uma imagem eterna dentro de um corpo provisório.
Você, homem ou mulher, não escapa dessa matemática. Não importa o quanto produza, o quanto acumule, o quanto seja amado ou odiado. O seu tempo aqui é finito. E isso não deveria gerar desespero, mas foco. A clareza de que cada dia é uma página que não volta a ficar em branco. Você escreve com ação ou com ausência. Ambos contam.
Quando você entende que ninguém além de um círculo muito restrito lembrará de você, algo interessante acontece. A necessidade de provar valor para o mundo começa a perder força. A pergunta muda. Deixa de ser como serei lembrado e passa a ser como estou vivendo agora. Não para aplauso futuro, mas para coerência presente.
Jesus não construiu legado no sentido comum. Ele não trabalhou para ser lembrado. Ele viveu aquilo que acreditava ser verdadeiro, mesmo sabendo que isso o levaria ao fim. E talvez seja aí que esteja o ponto mais desconfortável da história. A ideia de que o sentido não está em durar, mas em alinhar. Não está em permanecer, mas em atravessar com integridade.
Você vive em uma época obcecada por visibilidade. Likes, registros, arquivos, perfis. Tudo precisa ser documentado, compartilhado, validado. Como se o esquecimento fosse a maior tragédia possível. Mas o esquecimento é o destino padrão. O esforço para ser lembrado muitas vezes serve apenas para evitar a pergunta mais incômoda. Estou vivendo de acordo com aquilo que digo acreditar?
O fim chega para todos. Para o anônimo e para o reverenciado. Para o justo e para o injusto. Para quem construiu impérios e para quem mal conseguiu sobreviver. A diferença não está no fim, mas no percurso. E não no percurso externo, mas no interno. No modo como você lida com o tempo que recebeu.
Se Deus criou o jogo, o manual não promete vitória fácil. Promete sentido. Promete direção. Promete que viver com consciência custa, mas viver sem ela custa mais. Jesus não escapou do fim. Ele atravessou o fim. E isso redefine o valor da sua própria travessia.
Você não controla quanto tempo tem. Controla apenas como ocupa o tempo que passa. E isso não exige heroísmo histórico. Exige lucidez cotidiana. Exige parar de viver como se tudo fosse ensaio. Não é. É ato único. Sem replay.
Quando você entende que até o perfeito teve um final, você para de exigir eternidade de si mesmo. Para de adiar vida em nome de uma promessa futura que talvez nunca chegue. Começa a viver com mais presença, menos ilusão, menos teatro.
O fim chega para todos. E justamente por isso, cada escolha importa mais do que parece.
Não consigo dormir, pois minha alma está acordada, pensando em Ti, que meu amor transborde em Tua Presença, para sempre, que meu coração Te louve, meu Deus, que minha vida seja o estrado da Tua Glória, que meu ser cante apaixonado por Ti, Jesus...
As pessoas não seguem o Deus da Bíblia porque o admiram profundamente.Seguem porque têm medo das consequências de não seguir.
E enquanto o medo for o alicerce, não existe amor, existe submissão.
A mente humana não gosta de ficar sem respostas. Quando a ciência diz “ainda não sabemos”, a religião muitas vezes diz “foi assim”. Para muitas pessoas, ter alguma resposta, mesmo inventada, é mais confortável do que não ter explicação nenhuma.
Pequeno Pintor
Uma tela pintada de azul,
Com árvores murchas e frutos azedos,
Os quais não conseguem ser segurados nem pelos dedos,
Um lugar que quem viu mentiu.
Uma moça com olhos cor do âmbar adentrou,
E, no cenário, tudo revirou
E, para a sua surpresa, nada de bom encontrou.
Olhando tristonha aos arredores,
Onde secos eram os rios,
Onde nada tinha fantasia,
Muito menos alegria.
Surpreendeu-se ao ver um jovem pintor segurando o coração
E começou a pensar sobre o que fazer nessa situação.
Carregando toda a meiguice, deu-lhe a mão
Onde o rapaz depositou todas as suas esperanças.
Tirou do peito aquilo que segurava e entregou-lha.
Nesse instante, era ela a sua crença.
A dama indagou-lhe: “Meu pintor, quem te magoou?”
Relutante, devolveu: “Como a notícia te chegou?”
Com simpatia, respondeu-lhe: “No momento em que me entregaste as tuas
crenças, havia proclamado também que desacreditaste da paixão.”
O pintor apenas suspirou: “Oh, não...”.
Os dias se sucederam;
Os pigmentos azulados se perderam.
Desde a chegada da jovem, o Sol tornou a ficar amarelado;
Depois de ele por ela ser amado.
Os luares, agora, teciam a sua felicidade;
Os risos abertos e barulhentos compunham parte do seu dia,
Enquanto, de perto, a via.
A esta altura, já estava familiarizado com a nova realidade.
A sege desenhada os levava perdidamente.
Ambos não tinham lugar destinado.
Finalmente, soltou-lhe aquilo de diferente.
A amada, moldada pela alegria, disse que, por ela, era amado.
No dia seguinte, encostou-se no Pintor
E tirou-lhe a dor.
Para ela, o mundo prosseguiu,
Enquanto, para ele, parou.
Acordado, encontrava-se sem a deusa da sua benção.
Próximo ao chão, chorava as lágrimas de Adão.
Arrastando-se, tentou pegar-lhe o pé,
Mas, dela, só recebeu um pontapé.
Berrando, clamou pelo vulto do espírito;
Porém deste já estava restrito.
Pobre coitado.
O azul reapareceu;
Sua amada desapareceu,
E ele, por ninguém mais, era amado.
Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.
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