Amigas Maternidade

Cerca de 1446 frases e pensamentos: Amigas Maternidade

O mundo da maternidade é apavorante. Não há receita, que nem de bolo. E mesmo que houvesse, o resultado final nunca seria o mesmo. E nessa ausência de certezas, vivemos sonhando poder espiar pela fechadura daquela outra mãe, sabe? Pra ter certeza que ela também fica histérica. Que também tem vontade de jogar um pó mágico de pirlimpimpim e desaparecer da face da terra.

Acreditem, somos todas feitas daquilo que ninguém vê. Insegurança, medo, cansaço. Assombradas pelos mitos da maternidade. O que é certo ou errado, do que pode ou não pode, do que devo ou não devo. Todas possuímos mil interrogações internas. E o pior, não há respostas ou solução para todas as nossas perguntas. Tem questões sobre a maternidade que ninguém saberá lhe responder, você terá que ir aprendendo na prática, por conta própria.

Seja na liderança, na maternidade, no ciclo de amigos... é necessário muita sensibilidade para notar as habilidades!
Não adianta passar a vida treinando uma pessoa para ocupar a "posição" que desejamos se não é coerente com o desejo dela.
Respeitar as individualidades é abandonar vontades próprias e praticar amor ao próximo...
(Manu Marizy)

Na vida animal e humana, o que impera é a maternidade, o afeto, a proteção e a sobrevivência (instinto de vida).

Nenhuma mulher deveria passar dias sozinha com a criança nos braços. A maternidade é fácil quando estamos acompanhadas. Não quando somos julgadas, criticadas ou aconselhadas. Simplesmente ter outras pessoas por perto, se possível outras mulheres que estão passando pela mesma fase.

A Maternidade de Maria Santíssima leva cada um de nós a verdadeiro amor!

A maternidade se dá por meio da Constância de erros e acertos.

MATERNIDADE ATÍPICA⁠
Nunca subestime o poder de uma oração; ela é capaz de transformar destinos e reescrever histórias!

⁠A maternidade é um desafio constante, mas também uma fonte inesgotável de felicidade e orgulho, uma jornada de descobertas e aprendizados.

⁠A maternidade enquanto sentimento, é algo tão cândido, sublime e cor de rosa. Ao mesmo tempo tão avassalador, primitivo e selvagem. Princípio de toda criação e criatura, uma honra nos entregue na existência. Sem palavras ou termos para definir a jornada, só posso dizer: Gratidão!

⁠A maternidade é um pêndulo que oscila entre a loucura e a cura, mas ainda assim, se me fosse dado a chance de voltar a atrás e escolher ser ou não mãe do meu filho, eu escolheria ser mãe dele por todas as supostas vidas que eu tivesse para viver.

A maturidade feminina, na minha opinião, é alcançada de duas maneiras: maternidade e realização profissional.
Sem esses dois processos a vida de uma mulher é um limbo de pequenas realizações; infantis, fúteis, deslocadas...amparadas, ou não, em relações amorosas de todos tipos.
Quem não vive esses processos, dedica-se à auto-aflição, penosa, vitimista, por vezes numa tentativa intelectual de sabedoria de vida falsamente subjetiva, ou seja, filosofando suas verdades sem de fato ter alcançado a essência do seu próprio Eu.

Se eu desistisse de mim, ninguém se importaria, sinto que a maternidade é muito ingrata, pois por mais que você se doe a ela, nunca será realmente reconhecido...
Somos as mães de Freud.

O meu destino foi traçado na maternidade da luz.

Só tenha os filhos que você puder criar. Porque maternidade vai muito além de parir filhos.

Poesia sobre maternidade


Dentre tantos sonhos que podemos sonhar


O mais lindo eu pude realizar


Mãe eu me tornar


E descobri que a cada dia que passar


Meu coração se põe e dilatar


E o maior amor a me transformar.

A maternidade atípica é uma experiência intensa, visceral e de amor profundo que transcende a compreensão superficial, exigindo uma força que humaniza e transforma a dor em esperança.
É um enfrentamento constante de preconceitos, desumanização (como a visão de “mães de anjos”), e uma necessidade angustiante de rede de apoio e busca por políticas públicas em prol de nossos filhos.
Lu Lena

CACOS DE VIDRO NA MADRUGADA
(O silêncio ensurdecedor da maternidade atípica.)


As lembranças da gestação eram a única coisa que martelava na minha cabeça naquela madrugada chuvosa, mas o barulho lá dentro era ensurdecedor.


Olhei para o relógio: duas da manhã. Meu filho autista não parava de entrar e sair do quarto; ia até a cozinha, abria e fechava a geladeira à procura de algo. Foi quando ouvi o estrondo: era mais uma xícara que ele arremessava, fruto da crise que o vencia naquele momento.


Lá fora, a chuva batia forte, no mesmo ritmo em que meu coração acelerava na angústia de ver meu filho nesse elo perdido entre o mundo dele e o meu. Levantei num sobressalto; as lágrimas escorriam silenciosas e indefesas ante a fragilidade que eu sentia.


Naquele instante, o peso do mundo se concentrou nos meus ombros e a pergunta que eu evitava finalmente me alcançou no escuro: O que é ser mãe neurodivergente?


É quando a sociedade e a família falham em ser suporte e a mãe atípica adoece no silêncio. O isolamento vira um cárcere, e a exaustão vira risco. Precisamos entender que cuidar de quem cuida é um ato de justiça e humanidade.


Nenhuma mãe deveria ter que ser forte o tempo todo; ninguém sobrevive apenas de resiliência quando o que falta, na verdade, é acolhimento. Que o elo não se quebre pela nossa indiferença. A rede de apoio é o que impede que o amor vire dor.


Nós, mães atípicas, sentimos como se a chuva lá fora fosse o reflexo das nossas lágrimas de exaustão. Um mergulho intenso em um mundo dito "azul" que, de azul, só tem os símbolos. Na realidade, existem todas as nuances de cores: ora nítidas, ora borradas. Um labirinto onde caminhamos em círculos.
Se alguém achar o encaixe exato das peças ou a saída, diga-nos...


E, nesse ínterim, o que me resta nesta madrugada é juntar os cacos de vidro pelo chão.


Lu Lena / 2026

​O SOM DAS CASCAS SOB OS PÉS
(Os desafios invisíveis da maternidade atípica)

​Ser mãe atípica é viver em um território de incertezas: nunca sabemos quando o vento da crise vai soprar, mas sentimos quando ele balança o nosso chão.

​É caminhar constantemente sobre ovos, sentindo o estalo delicado de cada um sob os nossos passos. Viver nesse universo é desafiar a lógica: é tentar acolher as cascas que se esfarelam e montar um quebra-cabeça cujas peças parecem ganhar novas formas a cada dia.

​Não há trégua, não há mapa. Resta-nos o silêncio das lágrimas que secaram, enquanto aguardamos, com o coração alerta, o próximo estalo.

​Lu Lena / 2026

A maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista TEA, desde que se percebe, cria uma genuína e intrínseca cumplicidade divina, uma cumplicidade intra-uterina, de mãe e fruto de seu ventre, muito além da compreensão linear, que vai acompanhar a vida toda, mesmo que muitas vezes, a inicio, esteja despercebida ou inconsciente. Como eu já disse uma vez, e continuo dizendo, com a mesma opinião. " Não se busca outro igual para viver a cumplicidade, mas alguém que verdadeiramente, nas palavras da alma, nos complete." A chave mestra da superação está no amor de mãe, e mesmo depois de sua ausência, é pela certeza deste amor que a vida segue em frente.

O amor de uma mãe pelo filho vai além da maternidade.
Não é necessário engravidar, esperar os nove meses da gestação, ver a barriga crescer, ter desejos ou enjoar para ser mãe.
Só precisamos ver a carinha deles pela primeira vez e ouvir o chorinho deles. E é nesse mesmo momento que o amor nasce como uma chama e ocupa todo o coração de uma mãe.
Eles só precisam do nosso amor, do nosso abraço e nós só precisamos do amor deles.
Olha como é maravilhoso o dom de ser mãe, uma pessoa tão pequena e capaz de mudar toda uma vida. Encher um lar de muito amor, um amor pleno, um amor sincero, um amor da alma, um amor de Deus...
Ser mãe é assim!!
Eu sou uma mulher muito realizada, pois sou mãe.

Inserida por Hildenice