Amiga Voce Mora no meu Coracao
Divina e dulcíssima aspiração
de querer conquistar o seu
fascinador e liberto coração,
Mania doce de insistir
em querer ser o seu amor.
Para nós o que nos cabe
é somente o pós-canônico,
Naufragar na delícia entregue
de ser o seu fadário irônico,
sensual e o mais romântico.
És o meu melhor enredo,
não somos uma aventura
e do amor não temos medo,
Porque este fogo-fátuo
é do interior brotado,
e amoroso indestrutível laço.
Para nós já está estabelecido
o neo-romantismo contemporâneo
do nosso amor latino-americano,
sem censura e sem nenhum engano.
Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.
O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.
(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).
As talipots dão o seu adeus
num único florescimento,
Isso tem colocado receio no coração,
e no meu pensamento,
Tenho perdido o sono por tamanha aflição,
espero que da minha parte
seja exagero ou teoria da conspiração;
Ao Bom Deus tenho rogado
que não estejam se despedindo
da última vez que veremos
o Brasil e a América do Sul em paz.
Murtillas na boca,
comigo no coração,
celebração de amor
e muita inspiração
com Versos Intimistas
para a consagração.
Quem dera ser a Lua de Ano Novo
do Médio Vale do Itajaí que o teu
coração tanto pleiteia amoroso,
tal qual a cidade de Rodeio que sorri,
sempre quando os raios dela
marcamos presença divina por aqui.
Tudo isso é a mais real poesia,
para até no escuro ser lida;
é a própria glória da vida
de ser verbo, carne e alma;
e, o que o amor cortês nos solicita.
Com toda razão e sem razão -
a tua existência nos cânones
afetivos há tempos foi escrita,
virou tradição plena e festiva.
Nenhum pormenor teu pode
e deve ser resistido, por ser capítulo
querer-te comigo - é o meu melhor abrigo.
És feito de romance e sedução,
sem precisar sequer de tradução.
Presa pela razão
da competência
do divino cerco teu,
Pelo coração não
és diferente do cerco
meu onde silente -
sem reversão se rende,
e assim me pertence.
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
São Jorge da Capadócia,
sozinho derrotaste o dragão,
Peço do fundo do coração
que de uma vez por todas
ajude a terminar com a ocupação
nos Territórios Palestinos,
para que o povo desfrute da pacificação.
Ostento no coração igual
a florada Manduirana
reverente sob o céu austral
que o olhos encanta.
Nascendo sob a guarda
da Mata Atlântica, do Cerrado,
e até mesmo da Caatinga,
porque tudo aqui é poesia.
Habitante do pensamento
é o suficiente para tornar-me
o teu favorito sentimento.
O tempo que para uns dilui
usualmente o charme,
traz aliança e estabelecimento.
Floração de Manduí
silenciosa no coração,
É a minha presença
que traz o frescor
com flores do amor
discreto e feminino,
Que não será resistido
por nada nessa vida.
Revelo-me como titular
assumida da rebelião
interna que não pode
ser dentro de ti contida,
Eis-me a inabalável
que mantém o tempo
todo a tua pele acendida,
e a fantasia mais realista.
No absoluto do Cerradão
plena sob o Pequizeiro
generosamente carregado,
Com o coração indomado,
e brio de Ipê-amarelo
plenamente em floração.
Ser escolhida ou opção,
prefiro escolher e ser
por total determinação;
Ostento o imparável
e a convicção selvagem,
não cairei em rendição.
Desfilam em noite de céu
aberto do céu olhar lindo
Acrux, Mimosa e Gacrux,
Em retribuição e destino
o céu do meu olhar Carnaval
faz com Imai, Intrometida,
Sirius e Canopus e Spica.
E Procyon, Antares, Rigel
e Betelgeuse começam
a aparecer entre olhares,
Não sei se foi um sonho
com os olhos abertos,
tenho te sentido comigo
pelos lugares, e universos.
Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.
Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.
Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.
De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.
Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.
Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.
Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.
As chuvas de março ainda
não vieram para lavar
e o coração renovar,
Guerras sempre deixam
lições para aprender,
E se eleger adversar,
o faça sem abrir frestas
para o inimigo externo
no território nunca entrar.
A paz nunca é perfeita,
e por menor que seja,
Cabe a gente preservar
como a Quaresmeira
que resiste o que passa
ao redor para a floração
neste tempo não faltar,
Espero contar contigo
para o melhor preservar.
Nós merecemos manter
o que é nosso intocado,
o amor no coração
e o olhar esperançado,
Para ninguém jamais
colocar aprisionado
o que nos move adiante
fazendo cada passo
resiliente e imparável.
Confissões embaladoras
com o afã de submergir,
e abrigar na sua respiração,
coração com o coração
no compartilhado silêncio.
Neste tempo talvez o mais
perigoso da nossa História,
que pede mel nas palavras
por mais que a realidade
flerte com o cruel e o covarde.
Deixar por conta os intentos
das quaresmeiras e as aleluias,
e encontrar sob a floração
da época os maiores motivos
para não apagar os sentidos.
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