Amigo Felicidade Alegria
A minha felicidade tem vários nomes: João, Maria, José, Antonio. Parece óbvio? É que ela é intuitiva, singular, evidente, simplória. Para quê chamá-la John, Mary, Joseph, Anthony?
'Não dependa de 'terceiros' para ser feliz. Foque a felicidade em você mesmo(a). Trilhe novos caminhos. Galgue novos horizontes. Se fite em novas escaladas. Com o tempo descobrirá os que circundaram tentando embaraçar a tua felicidade, foram apenas detalhes, minuciosos peçonhentos...
Um dia perceberá a felicidade. Porém, a vida falou tanto o contrário que você acabou buscando-a incessantemente. E às vezes cansado, não compreendeu que ela estava ao lado por tanto tempo. Te chamando.
'EU FELICIDADE?'
Calor intenso,
puxada [...], telha baixa.
Criatura não conhece:
- Que sujidade!
Assembleia diária,
papos em dia:
cornagem, piadas, cachaças, religião, pescarias.
A roda é veemente,
ela sempre acontece, à tardinha,
quando se começa a ver a poeira da rua,
[feia e esquecida] abarrotando o cabelo.
Parcialmente esquecido,
o bairro todos admiram.
Ar de tranquilidade,
costume de 'sítio', todos se abraçam:
Vagabundos, padres, alcoólatras, senhoras, prostitutas!.
A vida congela,
o olhar fala[...], o mundo fala:
- Estou tracejado em dissabores!
Experiências peculiares,
vida empurrada no ombro.
Como anda a vida,
como a vida anda?
- Bem, graças a Deus, se melhorar estraga!
Fala-se de felicidade,
muitos acenam, apreciam a vida como ela é:
Orações,
fé.
Vida difícil!
Pitada de euforia.
Arco-íris nas nuvens,
temporais, chuvas.
A releitura é diária,
abraçar o primordial é primordial.
Facetas?
Nada tira o ar [felicidade],
mesmo que aparente.
Importante é levar a vida,
[atemporal].
Diagnosticada, risadas.
Aperto de mãos,
devorar o improvável.
E a vida,
ficando mais vida, a cada rodada.
Eu seria um imbecil se afirmasse ser infeliz. A felicidade não está no início, tampouco no fim. Ela está no percurso e cresce na medida exata se assim você o permitir. A minha tem vários nomes...
'ESCOLHAS'
A felicidade pousou nos lagos, fez morada nas águas e suas correntezas. Floresceu no verão ensolarado. Cultivou o inverno sombrio. No outono, o banho de rio te aguardas, favorável como o nascimento. Prepara-te para o bronzeamento artificial. Não precisas tirar as vestes, ou preservar o sapato macio. Emerges no sintético como viestes ao mundo. Planta tuas sementes em qualquer estação...
Não precisas pegar trem para a próxima parada, ou pagar pelo centelho. O horizonte é teu irmão e irmã mais velha. Atraí alimentos para o almoço, e não esquece dos famintos. Enfarta-te como os anciãos de muita labuta. Sorri! Praguejas! Emergi pela manhã com o sorriso de outrora e dizes que precisas de aconchego. O mundo vivido é raridade. Teu lar, é tua sublimação do amanhã. Crias a olho nu, com pedaços de tijolos, teus pedaços de vitrines, quem se importas com tua criação?
Sem distanciar-te dos rios e igarapés, enches o peito de boas recordações. Respiras como quem vai enfartar, e abre teus sonhos um a um, com certo cuidado para não caírem. Tira do ombro o peso das dores e trilhas o caminho que te foi dado, com paciência e hombridade. Usas teus dardos de maneira diferente das outras pessoas. Não perpetuas o ócio, como muitas pessoas fazem. Descobres o presente, e escreve tuas linhas. Linhas parecidas como as de ontem, ou do amanhã. Usa tuas vírgulas, dois pontos, reticências...
Escreve nas calçadas os enigmas que te fortalecem. Deixas cair a fina chuva nas noites de solidão e gritas até quando não mais poder, gritos verdadeiros. Enches uma concha e escutas o balançar das águas. Tudo parece tão distante, tão próximo. A felicidade é utopia criada para afagar o coração das dores do mundo. Carregas a tua [felicidade], na medida das tuas forças. Mas esforça-te nos olhares e nos sentidos. Olha as paredes em volta que te prendem e liberta-te enquanto podes...
Teus filhos dormem tranquilos e sossegados. A comida está à mesa, tem sabor agrião e cansaço. Espalha tua felicidade por mais insano que seja. Não impedes o abraço desconhecido que te fadigas. Sabemos, és ferido pelas circunstancias das buscas, mas não deixa tornar-te como os insignificantes. Beijas as mães que deram vida aos fortes e aos fracos e ser diário nas tuas diligências, fazendo do coração diamante, ou mera intuição. Tu decides...
Ter umas caixinhas de bombons e uma felicidade no travesseiro, já é muito para quem dormia ao relento e sonhava com as estrelas no amanhecer...
'A DOR DA FELICIDADE'
Essência e suor diário no rosto. À medida que o tempo passa, a magia da mágoa vai aumentando. Arraigando na alma como germe. Pouco a pouco ele perde origens, coisa que outrora nunca ganhou. Tempo devastador. E as dores da felicidade só exacerba seus dias...
Ele gastou décadas para um emprego promíscuo, sufocador. Derramando condolências tijolo a tijolo. Para que prédios ou uma casinha de papel com seus odores? A felicidade tem um preço: busca incessante. Seja lá onde for, seja lá com quem for. O peso será sempre intenso, talvez o mesmo, balanceador. Só temos que minimizá-lo e colocá-lo no bolso e andar sorrindo como se não tivéssemos...
Não adianta mais parar o tempo. Parar no tempo e olhar bobo para o passado/futuro. Ficar obeso, fazer academia, ter mais tempo com os amigos/família. A felicidade estará trazendo suas dores, cultivando seu preço. Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...
Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...
Serei pó. Esquecimento. Lamento em dias contados. A felicidade há de vir sem opulências ou dias covardes. Tudo espreitado, como a terra sugando liberdade.
"A felicidade não está em algum lugar específico, mas sim no bom relacionamento com Deus e com as pessoas".
Anderson Silva
"Para aqueles que Deus deu o dom do ensino, sua felicidade e maior prazer no trabalho é lecionar ou palestrar".
Anderson Silva
'O preço da paz, da felicidade e até do sacrifício, é a santidade ao Senhor Deus da Bíblia".
Anderson Silva
Felicidade
Diamante esculpido
Um beija-flor de jade
Traço raro e diminuto
Pequena, em pleno espaço
Do nada ... a vida
Pedra sabão talhada
Delapidada
Alheia a toda vontade
As grades de ouro
A liberdade
Resposta que não veio
O início chega ao fim
Sem meio
Um desenho bonito
E que a gente desenhou tão feio
Falha a abelha
Mel de milho
O sorriso é uma fotografia
Uma ausência cortante
À luz do Sol digo, bom dia!
A carta mal escrita
Num papel bonito
Entregue no destino errado
Um grito que se propagou no vácuo
Uma vela que se apaga
O apego à escuridão
Simplesmente aquela
Sempre velha corrente enferrujada
O portão que separa
O passado e o presente
Tempestade linda
Amanheceu
Na madrugada insône
Amanheceu tão descontente
Madrugada, ainda
Um desenho
Quando a gente o desejou bonito
Ficou feio
Edson Ricardo Paiva.
A nossa felicidade
Pode perfeitamente
Ser classificada
Na categoria
Onde se encontra
A Concretude do Abstrato
Enquanto tanta coisa
Que temos como concreta
É impossível que seja
Elas não podem existir de fato
Aquilo é somente
Retrato de coisa ruim
Que trazemos de lembrança
Em nossas mentes
Resultante
De alguma viagem malfeita
Tanto pra você, quanto pra mim
Mas não sabíamos o que era
E por isso
A guardamos com a gente
Enquanto de passagem
Nós a colocamos
Em algum lugar da bagagem
Que carregamos
Na ligeira viagem
Que fazemos neste mundo
Onde
Simples segundos
Podem valer por uma vida
Enquanto anos e anos
Serão pra sempre relembrados
Como parte
Da parte que foi perdida
E um dia será esquecida
Quiçá, resumida
Quando relembrarmos
Num futuro muito distante
A Parte Bonita da história
Que começa a ser escrita.
Edson Ricardo Paiva
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